Archive for Junho 25th, 2009




Leite de caixinha estragado

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Mamífera que sou, amo leite. Estou falando de leite MESMO, não esse negócio branco que vem dentro de caixinhas de papelão. Já leu o que está escrito na caixinha  do chamado leite longa vida? Tem muitas coisas ali dentro que são colocadas justamente para garantir a tal longa vida. Mas eles juram que ali dentro tem leite também (ufa! que alívio).  Mas nem sempre foi assim: tomei leite de verdade, saído diretamente da vaca para a minha casa, durante muitos anos.

Deve ter gente que leu isso aí e não entendeu nada ( o leite sai da vaca? como assim???). Para vocês, leitores modernos, que acham que vaca é só uma palavra usada para ofender a mãe do juiz de futebol, aqui vai uma dica: pesquise no Google.

Tem gente que fala mal do leite in natura, por que “não é pasteurizado, pode estar contaminado, blá blá blá”. Ah, tá? O produto pausterizado pode não ter bactérias, mas pode ter soda caústica.  O que será que é pior? Tô num mato sem cachorro pasto sem vaca: se ficar a bactéria pega, se correr a soda cáustica come. Enfim, de qualquer forma, grávida que estou não poderia mesmo tomar o leite de verdade, justamente por causa do risco de contaminação por bactérias. Nem posso consumir queijos e outros derivados in natura. Ordem da médica: grávidas só podem consumir derivados de leite que sejam pasteurizados.

Momento cultural: O que é pasteurização? O produto é aquecido a temperaturas altíssimas e, em seguida, resfriado. Esse processo mata a maior parte das bactérias normalmente presentes no leite cru, sem (garantem os entendidos) alterar suas propriedades ou características)

Voltando às vacas gordas, deixei de consumir leite integral há anos. É que vacadeoculosdepois de uma certa idade, a gordura começa a acumular em setores específicos do corpo, como o culote, a barriga e a bunda. Quando isso começou a acontecer, troquei o arroz e o pão branco pelos integrais. O açúcar refinado pelo mascavo. Os doces por frutas (nem sempre, admito). E cla-la-ro, substituí o leite integral pelo desnatado. Aí começou o problema: não inventaram ainda a vaca light. (óquêi, eu sei o motivo desse sorrisinho malicioso na sua cara, você leu vaca light e logo lembrou da vizinha magrela que paquera seu marido,né? Bom, ela não serve como exemplo, por que não resolve o meu problema do leite desnatado)

Por isso, na época em que decidi ser menos gorda mais saudável, aderi ao leite desnatado de caixinha. Meu marido que é pão-duro mais econômico que eu, sempre aparece em casa com umas marcas assustadoramente desconhecidas. Ao ler as informações sobre a origem do produto na caixinha fico com a pulga atrás da orelha (bom, de qualquer forma, melhor a pulga atrás do que dentro da orelha, pois dentro incomodaria mais). Sou mais exigente que o Tio Patinhas (meu marido) e só compro marcas mais conhecidas, que geralmente são muito mais caras. (É daí que vem o ditado “o barato sai caro”).  Sei que compar a marca mais cara não é garantia de qualidade, mas deve ser mais seguro. Afinal de contas, uma empresa que já conquistou espaço no mercado tem um nome a zelar e não vai misturar soda cáustica e água oxigenada no leite, vai? (putz…pior é que vai, né? Aliás, FOI durante muito tempo e só descobriram em 2007, lembra?)

Ferva antes de beber

batavodesnatadoQuando vou às compras, só trago para casa leite desnatado de marcas bem conhecidas como Nestlé, Danone e Batavo (entre outras top de linha).  Mas há uns dias levei um baita susto e por pouco não ingeri leite estragado. Comprei duas caixinhas de leite desnatado Batavo. Abri uma, enchi uma xícara e coloquei no micro-ondas para esquentar. Quando o leite ferveu, ouvi o barulho de uma pequena explosão. Pensei que havia algum defeito no micro-ondas, mas o problema era o leite. O produto dentro da xícara havia adquirido um aspecto diferente, estava com cara de leite “coalhado”, sabe como é? Cheio de pedacinhos (como queijo) boiando e um cheiro esquisito. Olhei a caixinha que havia acabado de abrir e constantei:

a) o leite estava dentro da validade (só venceria no semestre seguinte)

b) não havia nenhum risco, amassado ou furo na caixa, portanto a embalagem não havia sido violada

c) o produto que estava na caixinha tinha cheiro e aparência normal, se eu tivesse tomado o leite sem ferver, teria ingerido o produto estragado sem perceber Abri a outra caixa, que havia comprado junto com aquela e coloquei um pouco do leite para ferver. Normal. O leite “subiu”, o cheiro era bom, o gosto também.

Encontrei na caixinha o número de atendimento ao cliente (0800) da Batavo e liguei para lá. Comuniquei o que havia acontecido. A atendente foi simpática, fez várias perguntas sobre a compra do leite (onde havia comprado, quando, etc.) e anotou meus dados pessoais. Ela pediu para eu guardar a caixinha de leite na geladeira que um representante passaria para pegar e deixaria outra (não estragada) no lugar. Cinco dias depois foram buscar a caixinha do leite estragado e deixaram uma outra unidade no lugar. Acho que fui bem legal com o pessoal da Batavo, né? Quem mais iria gastar tanto tempo para avisar que havia algo errado com um produto? Meu marido disse para eu jogar aquilo fora e deixar pra lá. Mas pensei que seria legal se a empresa tivesse a chance de detectar um problema e trabalhar para evitá-lo no futuro.

Ninguém da Batavo entrou em contato comigo depois disso para me explicar o que houve. O que eu imagino é que aquela caixa havia sofrido algum tipo de tratamento inadequado (na produção, armazenamento oleitegarrafavidrou distribuição). Pode ter ficado guardada num lugar não muito fresco e arejado no depósito do supermercado, por exemplo.

O problema (estamos chegando finalmente à moral da história) é que na caixinha de leite está escrito  “Não precisa ferver”. Sempre levei isso a sério e tomei muito leite de caixinha sem ferver: misturava direto no achocolatado, nos cereais, na massa do bolo. Imagina só se naquele dia eu não tivesse fervido o leite? Numa época “normal” da minha vida, talvez a consequência fosse uma desinteria brava. Mas no meio de uma gravidez, ingerir um produto estragado pode ser fatal para a gestação. A partir daquele dia, passei a retirar todo o leite da caixinha, fervê-lo e guardá-lo em garrafas de vidro devidamente esterilizadas. Assim tenho sempre leite geladinho para adicionar aos sucrilhos, mas sem correr o risco de ingerir um produto estragado. Continuo comprando as marcas que considero boas, inclusive a Batavo, pois aquela caixinha provavelmente foi adulterada no armazenamento errado no supermercado. Moral da história (eba, chegou!!): ferva o leite.

Post Scriptum: Olha só que coincidência. Estava escrevendo sobre o que aconteceu e descobri que o Pai dos Trigêmeos (ele é conhecido assim) havia publicado no  Blog dos Trigêmeos (que eu adoro e visito sempre) um texto muito legal sobre o mesmo assunto: as esquisitices do leite de caixinha. Vale a pena conferir: clique aqui.

10 comments 25/06/2009

Troca-se: conselhos por fraldas

blablablaSe em vez de conselhos as pessoas me dessem pacotes de fraldas, ajudariam muito mais. Vou lançar a campanha: “poupe seu conselho e em vez dele me dê um pacote de fraldas”. Fraldas são mais úteis. Mas como conselho é mais barato, melhor ir acostumando com a idéia de que todo mundo à minha volta vai contribuir com pelo menos um. Dizem que piora depois que o nenê nasce. Afinal, todo brasileiro é técnico de futebol. E toda brasileira é pediatra. A Letícia, do blog Mamie Bella, traduziu em palavras o que tenho experimentado em sensações desde que engravidei. Então lá vai um conselho para você, amiga grávida: vale a pena ler o que a Letícia escreveu.  Clique aqui para ir lá se aconselhar sobre conselhos.

2 comments 25/06/2009

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