Posts filed under: ‘Filhos‘
Fechado pra (cadeira de) balanço
Sou mamãe. Este é o blog de uma ex-grávida. Estou encantada com o que está acontecendo e quando der volto pra contar. Obrigada por todo o carinho e votos de saúde e paz que tenho recebido. Não consigo ficar aqui na frente do computador. O melhor lugar da casa é a cadeira de balanço no quarto do meu filhote, olhando pra esse ser tão perfeito que suga meu peito e meu coração. Estou apaixonada!
77 comentários 04/12/2009
Grávida é ímã de criança birrenta
Bebês deveriam vir com manual de instruções. Do tipo que acompanha um CD-Rom explicativo, que agregaria ainda exemplos sonoros de variedades de choros, para auxiliar pais de primeira viagem a entender o que os pequenos querem quando abrem o berreiro. Um dos capítulos que mais me interessariam no manual seria, sem dúvida, o que explicasse o porquê das birras e me ensinasse uma fórmula eficiente para lidar com elas e eliminá-las. Desde que fiquei grávida parece que virei ímã de criança birrenta. Elas estão por toda parte. Nas filas dos cinemas, nas farmácias, nas ruas, nos estacionamentos dos shoppings, nas pracinhas e sorveterias. Algumas delas são fortemente atraídas até a minha casa e fazem seu show no meu quintal ou na minha sala, para o desespero das minhas cunhadas e amigas. Geralmente a birra das crianças delas acontece no momento em que elas estão me ensinando TU-DO sobre a maternidade. Afinal, sou grávida de primeira viagem e tenho muito a aprender com as experientes mamães que me cercam.
Mas é supermercado que acontecem os piores encontros com crianças birrentas. Sempre que empurro vagarosamente o carrinho lotado de coisas saudáveis (vai acreditando…) pelos corredores, acabo dando de cara com pelo menos uma situação assustadora. Na maioria das vezes os pequenos terroristas estão jogados no chão e gritam-berram-grunhem coisas como “eu queeeeroooo!” e até “teeee odeeeeioooo” para pais atônitos e visivelmente envergonhados. Meu primeiro pensamento é “tomara que meu filho não seja assim!“. Mas no fundo eu sei que preciso estar preparada, pois dificilmente escaparei de uma experiência como essa.
Antes de engravidar, CONFESSO, julguei algum desses pais. “Que mulher mole, por que não dá logo uma bronca no filho?”, “Olha que absurdo, a criança dominando o adulto e conseguindo o seu precioso pacote de biscoito recheado”. Depois que fiquei grávida adotei a regra: não julgue o que não conhece. É que foi aí que entendi que não devemos cuspir pra cima, pois pode cair no nosso olho.
Não encontrei o tal precioso manual de instruções, mas achei algo muito próximo do meu sonho de consumo: uma lista com dicas incríveis sobre como lidar com situações de birra. Já salvei e guardei aqui no computador, pois sei que poderão ser bem úteis num futuro não muito distante. As dicas estão no blog O Astronauta, da Flavia. Uma leitura recomendada para papais, mamães e afins.
13 comentários 04/11/2009
Treinamento para futuros papais e mamães
Recebi por e-mail antes de engravidar e divido com vocês:
EXERCÍCIOS PRÁTICOS PARA TREINAMENTO DE FUTURAS MAMÃES E FUTUROS PAPAIS
ra não usar o saco como travesseiro). Levante às 6h e pratique o exercício de alimentar o melão. É permitido chorar. Freqüência: pelo menos 3 vezes por semana.17 comentários 04/10/2009
Linda estrada sem fim
Quase nunca chego ao fim. É difícil terminar o que comecei. Foi assim com o curso de inglês e o scrapbook sobre a família. Perdi as contas de quantas vezes dei início à cruzada da Carteira Nacional de Habilitação: foi uma novela até finalmente chegar ao final do processo e conseguir meu direito de fazer barbeiragens dirigir. Aprender a costurar, Alemão, a ler mão, computação, artesanato, piano, violão: habilidades que nunca desenvolvi completamente, abandonadas no altar. A Pós-Graduação também ficou pela metade.
E a organização das zilhares de fotos e vídeos armazenados no computador está nos planos há sete anos. A arrumação do closet que eu comecei há dois meses foi interrompida horas depois do início, quando encontrei uma caixinha cheia de bilhetinhos da época em que namorava meu marido. Passei horas lendo e me divertindo com aquelas bobagens românticas e quando vi já era noite. Deixei pra continuar a faxina no dia seguinte, mas nunca mais encontrei tempo e agora já está tudo bagunçado de novo.
Avalio o passado e constato que nunca completei um álbum de figurinhas.
Poucas coisas até hoje me proporcionaram o prazer de saber o que é chegar ao final do caminho: me formar em uma boa universidade foi uma delas. Comecei e terminei o curso de Graduação sem nunca ter pensado em abandoná-lo. (Bom..talvez uma vez ou duas, mas universidade pública enfrenta muitas greves e eu tinha só 17 anos!) O meu trabalho também tem esse raro poder de me conduzir até o final. Quando estou envolvida com um projeto profissional, tenho entusiasmo do começo ao fim, mesmo que o trabalho exija minha dedicação durante anos. (Pensando bem..já abandonei chefes saudosos ao encontrar um desafio maior à minha frente).
Nunca me senti presa a nada.
Meu casamento também tem sido um projeto a longo prazo, ao contrário dos namoros relâmpagos que tive antes. Mas confesso que no começo, ao me deparar com as meias jogadas pela sala e a sogra sentada no sofá dando palpites, pensei encerrar o compromisso antes do prazo (o prazo vocês sabem, está decretado no contrato, naquela cláusula do “até que a morte os separe”), mas o amor imenso que sinto (e o preço que os cartórios cobram pra consumar o divórcio) me fez voltar atrás.
Ser mãe é o primeiro projeto fora do âmbito profissional que vou levar até o final. E esse final é: nunca! Me dei conta disso ontem, durante o banho, quando olhei para a barriga (a minha, claro!) e senti um princípio de pânico e, em seguida, uma imensa gratidão, ao perceber que desta vez não dá para desistir no meio do caminho. Não tem volta, não tem fim. Filho é para sempre. Aliás, é para além de sempre. Eterno é pouco. Infinito é ínfimo. Filho é muito mais e nem inventaram ainda uma unidade de medida adequada para mensurar essa relação.
Mães e pais iludidos sobre seus sentimentos acabam descobrindo tarde demais que é impossível interromper esse projeto. Abortar, abandonar o bebê em algum lugar, entregá-lo para adoção, rejeitá-lo, tratá-lo mal, expulsar o filho adolescente de casa, fingir que ele não existe, nada disso vai eliminar da vida de uma pessoa o fato de que ela é mãe ou pai. É um vínculo mais forte que o aço, mais resistente que a morte. Não há distância que possa destrui-lo, não há palavra que consiga sufocá-lo. Ainda que os filhos partam, mesmo que os anos passem. Até quando o amor parece ter desaparecido ou nunca existido. A experiência de ser pai e mãe permanece, seja na memória ou no coração.
Saí do banho renovada e murmurei agradecida para a minha barriga: Obrigada, meu filho, por mudar esse hábito que eu não gostava em mim, por me ensinar a ir até o final, a não desistir. Por fazer de mim uma pessoa melhor, de quem eu gosto muito mais agora. Por me fazer tão feliz e por ser eternamente parte de mim.
30 comentários 14/08/2009
Ser mãe é dureza
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração
É não pregar o olho a noite inteira no serão
É andar na correria preparando mamadeira
Ao som de uma tremenda choradeira
É fralda toda noite todo dia pra trocar
Porém na poesia esqueceram de contar
Ser mãe é muito bom para um poeta inocente
Mas ele se quiser que experimente
Ir ao cinema já perdi a esperança
Não tenho em casa uma babá de confiança
E tome fralda e mamadeira pra lavar
Enquanto papaizinho vai pra rua passear
Pra meu castigo, meu consolo vejam só
Um belo dia sou chamada de vovó
Mas a verdade é prova de juízo
A gente por vontade padecer num paraíso
(Inezita Barroso)
6 comentários 24/07/2009
Formulário de autorização para namorar minha filha
Quem está grávida (ou “grávido”) de uma menina, certamente já ouviu piadinhas do tipo “vai passar de consumidor a fornecedor”, “meu filho vai pegar a sua filha”, etc. Para esses pais eu sugiro que façam uma cópia do formulário que está no blog de um pai de primeira viagem que cansou das piadinhas infames dos amigos. Ainda não sei se estou esperando menino ou menina. Se for menina, vou adotar o formulário com os pretendentes. Se for menino, vou garantir que ele não chegue nem perto da filhinha do Daniel (o tal pai, do tal blog, que publicou o tal formulário). Para ver o formulário, clique aqui.
7 comentários 30/06/2009
A ordem de nascimento dos filhos
Irmãos mais velhos têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados. Já os caçulas penam para achar fotos do primeiro aniversário e mal sabem a circunstâncias em que chegaram à família.
*O que vestir *
*1º bebê -* Você começa a usar roupas para grávidas assim que o exame dá positivo
*2º bebê -* Você usa as roupas normais o máximo que puder
*3º bebê -* As roupas para grávidas já ERA mesmo as suas roupas normais
*Preparação para o nascimento *
*1º bebê -* Você faz exercícios de respiração religiosamente
*2º bebê -* Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram
*3º bebê -* Você pede a anestesia peridural no oitavo mês
*O guarda-roupas *
*1º bebê -* Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta
*2º bebê -* Você vê se as roupas estão limpas e só descartas aquelas com manchas escuras
*3º bebê -* Meninos podem usar rosa, né?
*Preocupações *
*1º bebê -* Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo
*2º bebê -* Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho
*3º bebê -* Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço
*A chupeta *
*1º bebê -* Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em casa e fervê-la
*2º bebê -* Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê
*3º bebê -* Se a chupeta cair no chão, você limpa na camiseta e dá novamente ao bebê
*Troca de fraldas *
*1º bebê -* Você troca as fraldas a cada hora, mesmo se elas estiverem limpas
*2º bebê -* Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário
*3º bebê -* Você tenta trocar a fralda antes que as outras crianças reclamem do mau cheiro
*Atividades *
*1º bebê -* Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês, teatro, contação de história, etc.
*2º bebê -* Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês
*3º bebê -* Você leva seu filho para o supermercado, padaria, etc.
*Saídas *
*1º bebê -* A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa para saber se ele está bem
*2º bebê -* Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone de onde vai estar.
*3º bebê -* Você manda a babá ligar só se vir sangue
*Em casa*
*1º bebê -* Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê
*2º bebê -* Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o mais velho não está apertando, beliscando ou batendo no bebê
*3º bebê -* Você passa um tempinho se escondendo das crianças
*Engolindo moedas *
*1º bebê -* Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x
*2º bebê -* Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair
*3º bebê -* Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele.
7 comentários 12/05/2009
