Posts filed under: ‘Sintomas da gravidez‘




Sincera até demais

Sabe aquela sobrinha fofa que ficou com o primeiro lugar da minha lista de presentes de Natal deste ano após chamar meus cabelos brancos de mechas lindas? Pois é. Ela acaba de ser removida da lista de presentes.

Ela me viu de calcinha e sutiã hoje e não poupou sua sinceridade de criança:

- Nossa, tia, não sabia que você estava tão gordinha.

Dei a chance para a pequena se salvar e ainda garantir um bom lugar na lista do Natal e perguntei:

- Gordinha ou barrigudinha?

Ela deu uma boa olhada nas minhas coxas, bunda e barriga e respondeu sem titubear:

- As duas coisas, tia.

Até pensei em explicar o que é retenção de líquido e prisão de ventre, mas achei mais fácil simplesmente sorrir. Às vezes, quando a gente tenta argumentar muito, acaba ficando ainda mais enrolada. Ou ainda mais gordinha.

24 comentários 22/07/2009

Cabeça de grávida ataca novamente

amnesiaDesta vez foi mais constrangedor pois havia testemunhas. No dia do grão de bico queimado eu estava sozinha e depois contei só pra minha mãe.  Agora não. O mico-grávido aconteceu numa sala lotada. Por sugestão da minha obstetra, marquei consulta com um médico especializado em veieira veias circulação para indicar se eu devo usar meias, por que apareceram alguns “vasinhos” nas minhas pernas (vasinhos é um jeito suave de nomear os “filhotes de varizes”). Sala de espera lotada, entra  a grávida esbaforida (fazia muito calor na rua, eu tinha saído de casa atrasada como sempre  e estava em estado quase de choque, por que ao parar no estacionamento da clínica havia descoberto que guiara meu carro durante uns 4 km com o freio de mão puxado!).

Ainda impressionada com a minha barbeirice no trânsito , sou atendida por uma secretária suuuuuper simpática (mesmo!) e sorridente. Ela  pede carteirinha do plano de saúde e documento de identidade. Me acomodo na  cadeira, coloco a bolsa na cadeira ao lado (grávida é espaçosa), a pasta com exames por baixo e não sei o que faço com as revistas (Pais&Filhos, Crescer e G Magazine que levei pra ler enquanto tomo mais um chá de cadeira numa sala de espera de clínica médica). Deixo cair as revistas, quando abaixo pra pegar, derrubo meu celular, daí abaixo de novo e de rabo de olhos vejo que um monte de gente olha pra mim com curiosidade. Ok, consegui atenção, não estou mais sozinha no mundo.

Secretária (polidamente fingindo que não notou meu comportamento estabanado) – Primeira consulta?

- Sim.

-Vamos preencher um cadastro, então?

- Ok.

- Nome? Profissão? Estado Civil? Data de Nascimento?

Respondo tudo sem pestanejar e nem minto a idade (por que pro médico a gente precisa contar a verdade, doa a quem doer). Daí ela pergunta o nome da rua onde moro. Começo a responder:

- Antônio….

Ela escreve: A-N-T-Ô-N-I-O  e olha pra mim.

Tento, mas não consigo lembrar o resto. Que aflição. As próximas palavras não estão na ponta da língua, nem perto dela. Não estão em nenhum lugar. Pacientemente, a secretária sorri pra mim. Reviro meu cérebro, mas não encontro nenhuma pista do meu endereço. Pelo jeito, além de puxar o freio de mão do carro, também puxei o freio de mão do meu hipocampo. Digo constrangida que não consigo lembrar o outro nome da rua. Aliás, não  lembro nem se tem mais um nome ou dois. Só lembro o primeiro. Procuro nas minhas coisas um documento que tenha o endereço completo, mas não acho. Explico: “Estou grávida, a médica disse que esse tipo de coisa acontece, sabe, os hormônios deixam o cérebro meio lerdinho”. Ela sorri.

Decido ligar para o marido e perguntar o nosso endereço. Toca toca toca e não atende. Caixa postal. Desligo. Mais tarde dei graças a Deus por ele não ter atendido. Por que depois decido não contar sobre minha amnésia temporária. Já pensou se ele apavora e não deixa mais eu sair de casa sozinha, com medo de eu não saber voltar? Pergunto se posso informar o endereço depois, por que vou tentar lembrar com calma. A secretária fala que não faz mal e consigo responder às outras questões (telefone para contato, quem indicou o médico, etc.). Consulta autorizada, ela avisa, sempre sorridente:

- Agora é só aguardar, logo será chamada.

Antes de levantar, tento explicar:

- Olha, eu mudei há duas semanas, ainda estou com o endereço velho na cabeça.

Mentira deslavada, moro desde o ano passado na mesma casa. Ela sorri. Ai, moça, para de sorrir que tô ficando deprimida. Fala logo que eu sou uma lesma gorda que não sabe nem onde mora. Levanto e deixo escapar a pérola do dia:

- Bom, não lembro o nome, tudo bem, mas o importante mesmo é que pelo menos eu sei chegar lá, né?

Ela sorri.

30 comentários 09/07/2009

Piti de grávida (nove meses de TPM)

Turma reunida, marido comandando a churrasqueira, música ligada, todos falam ao mesmo tempo sem parar, ando pra cá e pra lá, encho copos, distribuo talheres, corto tomates, lavo verduras, checo se todos estão bem servidos, coloco mais farofa no potinho, ofereço suco para quem não bebe cerveja e refrigerante, paro aqui e ali para responder alguma coisa, fazer comentário, dar uma risada. Enfim, o de sempre nos fins de semana na minha casa. Menos por um detalhe: agora tô grávida e esse vai e vem já não é mais tão divertido. Logo dói aqui, dói ali, fico cansada rapidamente, não dormi bem à noite, paro várias vezes pra fazer xixi. Mesmo assim, continuo minha dança da anfitriã, enquanto os ouvidos filtram tudo o que chega:

- “Menina, pára um pouco, você tá grávida! (**Jura? Se você não me avisa, eu nem tinha notado…sabia?**)

-   “Larga isso, deixa que a gente faz” (sei sei sei)

- “Descansa um pouco”, “Você pode comer isso?”, “Você precisa comer! Eu não vi você comendo nada ainda…”

- “Quantos quilos engordou?”

- “Acho que essa barriga é menina”

- “Quando eu tava grávida fazia diferente”, blá blá blá

Aí marido pede: faz creme de alho? Já tinha montado um prato lindo de alhosalada, ía finalmente repousar meu rechonchudo corpinho, mas acho a idéia boa, afinal,  a turma gosta, são só uns minutinhos pra preparar o creme. “Faço. Descasca o alho que faço.” Pego liquidifcador, jogo um pouquinho (50ml) de leite lá dentro, o dente de alho picado pelo marido. Ligo o aparelho e vou acrescentando óleo. Enfim, o de sempre nos churrascos de finais de semana. Vejo que a boca do marido se move, ele fala alguma coisa pra mim. Mas não entendo. É gente que conversa pra todo lado, música ligada, liquidificador rugindo. O quêêêê? Preciso gritar pra ele ouvir. Ele grita de volta: Tá pondo muito óóóóleo. Grito que não é não. Mas ele continua falando: que exagerei, foi muito leite, agora é muito óleo, que assim fica ruim. Respiro fundo e grito que é óleo de girassol, que não tô pondo muito, que tô fazendo como sempre fiz.

Mas ele continua falando, gravidagordabravareclamando. A amiga ao lado sai em minha defesa, fala que é assim mesmo. A outra pergunta se o leite é desnatado e vem em cima de mim pra olhar de perto o creme no liquidificador. O barulho parece maior, olho meu prato de salada esquecido num canto. Fome. Sinto as pernas doerem. Os olhos ardem e me lembram que foi uma noite horrível, não dormi quase nada, por que tive tantos gases que dava pra abastecer o gaseoduto da Bolívia durante  meses. Sem falar no cachorro do vizinho que latiu em primeira marcha durante quatro horas seguidas de madrugada.

O creme de alho tá quase no ponto, mas marido fala mais alguma coisa e alguém concorda que é muito óleo, que aquilo faz mal pra saúde. “Ainda mais grávida, não deve comer essas coisas”. Aparece outro pra dizer que é assim mesmo que prepara, viu a ex-mulher fazer uma vez. Marido chega perto e fala de novo que tô fazendo muito creme, por que exagerei na quantidade de leite e (apesar do meu olhar ameaçador, cheio de hormônios agressivos e perigosos) espia por cima do meu ombro pra ver mais de perto como é que tá ficando tudo.

chegaaaaaaAí o barulho do liquidificador parece mais alto, a barriga fica mais pesada, os olhos ardem, a música me irrita. Berro: CHEGAAAAAA! Arranco o troço da tomada e grito como se o liquidificador ainda estivesse ligado: JÁ QUE VOCÊ SABE FAZER, ENTÃO FAÇA! Minha voz ecoa. Silêncio total. A música some, todo mundo fica  quieto, até o cachorro do vizinho parece que não late mais. Ouço apenas uns estalinhos da brasa na churrasqueira.

Ponho a mão na barriga (peguei mania disso), tenho vontade de chorar. Alguém me consola, me põe sentada numa cadeira. Os homens olham assustados, as mulheres me observam ternamente, algumas movem a cabeça para frente e para trás lentamente. Sinto o rosto vermelho. Não sei se é do choro contido ou de vergonha. Aparece um copo d´água com açúcar. “Não fica assim, calma..” Alguém assume o liquidificador e conclui a tarefa que eu abandonei. Me sinto péssima. Tenho vontade de pedir desculpas, mas não consigo. Não quero mais comer. Nem falar. Nem nada. Vontade de enfiar a cabeça num buraco e só sair depois do puerpério.

Aos poucos os sons vão voltando. Alguém faz uma piada. Creme de alho é servido. Experimento minha salada e a fome reaparece. Fingem que não aconteceu nada ou realmente não ligam. Falam do tempo, do Sarney, do Michael Jackson. Meu piti parece ter sido esquecido. Tô quase recuperada, quando chega um convidado atrasado. Cumprimenta todo mundo e marido serve carne para ele, junto com creme de alho. O convidado observa desconfiado: que é isso? Marido (realmente sem noção do perigo) arrisca perder todos os dentes da boca e ainda dormir no sofá, mas responde assim, todo crítico de novo, provocando:

-   “É creme de alho, é gostoso, experimenta…se bem que este ficou forte demais.”

Grrrrrrrrr….Será que se eu jogar o liquidificador na cabeça dele ganho TacaOLiquidificadorredução de pena por causa dos hormônios em ebulição? Brincadeirinha, eu jamais faria isso. O liquidificador é novinho em folha (e é excelente).

24 comentários 05/07/2009

Chute oficial do bebê

bebebolaSenti um chute do bebê pela primeira vez há uns dez minutos. Havia começado a escrever sobre outra coisa que aconteceu hoje (fica pra amanhã, cla-la-ro). Havia feito uma pausa para tomar água e colocado uma das mãos sobre a barriga, logo abaixo do umbigo (já virou ação automática pra mim, isso de colocar a mão na barriga). Foi quando senti o chute. Forte e demorado. Como se ele quisesse dizer: hey, mãe, desta vez estou chutando para valer, pra você não ter dúvidas de que sou eu e não o seu intestino.

Foi uma sensação incrível. Me pegou de surpresa. Soltei uma exclamação e comecei a chorar enquanto conversava com ele e agradecia o chute. Fiquei ainda um tempo com a mão no mesmo lugar, ansiosa por outros movimentos, mas ele parece ter aquietado. Tudo o que sinto agora é o seu coraçãozinho pulsando logo abaixo do meu umbigo.

Ufa! Que alívio! Como ansiei por esse chute (grávida é tudo masoquista, à espera dos chutes e socos). No último fim de semana tive um ataque de choro depois que uma senhora perguntou pra mim se o bebê mexia muito. Na hora respondi que sim. Não foi mentira, afinal, nas ultrassonografias ele sempre estava super agitado, com bracinhos e perninhas em movimento. Ela não havia perguntado se eu sentia o bebê mexer. Havia perguntado se ele mexia. Mexe muito. Verdade. E está até gravado em DVD. Depois que respondi sorridente à pergunta, fui me enfiar no banheiro da festa e fiquei lá chorando sozinha, pensando se havia alguma coisa errada comigo, por não sentir o bebê se movendo.

É uma emoção muito grande. Como se aquele pequeno borrãozinho das ultrassonografias ganhasse formas mais nítidas. Tão nítidas que posso senti-las em movimento dentro de mim. Parece que tudo ficou mais real e fez muito mais sentido agora. Nunca imaginei que fosse gostar tanto assim de levar um chute (ou um soco, não sei bem em qual categoria de “porrada na mamãe” se encaixa o que aconteceu há pouco).

Algumas vezes eu achei que havia percebido movimentos do bebê, mas não tive certeza. Poderia muito bem ser alguma outra coisa, como gases.  Hoje na hora do almoço eu havia sentido algo bem diferente das outras vezes. Era parecido com bolhinhas de ar subindo dentro da água. Sabe quando a gente afunda uma garrafa vazia dentro de um balde cheio de água e borbulha? Era assim. Na hora pensei: desta vez é certeza, é o bebê. Mas no fundo não tinha certeza. Queria muito que fosse o bebê, mas a verdade é que ainda estava em dúvida.  Agora sei que era ele, sim. Certamente meu pequeno pacotinho estava ensaiando o grande chute oficial desta noite, uma quarta-feira, final de campeonato. O chute veio logo depois que começaram a pipocar os primeiros fogos de artifício, que já viraram tradição nas quartas-feiras. Goooooooooooool, meu amor!

38 comentários 01/07/2009

Sintomas da gravidez que nunca devem ser ignorados

Por mais que você leia sobre gravidez ou converse com outras mães, às vezes é difícil saber se o que você está sentindo é normal ou não. Veja abaixo uma lista de sintomas que nunca devem passar em branco. Se você sentir um deles, não hesite em procurar o médico:

Você sabe que tem algo errado
Se você não tem certeza sobre algum sintoma, se está se sentindo estranha ougravidacelular inquieta, confie nos seus instintos e ligue para o médico. Se houver algum problema, você receberá ajuda. Se não houver nada de errado, você ficará mais calma. Os médicos estão acostumados a esse tipo de situação, e não devem se incomodar em tranquilizá-la. Seu corpo está mudando tão rápido que às vezes é difícil saber se o que você está sentindo é “normal”.

Dor forte na parte superior ou no meio da barriga, com ou sem náusea
Esse sintoma pode indicar má-digestão, gastroenterite causada por vírus ou pré-eclâmpsia — um problema grave que precisa ser avaliado rápido.

termometroFebre
Se sua temperatura está acima de 37,5ºC e você não tem sintomas de gripe ou resfriado, ligue para o médico no mesmo dia.

Se a febre passar de 39ºC, procure o médico imediatamente. Você provavelmente está com uma infecção. O médico pode prescrever antibióticos ou repouso. A manutenção da temperatura a níveis elevados por muito tempo pode ser prejudicial para o bebê.

Problemas de visão que durem mais de duas horas
Visão dupla, visão embaçada, pontos brilhantes ou luzes — esses sintomas podem indicar pré-eclâmpsia.

Inchaço nas mãos, no rosto e nos olhos
Se o inchaço estiver acompanhado de dor de cabeça ou problemas de visão, pode ser sinal de pré-eclâmpsia.

Dor de cabeça forte que dure mais de duas horas
Se você estiver com problemas de visão e inchaço nas mãos, nos olhos e no rosto, pode estar com pré-eclâmpsia.

Ganho rápido de peso de mais de 1 quilo, com inchaço, dor de cabeça e perturbações visuais.
O ganho de peso repentino, sem relação com a alimentação, também pode ser um sinal de pré-eclâmpsia, especialmente se acompanhado de inchaço nas mãos e nos pés, dor de cabeça ou perturbações visuais.

Sangramento vaginal, leve ou intenso
Leves sangramentos, sem dor, podem ser um sinal normal da implantação, quando o embrião vai se aninhando no útero, no comecinho da gravidez. Mas você deve procurar o médico mesmo assim, porque o sangramento pode indicar um aborto espontâneo, uma gravidez ectópica ou um problema chamado placenta prévia, que pode causar hemorragia.

O sangramento mais intenso, principalmente se acompanhado de dor nas costas ou dor abdominal, pode estar ligado a uma ameaça de aborto ou ao próprio aborto espontâneo. Nos estágios mais avançados da gravidez, o sangramento pode indicar problemas com a placenta ou trabalho de parto prematuro (antes das 37 semanas).

A perda de líquido pela vagina antes das 37 semanas de gravidez significa que sua bolsa estourou antes do tempo. O médico pode preferir que você seja internada, para evitar uma infecção. Se o líquido começar a sair depois das 37 semanas, você deve estar prestes a entrar em trabalho de parto, por isso deve ligar para o médico ou para a maternidade para saber quando ir para lá.

Aumento súbito na sede e diminuição na urina
Esses sintomas podem ser sinal de desidratação ou de diabete gestacional, um problema que pode ser perigoso para a mãe e para o bebê.

Dor ou queimação na hora de fazer xixi, com febre, calafrios e dor nas costas
Esses sinais podem indicar uma infecção no trato urinário, que tem de ser tratada com antibióticos.
Vômitos severos
Vomitar mais que uma ou duas vezes por dia pode deixar você desidratada e fraca, mas não vai prejudicar o bebê. Você precisará conversar com o médico. Se você começar a vomitar de repente e estiver com febre, pode estar com alguma infecção.

Desmaio e tontura
Pode ser sinal de que você não se alimentou bem naquele dia, mas também pode significar que você está com a pressão baixa.

Muitas mulheres sentem vertigem durante a gravidez. Se você desmaiar, fale com o médico para que outras causas sejam descartadas.
Dor forte, por exemplo no baixo ventre, ou dos lados
Pode ser que você só tenha distendido um ligamento, mas também pode ser sinal de gravidez ectópica, aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro, mioma ou descolamento de placenta, por isso é importante falar com o médico.

Ausência ou forte redução nos movimentos do bebê depois da 22a semana
Se você não tiver sentido o bebê em 24 horas, ele pode estar em sofrimento, portanto procure o médico. (Leia mais sobre os movimentos do seu bebê, incluindo explicações sobre quando procurar ajuda.)

Coceira no corpo todo no final da gravidez, urina escura e fezes claras
Esses sintomas podem indicar hepatite ou outro problema no fígado, como a colestase obstétrica. Um pouco de coceira é normal, porque a pele está se esticando para acomodar o bebê, mas é melhor verificar.

Você caiu ou levou uma pancada na barriga
Quedas nem sempre são perigosas, mas fale com o médico no mesmo dia e explique o que aconteceu. Se você escorregou na escada e bateu o cóccix, provavelmente não tem com o que se preocupar; o bebê está protegido pelo útero e pelo líquido amniótico. Em casos raros, porém, pode haver complicações. Se você sentir contrações, perda de líquido ou sangramento, ligue para o médico na hora ou vá para o pronto-socorro mais próximo.

(Fonte: BabyCenter Brasil)

14 comentários 26/06/2009

Grávida e com olheiras

Grávida dormindoNo príncipio, era o sono, que agora deu lugar a uma insônia intensa. Dois sintomas originais de fábrica, que já vem instalados na grávida, conforme assuntei por aí em pesquisa informal com ex-gestantes. Mas não se desespere se você não sente ou não sentiu (sono e insônia). Não tem nada errado com você. Pois é claro que há exceções, casos em que talvez os sintomas tenham sido danificados numa batida leve ou furtados durante a noite. Mas é quase regra que grávidas tenham  esses dois acessórios acoplados: sono e insônia. Isso já não acontece com os chamados sintomas opcionais, que acometem um número reduzido de sortudas, como é o caso de coceira braba na zona sul (éééé…lááá, você sabe onde, conhecida também como “área de lazer”) ou desejo incontrolável de comer tijolo às três da manhã, por exemplo.

No início da gravidez eu só pensava em dormir. Deitava assim que anoitecia e levantava pouco antes do almoço, na marra. Só saía da cama por que sentia muita fome. Sono e fome brigavam dentro de mim até o estômago roncar tão alto que ficava impossível dormir com aquele barulho todo que vinha da minha barriga, então era obrigada a me arrastar até a geladeira. Dormia tantas horas seguidas e tão profundamente que meu marido sofria, achando que eu havia entrado em coma. De vez em quando ele abria a porta do quarto, me acordava devargazinho, tentava despertar a Grávida Adormecida. Mas não queria saber de príncipes, nem de sapos. Minha paixão eram os travesseiros. Então eu resmungava, virava pro lado e continuava dormindo. Parecia que estava dopada. Quando conseguia sair da cama, continuava  fadigada, sentindo sono, cansaço e falta de energia.

Durou pouco aquela festa na cama.Por que a super bexiga de grávida entrou em ação. Comecei a levantar várias vezes durante a noite para fazer xixi e isso cortava o sono, destruía o entorpecimento. Mesmo assim, ainda dormia muito. Mas aos poucos a sonolência exagerada foi passando e voltei ao habitual dormir cedo e acordar cedo, pelo menos 8 horas por noite.

Insônia

No início do terceiro mês de gestação comecei a sofrer de insônia. Comentei insoniacom algumas amigas e a maioria disse que teve isso também. Problema que dura até hoje, nas minhas mais de 18 semanas de gravidez. Não tenho vontade de dormir, fico lutando contra o sono, quero ficar acordada o máximo que puder. Não deito antes das 2 horas da manhã. Quando o sol aparece, já estou de pé novamente, sem precisar de despertador. Durmo no máximo quatro horas por noite. À tarde o sono bate pesado, mas não posso deitar, tenho que trabalhar. A primeira vez que isso aconteceu, passei a tarde sonhando acordada com a minha cama e me imaginando deitada em cima dela. Pensei que chegaria em casa e desabaria de sono. Mas não aconteceu. Assim que consegui deitar, o sono passou. O corpo estava cansado, mas a cabeça funcionava sem parar e não me deixava dormir.

Não tomo cafeína desde o início da gravidez, então não é isso que atrapalha. Tentei todas as dicas que ensinam para curar insônia. Mas nada adianta. E  a aflição aumenta cada vez que ouço (e as pessoas dizem tanto isso que eu estaria milionária se ganhasse um dólar cada vez que escuto) “Aproveite para dormir agora, por que depois que o bebê nascer…vixe…você nunca mais vai dormir direito”.

4 comentários 22/06/2009

Como fazer uma grávida chorar

Atriz Jessica Alba, grávida, vítima dos hormônios

Atriz Jessica Alba, grávida, vítima dos hormônios

Fazer uma grávida chorar é a coisa mais fácil do mundo. Mais fácil que roubar doce de criança. Que mentir a idade. Que fazer post anônimo em blog. Na gravidez, os hormônios ficam numa alta de fazer inveja aos investidores da Bovespa. Bem que eles gostariam que as ações valorizassem no pregão na mesma proporção em que os hormônios tomam conta do corpo da grávida. Hormônios unidos, jamais serão vencidos. E a vida vira uma aventura de 9 meses numa montanha-russa. Em questões de segundos passo da gargalhada histérica ao choro convulsivo. É assustador. Se eu fico assustada, imaginem só os mortais-não-grávidos à minha volta.

Enfrentei essa síndrome da manteiga derretida antes mesmo de saber que estava grávida (como já contei pra vocês no post Sintomas de Gravidez). Chorava até quando via comercial de margarina. Tinha hora que sentava na beirada da cama e chorava…chorava… Meu marido vinha angustiado: “Que foi? O que houve?” “Nada…(soluço)…na…(soluço)…da“. Ele não se dava por vencido: “Como assim: nada? Então por que você tá chorando?” Ai, minha metade, não faça pergunta difícil numa hora dessas, só me abraça e pronto. Como é que eu ía saber o que tinha acontecido? Não sou capítulo do House MD pra entrar no meu corpo e visualizar os hormônios atacando o reservatório de lágrimas, pô!

Depois esse chororô todo deu um tempo. No lugar dele, apareceram outros sintomas (de fazer chorar): azia, enjoo, sono sem fim, dores nas costas. Mas nos últimos dias a vontade de chorar voltou com tudo. E junto com ela vieram meia dúzia de caixas de lenços de papel e uma certeza: TPM de grávida é a pior que existe.

Gorda chorona

Trabalho em casa e raramente preciso encontrar meu chefe (essa é a parte boa da história). Nos falamos por e-mail, messenger, telefone, telepatia, sinais de fumaça. Ele não me via havia dois meses. Hoje telefonou cedo e pediu pra eu dar uma passada lá por que tinha que falar algo pra mim. Fiquei em êxtase, achando que iria receber meu pagamento, atrasado como sempre (essa é a parte ruim da história de não ter contrato e trabalhar em casa, de pijama). Na hora já me imaginei no shopping, me esbaldando na sessão de lingerie para senhoras. Lá estão as melhores calçolas (não da pra usar o diminutivo calcinhas para falar daquelas  verdadeiras barracas de camping, que parecem bermudas, de tão imensas) tamanho G, 100% algodão.  Botei meu modelito grávida-operária, passei mais protetor solar e fui ao encontro da minha grana.

Assim que entrei no escritório, a secretária abriu um sorriso, levantou, pôs a mão na minha barriga e falou: “Menina, você está linda! Três meses?” Sorri de volta. Menina e linda na mesma frase. Definitivamente essa mulher está na minha lista de presentes no Natal. “Nããããõoo, já completei 4 meses. Na verdade, 18 semanas hoje!” Ela avisou o chefe que eu já havia chegado e ficamos ali num papinho básico sobre gravidez, fraldas, etc. Foi uma aula (ela passou quatro vezes por isso e tem dois netos). Fomos interrompidas por dois toquinhos no telefone: senha do chefe que significava “chega de papo e entra aqui na minha sala”.

Dei duas batidinhas na porta, rodei a maçaneta e entrei. Depois de ouvir “menina” e “linda”, estava me sentindo estrela principal do São Paulo Fashion Week. Cabelos sedosos ao vento, pelo rosada, sorriso branco. Um verdadeiro comercial de xampu. Mas xampu para grávidas:

- Nossaaaaa! Como você tá gorda!!!

Não acho que ele fez por mal. Ele gosta de mim (na maior parte do tempo) e eu sou uma boa prestadora de serviços (na maioria das vezes). Acho que foi desconhecimento de causa, mesmo. O cara não tem nem 30 anos, é solteiro (encalhado, na verdade), meio nerd, um tipo esquisito. Mas muito eficiente no que faz. Se bem que depois dessa, eu acho que ele deveria passar a trabalhar com demolições. Por que eu desabei segundos depois. Comecei a chorar ali, parada, em pé, na entrada da sala. “Que foi? Tá sentindo mal?” Chama a secretária. Falo que é só nervoso.  Oferecem água com açúcar. “Açúcar não!!” Pronto, né? Me chama de gorda e dá sacarose em seguida? Abana, sopra, respira. Lava o rosto. Passou. Peço desculpas, envergonhada. Explico que são os hormônios.

De volta aos negócios, chefe. Pra que me chamou aqui? (Além de me jogar na

Ai, chefe, essa vai ter troco!

Ai, chefe, essa vai ter troco!

parede, me chamar de lagartixa gorda e me fazer pagar o mico de chorar na frente de todo mundo?). Pensei que reencontraria a felicidade no cheque que ele ía me dar. Mas não! Aquele homem tinha tirado a manhã para me torturar: “Nós perdemos o contrato com empresas importantes…blá blá blá…crise….blá blá blá…cortes….blá blá blá…este mês….blá blá blá…vermelho….” Enfim, enrolou uns dez minutos para finalmente me perguntar se eu poderia esperar mais duas semanas pelo cheque (que já está 12 dias atrasado). Cla-la-ro que comecei a chorar de novo. Desta vez não foi culpa dos hormônios. Era o meu bolso vazio doendo. Ó lingerie 100% algodão, espere por mim. De preferência na banca de promoções!

Post Scriptum- Sabe a foto da Jessica Alba lá no topo do post, fazendo para os fotógrafos o que eu tive vontade de fazer para o chefe? Encontrei num texto na internet que tem o título: Gravidez deixa Jessica Alba furiosa. Se quiser ler o original, clique aqui.

11 comentários 19/06/2009

Sangue

gravidaflorO pior dia da minha vida aconteceu há duas semanas. Completar doze semanas (três meses) é notoriamente conhecido como alcançar “barreira da segurança” de uma gravidez. Antes disso, a vida do bebê é muito frágil e as chances de aborto são grandes. Ainda mais drante a primeira gestação, aos 34 anos de idade. Por recomendação da minha médica, eu havia reduzido a marcha logo no início da gravidez. Estava andando em primeirinha, sem fazer esforço, sem correr riscos e tudo o mais que pudesse acarretar em problemas. “Finja que você é feita de porcelana no primeiro trimestre, curta esse momento, deite num sofá confortável e assista sua barriga crescer”, ela havia sugerido. Adotei a idéia, apesar de ouvir protestos (nada originais) constantes do tipo: “Gravidez não é doença”.

Contei cada segundo para a chegada do grande dia: 12 semanas! Que alívio! Tudo ía tão bem! Os enjoos, o sono, a fadiga, a melancolia: tudo havia desaparecido nos dias que antecederam à marca mágica das 12 semanas. Quando a esperada data chegou, comemorei. Não pulei  (afinal, estou grávida). Brindei com suco de laranja mesmo, mas parecia o melhor dos vinhos. Mas mantive a primeira marcha. Decidi esperar a semana seguinte para engatar a segunda marcha, depois da consulta com a médica e o esperado ultrassom das 13 semanas (é nele que a gente vê o bebê formadinho pela primeira vez).

Dois dias depois de atingir a tal “marca da segurança”, senti um pouco de dor na área do ovário direito. Não era exatamente dor, era mais um incômodo, um beliscãozinho leve. Já era tarde e achei que não valia a pena incomdar a médica. Na manhã seguinte, senti o tal “beliscão” ao levantar da cama. Dormi numa posição ruim, pensei. Logo esqueci aquilo. Estava tão feliz e concentrada nos meus planos para a tarde daquele lindo dia de sol: finalmente ía sair para comprar as primeiras roupinhas do bebê. Estava me sentindo bem disposta, feliz, totalmente grávida. Enquanto o maridão preparava o almoço, fui para o banho. Ao tirar a calcinha vi meu pior pesadelo virar realidade: ela estava suja de sangue.

Era só uma manchinha, mas bastou para amolecer minhas pernas. Passei um pedaço de papel higiênico (é, lááááá mesmo) e ele ficou sujo de sangue. Aos prantos, tremendo, liguei para a médica. Não sei como ela entendeu o que eu falei, por que eu soluçava, engasgava, comia as palavras. Ela disse para eu ir imediatamente ao consultório.  O sangue indica que você pode estar sob ameaça de aborto. Sentei na cama, soluçando. Queria gritar meu marido, mas não conseguia. Mas de alguma forma, ele ouviu o chamado que eu não fiz. Ao me ver daquele jeito perguntou o que havia acontecido, mas eu não conseguia responder, só chorava. O que foi? O que foi? Tá com dor? O que foi? Eu nem conseguia respirar, quanto mais falar.  San….gue….

Enquanto eu desmoronava, meu marido juntou meus exames, a carteirinha do convênio, me obrigou colocar roupa, sapatos, me enfiou no carro. Ficamos 20 minutos na sala de espera da clínica, até sermos chamados para a sala de ultrassom. Pareceram dias.  Eu colocava a mão sobre o ventre e sentia o coraçãozinho do bebê batendo. Será que estou imaginando o coração batendo?? Meu marido respondia que não, que era o bebê mesmo, que estava tudo bem. Pare de chorar, está tudo bem, você vai ver só. Mas eu não conseguia me acalmar.

Foram os piores momentos da minha vida (e espero muito muito muito que tenham sido os piores momentos da gravidez, que daqui pra frente nunca mais eu experimente aquelas sensações de novo). Dentro do carro e na sala de espera, todo tipo de coisa passou pela minha cabeça. Recordei as histórias das amigas que haviam perdido seus bebês. Lembrei de como todos os abortos haviam começado com um sangramento.  Me senti uma inútil que não conseguia levar uma gestação adiante. Pensei se um dia conseguiria engravidar novamente. Balancei a cabeça dúzia de vezes para afastar os pensamentos ruins e me concentrei na batida do coração do meu filho. Mas o tempo todo voltava pra me atormentar a idéia de que meu minúsculo bebê não havia resistido. Queria rezar, encontrar alento em alguma história boa. Mas só pensava em coisas ruins.

Aos prantos fui levada para a sala de exames. Não lembro de mais nada. Acho que minha respiração parou ali, meultrassomu coração saltou no tempo. Não consigo lembrar de ter colocado o avental, nem de como fui parar na cadeira de exames, do gel gelado na barriga. Nada. Só lembro da melhor e mais linda imagem que meus olhos viram até agora: no monitor da sala de exames apareceu de repente o meu bebê,  agitando os bracinhos e as perninhas. Ele está vivo, ouvi uma das médicas dizer. Em seguida fizemos o exame endovaginal e então o melhor som do mundo invadiu a sala: o coração do meu filho batia forte e corajoso, como se dissesse “ei, gente, eu estou aqui e vim pra ficar”.

O endovaginal revelou também a razão do sangramento. Honestamente, na hora não entendi bem o que havia acontecido, por que estava concentrada na imagem do meu bebê no monitor. A boca da médica se movia, ela estava explicando tudo, mas eu só ouvia meu próprio choro.De alívio! Hematoma…em 50% dos casos evolui para aborto…repouso total durante 15  dias…descolamento da parede do útero…não afetou o bebê… Foi tudo o que captei naquele momento. Saí da clínica direto para a casa dos meus pais. Meu marido exigiu isso de mim, pois sabia que se eu ficasse em casa não faria o repouso absoluto indicado pela médica.

Passei 10 dias deitada. Só no 11.o dia tomei coragem para dar uma voltinha no jardim da casa. No início, ía da cama para o sofá, sempre deitada. Lia e via filmes. Dormia a maior parte do tempo. Me sentia triste, deprimida. Tudo havia acontecido num momento em que eu estava tão empolgada, tão feliz. Estava correndo na maior velocidade que podia e alguém havia colocado a perna no caminho para me fazer tropeçar. Chorava e perguntava: mãe, eu sou muito dramática ou tenho motivos pra estar assim? Ela me abraçava e respondia: você sempre foi muito dramática, mas desta vez está coberta de motivos para estar assim.

Sentava apenas para comer. Minha mãe levava as refeições na cama. Continuava sentindo um pouquinho de dor (o tal beliscão) e era perseguida por um fantasma assustador: o medo de ver sangue novamente.

fogoscelebracaoMas não aconteceu de novo. Treze dias depois voltei à clínica. Um novo exame revelou que o problema havia sumido, o machucado no colo do útero havia cicatrizado. Tudo bem comigo, tudo bem com o bebê. Sinal verde. A vida deveria então voltar ao normal (como se eu pudesse depois de tudo aquilo..) Hora de voltar pra casa.  Antes disso, um abraço apertado naquele casal lindo que me pôs no mundo e que me obrigou a descansar mesmo quando eu gritava: não aguento mais, estou cansada de descansar. Graças aos cuidados redobrados deles, engordei mais nesses 13 dias de repouso absoluto do que em toda a gravidez!! Afinal só não repousei uma coisa nesse período: meu apetite pela comidinha da minha mãe!

21 comentários 06/06/2009

Cabeça de grávida: como destruir uma panela de pressão

Alguém aí gosta de grão de bico bem passado?

Alguém aí gosta de grão de bico bem passado?

Quando uma grávida esquece uma panela de pressão no fogo e vai dormir, pode colocar a culpa nos hormônios. Se alguém questionar, bata o pé e informe que minha obstetra explicou isso na última consulta. Aliás, ela fez um alerta: “Anote tudo o que for importante; se colocar uma panela no fogo ou um bolo no forno, ponha o despertador para tocar; se tiver um compromisso que não pode faltar, espalhe lembretes pela casa. Digo isso por que é inevitável: você vai esquecer coisas que jamais esqueceria antes de engravidar”.

Ela explicou que há um hormônio (esqueci o nome) que afeta uma área do cérebro (não lembro qual), que provoca um negócio (não consegui guardar o nome) que faz a grávida ficar assim: perigosamente esquecida e distraída. Isso é tão normal que já existe o termo “cabeça de grávida”, usado por homens e mulheres (que não estão grávidos) para explicar que estão meio “lentos” em determinada fase da vida. Então anote aí pra não esquecer: ficar esquecida e distraída é normal, é só mais um sintoma da gravidez!

Quando coloquei a água e o grão de bico na panela de pressão, deveria ter programado o celular pra tocar e me avisar em seguida. Mas esqueci de fazer isso. Estava com muito sono (outro sintoma da gravidez explicado pelos hormônios) e fui tirar um cochilo. Fui despertada pelo cheiro de queimado que tinha invadido a casa. Detalhe: a cozinha fica do lado de fora da casa. Imagina só como estava catastrófica a situação lá no fogão. Dois minutos depois de acordar é que lembrei da panela. Dei um pulo e comecei a correr. Daí lembrei (viu, de vez em quando o cérebro reage! Há esperança) que estava grávida e seria melhor não correr. Então fui andando depressa, dum jeito bem ridículo, segurando a barriga por baixo e rezando pra panela não explodir quando eu entrasse na cozinha.

O alumínio ficou parecendo teflon, não acha?

O alumínio ficou parecendo teflon, não acha?

Imagina só o alívio quando vi que tinha esquecido de colocar a tampa na panela (viu? de vez em quando esquecer é bom pra saúde). Então ela estava torrada, destruída. Mas pelo menos não tinha corrido o risco de explodir. Joguei tudo fora, liguei rindo pra minha mãe (que me deu uma panela de pressão nova pra compensar o fiasco) e comi um sanduíche integral. Quando meu marido chegou cansado em casa, acabei esquecendo de contar pra ele o que tinha acontecido. (viu, de vez em quando faz bem pro casamento esquecer certas coisas)

Hoje passei o dia todo olhando pro blog e pensando: sobre o que eu tinha planejado escrever mesmo? Só agora, quando fiz download das imagens que estavam na máquina fotográfica é que lembrei: ah, o grão de bico bem passado. (viu, não estou tão ruim, até lembrei de tirar foto pra por no blog).

14 comentários 21/05/2009

Páginas

Categorias

Links

Meta

Agenda

abril 2014
S T Q Q S S D
« fev    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

Posts by Month

Posts by Category

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 42 outros seguidores