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	<title>Blog da Grávida</title>
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	<description>Dois corações pulsam dentro de mim</description>
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		<title>Blog da Grávida</title>
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		<title>Sapatão de cristal</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 02:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogdagravida</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/pesinchados021.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-973" title="pesinchados02" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/pesinchados021.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Observo com aflição e pesar aqueles que <strong>outrora foram chamados de pés</strong> e agora não passam de dois montes deformados lá embaixo, sustentando os quase 20 quilos a mais que ganhei na gestação.  Quando acordo eles já estão assim. Verdadeiras aberrações da anatomia grávida. Se está calor (e está sempre calor nesta Terra avacalhada pelo bicho-homem) ficam ainda em pior estado. Os <strong>tornozelos </strong>se fundiram à massa inchada dos pés e desapareceram sem deixar vestígios.  Não há notícias deles há quase um mês. Foram abduzidos pelo inchaço.</p>
<p><strong>Apontados com horror e entre gritos de espanto pelas pessoas </strong>na rua, nas filas dos supermercados, nas festas da família e na sala de espera do consultório médico, <strong>meus pés bem que gostariam de se esconder</strong>, mas não há local fechado no qual possam se abrigar. Eles são obrigados a se exibir o tempo todo em um <strong>par de sandálias velhas e desbotadas,</strong> do estilo rasteirinhas, <strong>número 39,</strong> herdadas de uma amiga que sofreu do mesmo mal na gravidez (e sobreviveu). Assustados, meus pobres pés percebem que no fim do dia até as famigeradas e enormes rasteiras ameaçam ficar pequenas. É nessa hora que as tirinhas finas do calçado começam a entrar na <strong>carne gorda do tornozelo </strong>e no <strong>dorso elevado</strong> e lá deixam marcas profundas que denunciam ainda mais a deformidade. Nesse momento só resta aos meus intrépidos amigos arremessar as sandálias o mais longe possível e seguir a caminhada solitários, sem calçado, sem sola, sem luxo e sem glamour.</p>
<p>E no meio desse que deve ser o pesadelo de todo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Podolatria" target="_blank">podólatra</a>, <em>meus pés, meus queridos pés que me aguentam o dia inteiroooo </em><strong>sonham com seus amados companheiros  sapatos número 36</strong> que, por sua vez, aguardam ansiosos, trancafiados em suas caixinhas no <em>closet </em>pelo dia em que poderão novamente desfilar seus saltos, tiras e vernizes. Em vez disso, meus envergonhados pés vestem meias elásticas indicadas para pessoas que têm varizes. As meias são feias, quentes e difíceis de colocar, mas garantem algumas horas de conforto, mesmo que incapazes de cumprir sua missão de evitar o inchaço.</p>
<p>Ah, amigos pés. Tenho pena de vê-los assim: tão inchados e envergonhados de sua situação. Gostaria de afagá-los, massageá-los ou simplesmente espalhar sobre eles um pouco de creme hidratante. Mas <strong>há tempos mãos e pés já não se alcançam.</strong> Impedidos de se encontrar pessoalmente, apenas se cumprimentam de longe. Numa tentativa de diminuir a sensação de desprezo e abandono que tomou conta de meus companheiros pés, marco uma hora na <strong>renomada  pedicure do bairro</strong>. Mando amolar meu <span style="text-decoration:line-through;">único</span> melhor alicate de cutículas. Compro um creme especial de esfoliação. Na hora agendada, chegamos ao salão: meus deformados amigos e eu. É a primeira hora da manhã, mas meus amigos <em>franksteins </em>já provocam olhares espantados e comentários maldosos:</p>
<p><em>- Menina, como seus pés estão inchados! &#8211; <span style="color:#800080;">(Não diga, eu nem tinha notado)</span><br />
</em></p>
<p><em>- Nossa, como é que você aguenta? <span style="color:#800080;">(Eu não aguento, os pés é que me aguentam)</span><br />
</em></p>
<p><em>- Fica de olho na pressão: pés inchados assim sempre vêm acompanhados de pressão alta e significam problema grave. <span style="color:#800080;">(Minha pressão é sempre baixa, o que isso significa, então, doutora-sabe-tudo?)</span><br />
</em></p>
<p><em>- Se já está assim a esta hora, imagina no fim do dia. <span style="color:#800080;">(Não preciso imaginar, estou com meus pés o tempo todo e vejo o que acontece)</span><br />
</em></p>
<p><em>- Você sabe que os pés aumentam um número depois da gravidez? <span style="color:#800080;">(Se é assim, minha mãe &#8211; que teve 4 filhos &#8211; calçava 30 quando engravidou a primeira vez?? Isso sim seria aberração)</span></em></p>
<p><em><span style="color:#800080;"><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/pesinchados11.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-974" title="pesinchados1" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/pesinchados11.jpg?w=296&#038;h=300" alt="" width="296" height="300" /></a><br />
</span></em></p>
<p><span style="color:#800080;"><span style="color:#000000;">A pedicure bem que tenta, mas não consegue fazer muito pelos meus inchados amiguinhos. Cada aproximação de um palito ou alicate gera um grito de dor e agonia. As unhas estão afundadas e quase desapareceram nas carnes dos dedos.<strong> É impossível fazer o trabalho sem arrancar um pedaço da massa gorda e  deformada.</strong> Um filete de sangue escorre pelo cantinho do dedão. Vencida pelo <span style="text-decoration:line-through;">cansaço </span>inchaço, desisto de tentar melhorar a aparência dos meus <span style="text-decoration:line-through;">pães </span>pés, volto para a casa e dou a eles algumas horas de descanso no alto de uma confortável almofada. Os gorduchos amiguinhos repousam agradecidos. Parecem confiantes de que voltarão &#8211; um dia -  a ser elegantemente conduzidos em belos scarpins, quando me ouvem dizer com voz terna e quase infantil:</span></span></p>
<p><strong><span style="color:#800080;"><span style="color:#000000;">- <span style="color:#800080;">Bebê </span>amado: por você tudo isso vale a pena. E eu faria de novo, quantas vezes fosse preciso. Falta pouco agora para você sair daí.</span></span></strong></p>
<p><span style="color:#800080;"><span style="color:#000000;">Ouço quando tendões, ligamentos e músculos suspiram num indisfarçável alívio. <strong>Meus pés parecem inflar de tanta alegria ao ouvir a notícia: <em>ah, falta pouco! </em></strong>A única coisa de que vão sentir falta é a massagem e os beijinhos que ganham de vez em quando do meu marido.  Coisa de príncipe, né? <strong>Mesmo que seja pra agradar uma princesa que não conseguiria, mesmo se quisesse, usar um sapatinho de cristal. Nem se fosse número 39. </strong>Afinal estes pés agora têm dorso número 42 ou 43. </span></span></p>
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		<title>A piscina de dentro e a piscina de fora (da série Sem Medo de Perguntar)</title>
		<link>http://blogdagravida.wordpress.com/2009/11/19/a-piscina-de-dentro-e-a-piscina-de-fora-da-serie-sem-medo-de-perguntar/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 18:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogdagravida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sem medo de perguntar]]></category>
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		<description><![CDATA[Até uma grávida com a cabeça totalmente desparafusada consegue responder esta:
- Onde é, onde é? Que a baleia fica mais feliz?
- Na água!

Inchada, engordada, pés deformados, encalorada e abandonada (ai, drama!) como estou, a piscina virou meu habitat natural. De vez em quando encalho lá dentro e não consigo subir a escadinha para sair. Daí [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=956&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/baleiaencalhada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-959" title="BaleiaEncalhada" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/baleiaencalhada.jpg?w=291&#038;h=159" alt="" width="291" height="159" /></a>Até uma grávida com a cabeça totalmente desparafusada consegue responder esta:</p>
<p><em>- Onde é, onde é? Que a <strong>baleia </strong>fica mais feliz?</em></p>
<p><em>- Na água!<br />
</em></p>
<p>Inchada, engordada, pés deformados, encalorada e abandonada (ai, drama!) como estou, <strong>a piscina virou meu <em>habitat </em>natural.</strong> De vez em quando encalho lá dentro e não consigo subir a escadinha para sair. Daí chamo o <span style="text-decoration:line-through;">guindaste </span>marido pra me içar ou empurrar. Ou as duas coisas. Aqui faz muito calor e o <strong>excesso de tecido adiposo</strong> (também conhecido como GORDURA)  me deixa mais quente ainda. <strong>É como se tivessem ligado o forno do mundo e eu estivesse sozinha lá dentro, sendo tostada. </strong></p>
<p>Só na piscina a sensações de inchaço, peso e calor desaparecem. <strong>Dentro d´água consigo fazer movimentos que são impossíveis do lado de fora (caminhar sem parecer uma marreca, por exemplo),</strong> então me sinto muito bem, como se estivesse leve novamente.  Me sinto uma <a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/arielsereia.gif"><img class="alignright size-full wp-image-957" title="arielSereia" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/arielsereia.gif?w=166&#038;h=175" alt="" width="166" height="175" /></a>verdadeira sereia Ariel (se bem que tô mais pra peixe-boi, mesmo, honestamente).  Às vezes não faço nada, só me enrosco na bóia e fico deitada de barriga pra cima olhando o céu e conversando com o bebê.<em> &#8220;Nada aí dentro, que eu nado aqui fora, filhote. Faz nada aí, que eu faço nada aqui. Filho de peixe, peixinho é. Só não dá salto mortal triplo de novo pra não acertar a costela da mamãe outra vez.&#8221; </em></p>
<p>A água diminui a ansiedade, o inchaço e ajuda a passar o tempo. Se está sol, aproveito para bronzear os mamilos para ajudar na amamentação, conforme ensinou minha médica. O lado ruim é que abre ainda mais o apetite. O lado bom é que a piscina é ótima desculpa pra comer mais.</p>
<p>Interessante que quando resolvemos engravidar, meu marido e eu decidimos primeiro que seria legal trocar o <em><strong>apertamento </strong></em>por uma casa grande, com quintal e piscina. Mas não estávamos pensando na gente. Ok, mentira, não somos tãooooo paternais assim, pensamos na gente <strong>também</strong>, é claro. Mas nosso objetivo principal foi proporcionar ao nosso filho uma infância tão boa quanto à nossa: com espaço para correr, brincar, andar de bicicleta. Tá certo que <strong>a piscina da nossa infância era o tanque de lavar roupas.</strong> Em casa tinha um daqueles redondos, enormes, do tipo que não fabricam mais. Minha mãe enchia até o topo e meus irmãos e eu fazíamos revezamento pra brincar dentro da água. Havia também um dia ou outro em que a <strong>mangueira d´água era liberada por alguns minutos e a gente fazia uma festa no quintal.</strong> Depois finalmente compraram <strong>uma piscininha de plástico, que era mais apertada do que quitinete japonesa,</strong> mas na época a gente aproveitava como se fosse uma piscina olímpica</p>
<p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/barrigaonapiscina.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-962" title="BarrigaoNaPiscina" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/barrigaonapiscina.jpg?w=190&#038;h=300" alt="" width="190" height="300" /></a>O que eu não imaginava ao mudar para cá é que meu filho passaria tanto tempo dentro da piscina antes mesmo de nascer. Só assim para suportar os últimos dias da gravidez. Sem exagero. Quando entro lá, não quero mais sair. Por isso fiquei aflita quando a <a href="http://www.adrianaviaro.blogspot.com/" target="_blank">Dri Viaro </a>chamou a atenção para uma questão: <strong>e se a bolsa estourar enquanto estou dentro da piscina? Não vou perceber que o líquido escorreu e colocarei a vida do meu filho em risco? </strong> Para piorar, essa dúvida surgiu num dia em que eu havia sentido uma pontada na virilha (parecia cólica menstrual) pouco antes de entrar na água. E o bebê ficou bem menos agitado depois que saí da piscina. Aí fiquei encafifada: <em>será que a bolsa rompeu lá dentro da piscina?</em> <em>Será que aquela pontada era a bolsa?</em></p>
<p>Comentei sobre isso com meu marido e ele decretou: não entra mais na piscina. Claro, concordei imediatamente. Melhor derreter a tarde toda no sofá do que não ter paz dentro da piscina. Mas então<strong> comecei a raciocinar (é, de vez em quando ainda pega no tranco) </strong>e a me perguntar: se a piscina é perigosa, por que a médica não proibiu a hidroginástica? Afinal, a bolsa pode romper na hora da hidro também.</p>
<p>A melhor coisa a fazer nessas horas é ligar para a médica, mesmo correndo o risco de pagar<a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/09/25/perereca-adormecida-da-serie-sem-medo-de-perguntar/" target="_blank"> mais um mico grávido.</a> Quando ela atendeu, já fui me <span style="text-decoration:line-through;">defendendo </span>explicando:</p>
<p>-<em> Olha, doutora, não sei se é dúvida de marinheira de primeira viagem, é que eu senti uma pontada e aí me falaram isso, de que a bolsa pode romper e eu não vou sentir&#8230;</em></p>
<p>Depois de ouvir o meu relato, ela respondeu calma e didaticamente (como sempre) que <strong>não havia perigo.</strong> Para o meu alívio (e dos meus deformados pés grávidos) a piscina está liberada (desde que haja sempre um guindaste por perto).  Ela disse que mesmo que a bolsa rompa lá dentro, quando eu sair da piscina vou continuar sentindo o líquido escorrer, morninho, diferente de tudo. E que as pontadas agora nesta fase final são normais. Acrescentou que não vai haver dor. &#8220;<em>A bolsa vai estourar e pronto&#8221;</em>. Então aquela dor não foi a bolsa. Hmmmm&#8230;.</p>
<p>Pedi desculpa por ter ligado pra perguntar algo assim, mas já que ela estava ali tãoooo disponível e didática, aproveitei para fazer outra pergunta-de-primeira-viagem:</p>
<p><em> &#8211; Depois que a bolsa rompe, o bebê continua mexendo ou fica quietinho? Ele está um pouco mais quietinho desde ontem.</em></p>
<p><em>- O bebê continua mexendo normalmente. Se ele ficar muito quieto, coma alguma coisa doce, deite de barriga pra cima e espere. Se não houver movimento nenhum na próxima meia hora, me ligue ou vá direto para a emergência fazer um exame.</em></p>
<p>Amo essa médica! Libera os mergulhos e ainda manda eu comer doce. É o mundo perfeito desta grávida aqui: leve e solta dentro da piscina enquanto saboreio uma bomba de chocolate.  Ué, só <strong>adaptei </strong>as ordens médicas!</p>
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		<title>Tão perto&#8230;tão longe</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 20:40:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A expressão &#8220;estou esperando um filho&#8221;  faz muito mais sentido no último mês de gravidez. Agora é mesmo esperar. Só esperar. Parece que os dias  não passam. E ao mesmo tempo tenho a sensação de que tudo está veloz demais e acontecerá uma revolução na minha vida de uma hora para outra, totalmente fora do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=946&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/ampulheta.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-951" title="ampulheta" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/ampulheta.jpg?w=223&#038;h=223" alt="ampulheta" width="223" height="223" /></a>A expressão &#8220;estou esperando um filho&#8221;  faz muito mais sentido no último mês de gravidez. Agora é mesmo esperar. Só esperar. Parece que os dias  não passam. E ao mesmo tempo tenho a sensação de que tudo está veloz demais e acontecerá uma revolução na minha vida de uma hora para outra, totalmente fora do meu controle: pode ser a qualquer momento. São dias de expectativa, ansiedade, sustos. Para uma grávida de primeira viagem todo dia é o dia. Sei que ainda é cedo &#8212; pela conta da médica faltam 30 dias pelo menos. Mas então a cunhada fala que os três filhos dela nasceram todos 20 dias antes do previsto. <em>&#8220;Os médicos sempre erram na conta no primeiro filho&#8221;.</em> Tem também a vizinha simpática que coloca a mão na minha barriga, olha para o céu e diz com voz de profecia: <em>&#8220;da próxima lua não passa&#8221;.</em> E aquela dorzinha diferente na virilha&#8230;será que isso é uma contração?</p>
<p><span style="color:#800080;">Imaginação <strong>fértil </strong>não ajuda a grávida nessas horas.</span> Já criei roteiros dignos de Hollywood para o momento do meu parto. A bolsa rompeu, não rompeu. A dor foi grande, não teve dor. Eu estava dormindo, estava acordada. Tinha acabado de comer uma tigela imensa de sucrilhos com leite e vomitei tudo a caminho do hospital. O trabalho de parto durou doze horas e pensei que ía morrer de tanta dor. Não senti quase nenhuma dor e tudo passou rapidinho. Foi no meio da madrugada e não consegui acordar meu <span style="text-decoration:line-through;">motorista </span>marido o suficiente para dirigir, chamei um táxi, nasceu dentro do táxi e virou manchete do jornal. Eu estava sozinha, dentro da piscina, não consegui subir a escadinha, marido chamou um guindaste e eu fui içada como uma baleia encalhada. Eu estava no Messenger com minha melhor amiga e escrevi <em>&#8220;Amiga, acho que fiz xixi na calça&#8221;,</em> então ela respondeu algo engraçado e eu <span style="text-decoration:line-through;">quase</span> pari de tanto rir. Enfim, o ócio obrigatório dos últimos dias tem me deixado com muito tempo livre para imaginar como será. Mas tenho certeza de que será de um jeito que nem imagino. O bonito deste  momento é a surpresa. E ninguém sabe os detalhes justamente para não ter perigo de estragar a festa.</p>
<p>Claro que tem quem tenta. Daí vem a história da <em>&#8220;sua barriga está tão baixa, é a qualquer momento, hein?&#8221; </em>Ouvi isso tantas vezes, de tantas mulheres diferentes, durante uma semana inteira, que decidi procurar minha médica. Ué, vai que ela é ruim de matemática que nem eu e ainda precisa fazer contas nos dedos? Daí somou tudo errado, escorregou um zero onde não tinha e eu já tô em trabalho de parto e não sei. Como é que eu vou saber que é a hora? <strong>Passo o tempo todo à procura de um sinal.</strong> Sinto uma dor aguda no canal vaginal. Na primeira vez pensei: <em>&#8220;será que começou?&#8221; </em>Mas não era nada disso. &#8220;<em>É uma dor normal, é a pelve se alargando, é o corpo se preparando para a saída do bebê&#8221;.</em> Olho a calcinha em busca de vestígios do famoso &#8220;tampão&#8221;. Imagino se a bolsa vai romper de uma só vez enquanto estou deitada no meu colchão novinho ou se vai acontecer no meio do corredor do supermercado, de uma forma bem constrangedora. Então descubro que também pode não acontecer: minha mãe não viu tampão nenhum nas gravidezes dela. Nem teve dor, dilatação, bolsa rompida, nada.</p>
<p>Além disso, mesmo que os cálculos da médica estejam certos, a verdade é que gravidez não tem data para nada: nem para começar, nem para terminar.  Não é ciência exata. A geração de uma nova vida é algo que acontece no prazo que cada ser precisa para estar pronto. E se esse dia for hoje? O que é essa pontada nas costas? <strong>Essa dor na virilha é trabalho de parto ou estou com gases?</strong></p>
<p>A médica sorri, como sempre e explica que <em>&#8220;barriga baixa&#8221; </em>é normal. Diz ainda que é muita sorte eu ter esse formato de útero, essa disposição do ventre. Graças a isso, não terei falta de ar e provavelmente não sofrerei de azia. Verdade. Geralmente no último mês as gestantes reclamam muito de falta de ar. Deito de barrigão para cima, sinto o mini-eu chutando minhas costelas, mas ainda assim respiro normalmente. Também não tive azia.</p>
<p>Saio do consultório com um calendário em mãos, montado pela obstetra. Nele tem um dia marcado para a tal <strong>DPP (Data Provável do Parto).</strong> Ela explica que pode acontecer do bebê estar pronto 10 ou 15 dias antes e já mandar algum sinal. Ou pode vir 10 ou 15 dias depois. É que nem previsão do tempo. Eles não sabem se vai chover ou não então escrevem algo genérico do tipo: <em>&#8220;sujeito a pancadas de chuva isoaldas&#8221;.</em></p>
<p><em> </em>Cada gravidez é de um jeito e o <em>grand finale</em> é sempre um espetáculo único. Observo com certo alívio que a médica usa uma calculadora para fazer as contas. <em> &#8220;Relaxe e aproveite, vai sentir falta da barriga&#8221;.</em></p>
<p>Aliás, essa é outra frase que tenho ouvido muito agora na &#8220;reta final&#8217;. Todo mundo me avisa que <strong>sentirei falta da barriga.</strong> Terei o bebê no colo, ficarei radiante com isso, mas vou chorar de vontade de senti-lo dançando dentro de mim de novo. Acredito, pois já tenho saudade dela agora. Passo horas deitada conversando com o bebê, fazendo carinho nos pequenos &#8220;montinhos&#8221; que aparecem cada hora num lugar da barriga, quando o mini-eu se mexe. E como ele se movimenta! É muito ativo e participativo. Reage à música, às vozes, às minhas mudanças de humor. No banho cantamos juntos e também enquanto estamos no carro.</p>
<p>Os pés e pernas muito inchados me obrigam a ficar deitada a maior parte do tempo. Então aproveito para namorar minha barriga e observá-la atentamente. <strong>Digo o tempo todo ao bebê o quanto ele é amado, querido, planejado, esperado, idolatrado-salve-salve.</strong> Explico que estamos todos muito ansiosos, mas que <em><strong>ele deve ignorar quando o papai diz: &#8220;Vai, bebê, sai logo daí, tô louco pra ver você&#8221;.</strong></em> Aviso que ele só deve sair quando estiver prontinho. O bebê dá dois soquinhos como quem responde: <em>&#8220;Tudo bem, mamãe, já saquei que papai é meio impaciente e precisamos aproveitar esta oportunidade para ensiná-lo a aprender a esperar o tempo certo das coisas&#8221;.</em></p>
<p>Às vezes o bebê fica impaciente também, parece procurar a saída.  Se vira de um lado para o outro dentro de mim, empurra minha barriga com tanta força que parece que a pele vai rasgar, como naquele filme do alien. Então aviso: <em>&#8220;filho, não é pelo umbigo, eu garanto. Não adianta você erguer o umbigo da mamãe desse jeito, como se fosse a tampa de uma caixa.Calma. Continue procurando, um dia você acha a saída. Dica de mãe, amor: o buraco é mais embaixo&#8221;.<br />
</em></p>
<p>A ansiedade só piora as coisas na reta final da gravidez. Tem sido a fase mais difícil para mim. Não encontro posição para dormir, sinto muito calor, tenho dificuldade para levantar da cadeira, do sofá, da cama. <strong>Me sinto cada vez menos grávida e cada vez mais gorda.</strong> Meus pés e minh<a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/pesgrandes.gif"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-954" title="pesgrandes" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/pesgrandes.gif?w=185&#038;h=181" alt="pesgrandes" width="185" height="181" /></a>as pernas já amanhecem inchados. Uso meias e tenho sessões de drenagem linfática, mas esses recursos só atenuam o problema. Há duas semanas eles estão assim: constantemente inchados, não voltam ao &#8220;normal&#8221; de jeito nenhum.  Depois de meia hora em pé ou sentada, os pés começam a doer e fica difícil andar. O sapato número 36 não serve mais. Agora uso chinelos número 39, emprestados de uma amiga. Os dias são quentes, mas para mim parecem ainda mais. O canal vaginal dói. Algumas vezes estou deitada de um lado e preciso virar o corpo para o outro lado para levantar, mas não consigo sem ajuda, pois a barriga pesa muito. O bebê já tem quase 3 kg!</p>
<p><strong>Engordei quase 20 kg </strong> já. Esse parece ser o motivo principal de quase todo o desconforto. O excesso de peso prejudicou a circulação, o intestino, provocou <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/11/01/sem-saida-o-caso-do-fiofo-entupido/" target="_blank">hemorroidas</a>, inchaço nas pernas e nos pés, dificuldade para me locomover. Tenho a sensação de que para o bebê também está cada dia mais difícil. Ele tem menos espaço para se movimentar e &#8220;reclama&#8221; quando faço alguns movimentos ou fico tempo demais em pé.</p>
<p>Ao mesmo tempo, <strong>é tanta alegria, expectativa e felicidade pela chegada do bebê, que todo esse desconforto fica em segundo plano a maior parte do tempo. </strong>Olho aflita para meus pés deformados e penso: &#8220;<em>é um preço pequeno a pagar para trazer ao mundo meu amor maior&#8221;.</em> A família ajuda. Juntos fazemos piadas sobre minhas dificuldades. Se estou no sofá e quero levantar, alguém já grita: &#8220;<em>a gravidinha encalhou de novo, alguém socorre lá&#8221;.</em> Daí <strong>tenho um ataque de riso e a barriga entra num frenesi doido, subindo e descendo, chacoalhando o bebê, que ri junto comigo. É delicioso.</strong></p>
<p>Meu irmão, pai de três, definiu essas agruras dos últimos dias de gravidez de forma nada poética, mas muito sensata. <strong><em>&#8220;A natureza é sábia&#8221;,</em> ele disse. <em>&#8220;Tudo fica difícil, dolorido e insuportável no final justamente para que a mãe queira o parto.  Se fosse gostoso, agradável e confortável, ninguém teria pressa em enfrentar as dores do parto. A mãe diria simplesmente: &#8216;Ah, tá tão bom assim, deixa o bebê mais um pouquinho aqui dentro, não tem problema&#8217;. Então a natureza deixou tudo difícil para a mãe e também para o bebê. Assim os dois trabalham juntos para acabar logo com isso.&#8221;</em></strong></p>
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		<title>Por todos os buracos</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 19:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogdagravida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação na gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[grávida]]></category>
		<category><![CDATA[rir é o melhor remédio]]></category>

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		<description><![CDATA[Chegaram milhares dezenas de emails, bilhetes, tuitadas, torpedos, scraps e sinais de fumaça com a mesma pergunta que não quer calar: qual é o nome do bendito fitoterápico que desentupiu meu  fiofó (não sabe do que estou falando? Leia aqui). Aviso aos navegantes da web: sou contra a auto-medicação, principalmente na gravidez. Mesmo um composto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=922&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/remediosgravida.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-939" title="RemediosGravida" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/remediosgravida.jpg?w=255&#038;h=253" alt="RemediosGravida" width="255" height="253" /></a>Chegaram <span style="text-decoration:line-through;">milhares </span>dezenas de emails, bilhetes, tuitadas, torpedos, scraps e sinais de fumaça com a mesma pergunta que não quer calar: qual é o nome do bendito fitoterápico que desentupiu meu  <em>fiofó </em>(não sabe do que estou falando? <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/11/01/sem-saida-o-caso-do-fiofo-entupido/" target="_blank">Leia aqui</a>). Aviso aos navegantes da web: sou contra a auto-medicação, principalmente na gravidez. Mesmo um composto natural pode ser perigoso. Cada caso é um caso e o que faz bem para um pode fazer mal para o outro. <strong>Por isso: não tomem remédio (nem mesmo fitoterápico) sem o conhecimento do obstetra! </strong>O nome do medicamento indicado pela minha médica  é <em>PlantaBem: </em>uma caixa com 30 envelopes custa cerca de R$ 50 aqui.  Tomo o conteúdo de um envelope após cada uma das três principais refeições do dia .</p>
<p>Esse é só um dos compromissos medicamentosos da minha rotina. Sempre tive resistência a tomar remédios e não imaginava que justamente na gravidez me tornaria uma espécie de hipocondríaca, ainda que contra minha vontade. Ao longo da gravidez a conta da farmácia só fez aumentar e tomar todos os buracos do meu corpo grávido.</p>
<p><strong>Pelo buraco da boca:</strong></p>
<p>Primeiro veio o<em> ácido fólico</em>. Receitado pela médica no dia em que anunciei que pretendia engravidar. Um comprimidinho uma vez por dia. Ela disse que suspenderia o uso após o primeiro trimestre de gravidez, mas após o <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/06/06/sangue/" target="_blank">sangramento</a>, decidiu mantê-lo até o final da gestação.</p>
<p>Depois veio a <em>cápsula de polivitamínico</em>. É uma pílula grande. Uma vez por dia também.</p>
<p><strong>Pelo buraco da área de lazer:<br />
</strong></p>
<p>Depois do sangramento, a médica receitou uma <em>cápsula de hormônio</em> (progesterona) todas as noites, antes de dormir. Não tem aplicador, nem nada. Pego o comprimidinho gelatinoso com a mão, enfio na vagina e empurro com o dedo, o mais fundo possível. Não se iluda, a coisa não é divertida como pode parecer. Depois o corpo absorve o que interessa e passa o resto do dia seguinte jogando fora o que não foi aproveitado (uma gosminha branca, meio leitosa, que parece corrimento, mas na verdade é o revestimento da cápsula gelatinosa). Ou seja: ao contrário do que eu pensava, a gravidez não serviu para eu me livrar dos absorventes.</p>
<p><strong>Pelo buraco do fiofó:</strong></p>
<p>Uma <em>pomada </em>que alivia os problemas e dores causados pelas hemorroidas. A caixa do medicamento vem com bisnaguinhas e aplicadores individuais. O paciente deve introduzir o aplicador no c* e apertar a bisnaguinha até que toda a pomada tenha entrado no fiofó. Agora imagina fazer isso com uma só mão,  se contorcendo de um jeito que não machuque a barrigona e tentando evitar que a pomada meleque tudo à sua volta. Diversão garantida.</p>
<p><strong>Efeito Dominó</strong></p>
<p>De acordo com a bula e a médica, a vitamina e o ácido fólico contribuíram para a prisão de ventre, o que ocasionou hemorroidas e, consequentemente, a necessidade de mais medicamentos (o fitoterápico regulador de intestino e a pomadinha no fiofó).</p>
<p>Se uma coisa leva a outra, nem quero imaginar que tipo de remédio logo terei de enfiar pelo nariz, o único buraco poupado até agora nesta gravidez.</p>
<p>Pois pelos buracos dos ouvidos já entrou cada droga: conselhos inúteis, críticas, histórias pavorosas de partos dolorosos e de bebês que tiveram cólicas todas as madrugas dos primeiros três meses de vida. Mas isso foi antes de eu descobrir o <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/05/18/frescuras-de-gravida/" target="_blank">filtro gestacional.</a></p>
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		<title>Grávida é ímã de criança birrenta</title>
		<link>http://blogdagravida.wordpress.com/2009/11/04/gravida-e-ima-de-crianca-birrenta/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 20:31:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogdagravida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[bebês]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
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		<description><![CDATA[Bebês deveriam vir com manual de instruções. Do tipo que acompanha um CD-Rom explicativo, que agregaria ainda exemplos sonoros de variedades de choros, para auxiliar pais de primeira viagem a entender o que os pequenos querem quando abrem o berreiro. Um dos capítulos que mais me interessariam no manual seria,  sem dúvida, o que explicasse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=924&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/birra.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-931" title="birra" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/birra.jpg?w=250&#038;h=300" alt="birra" width="250" height="300" /></a>Bebês deveriam vir com manual de instruções. Do tipo que acompanha um CD-Rom explicativo, que agregaria ainda exemplos sonoros de variedades de choros, para auxiliar pais de primeira viagem a entender o que os pequenos querem quando abrem o berreiro. Um dos capítulos que mais me interessariam no manual seria,  sem dúvida, o que explicasse o porquê das birras e me ensinasse uma <strong>fórmula eficiente</strong> para lidar com elas e eliminá-las. Desde que fiquei grávida parece que virei ímã de criança birrenta. Elas estão por toda parte. Nas filas dos cinemas, nas farmácias, nas ruas, nos estacionamentos dos shoppings, nas pracinhas e sorveterias. Algumas delas são fortemente atraídas até a minha casa e fazem seu show no meu quintal ou na minha sala, para o desespero das minhas cunhadas e amigas. Geralmente a birra das crianças delas acontece no momento em que elas estão me ensinando TU-DO sobre a maternidade. Afinal, sou grávida de primeira viagem e tenho muito a aprender com as experientes mamães que me cercam.</p>
<p>Mas é supermercado que acontecem os piores encontros com crianças birrentas. Sempre que empurro vagarosamente o carrinho lotado de coisas saudáveis (vai acreditando&#8230;) pelos corredores, acabo dando de cara com pelo menos uma situação assustadora.  Na maioria das vezes os pequenos terroristas estão jogados no chão e gritam-berram-grunhem coisas como<em> &#8220;eu queeeeroooo!&#8221; </em>e até <em>&#8220;teeee odeeeeioooo&#8221;</em> para pais atônitos e visivelmente envergonhados. Meu primeiro pensamento é &#8220;<em>tomara que meu filho não seja assim!</em>&#8220;. Mas no fundo eu sei que preciso estar preparada, pois dificilmente escaparei de uma experiência como essa.</p>
<p><strong>Antes </strong>de engravidar, CONFESSO, julguei algum desses pais. &#8220;Que mulher mole, por que não dá logo uma bronca no filho?&#8221;, &#8220;Olha que absurdo, a criança dominando o adulto e conseguindo o seu precioso pacote de biscoito recheado&#8221;. Depois que fiquei grávida adotei a regra:<span style="color:#800080;"> não julgue o que não conhece. <span style="color:#993366;">É que foi aí que entendi que não devemos cuspir pra cima, pois pode cair no nosso olho.</span></span></p>
<p><span style="color:#993366;">Não encontrei o tal precioso manual de instruções, mas achei algo muito próximo do meu sonho de consumo: uma lista com dicas incríveis sobre como lidar com situações de birra. Já salvei e guardei aqui no computador, pois sei que poderão ser bem úteis num futuro não muito distante.  As dicas estão no<a href="http://joaoastronauta.blogspot.com/2009/10/capitulo-3-como-lidar-com-as-birras.html" target="_blank"> blog O Astronauta, da Flavia.</a> Uma leitura recomendada para papais, mamães e afins.</span></p>
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		<title>Sem saída (o caso do fiofó entupido)</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 00:04:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sabe aqueles comerciais de TV que mostram iogurtes, suplementos naturais, benzedeiras e talismãs que prometem &#8220;um intestino que funciona como um relógio&#8221;? Sempre me causaram um misto de angústia, alegria e descrença.  Angústia pela vergonha alheia que sentia ao ver atores, diretores e outros profissionais envolvidos na cômica e difícil tarefa de vender um produto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=909&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/cadeado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-913" title="cadeado" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/cadeado.jpg?w=188&#038;h=240" alt="cadeado" width="188" height="240" /></a>Sabe aqueles comerciais de TV que mostram iogurtes, suplementos naturais, benzedeiras e talismãs que prometem &#8220;um intestino que funciona como um relógio&#8221;? Sempre me causaram um misto de <strong>angústia, alegria</strong> e <strong>descrença</strong>.  <strong>Angústia </strong>pela vergonha alheia que sentia ao ver atores, diretores e outros profissionais envolvidos na cômica e difícil tarefa de vender um produto que garante ao consumidor a certeza de cagar com hora marcada.</p>
<p><strong>Alegria </strong>pelas risadas que algumas propagandas conseguiam provocar em mim &#8211; e em outros telespectadores, bem sei &#8211; ao apresentar o assunto. Como o tema é, digamos, assim&#8230;meio &#8220;preso&#8221;, fazem de tudo para tratá-lo com humor e a coisa acaba ficando meio ridícula.</p>
<p><strong>Descrença </strong>na eficácia do produto e na existência de gente tão entupida e desesperada quanto aqueles atores mostrados nas propagandas. Não dava pra acreditar que alguém realmente tivesse tanta dificuldade para sentar lá no vaso sanitário, abrir o <em>desktop</em>, esvaziar a lixeira e clicar na descarga. A não ser que fosse algum sujeito com uma grave doença no intestino, o que não justificaria tomar litros de iogurte, mas sim procurar um médico.</p>
<p>Paguei minha língua.<strong> E paguei com o c*.</strong> Se eu acreditasse em castigo divino ou na lenda de que algumas pessoas tem poder de rogar pragas nas outras, explicaria de forma esotérica<em> o meu fiofó entupido a partir da 30.a semana de gestação</em>.  Não que antes da gravidez eu fosse o tal &#8220;reloginho&#8221; da propaganda, mas <em>&#8220;cagar ou não cagar&#8221; </em><strong>nunca </strong>foi &#8220;<em>eis a questão</em>&#8221; na minha vida. <strong>Era </strong>tão normal quanto tomar água ou puxar o freio de mão ao estacionar o carro. Coisa mecânica do dia a dia, que eu fazia sem prestar atenção. Bem diz o ditado que a gente só dá valor ao que tem depois que perde. E o poder de dar uma boa cagada antes de ir dormir é algo que a gente precisa valorizar, gente amiga!</p>
<p>Desconhecia a importância do assunto. <strong>Se ri dos entupidos, se zoei as propagandas de laxantes e iogurtes milagrosos, foi por pura ignorância.</strong> Só agora, aos 35 anos de experiência cagona (que começou com mecônios tímidos na década de 70, nas fraldinhas de pano que mamãe lavava) me dou conta de como o assunto &#8220;intestino&#8221; é constrangedor para a maioria das pessoas, inclusive para mim. Ao lavar o fiofó, senti com as pontas dos dedos que <strong>havia alguns </strong><em><strong>carocinhos</strong> </em>naquela área. <em>Imagina o susto.</em></p>
<p>Passei um dia angustiada com aquilo, queria ligar pra médica mas não sabia por onde começar a explicação. <strong>Então procurei a ajuda da pessoa que melhor me conhece:</strong> por dentro e por fora. Por cima e por baixo. Na frente e atrás.<strong> Da perseguida ao fiofó. </strong>Aliás, ela até já havia passado talquinho no meu bumbum, antes da prática ser condenada, lá nos tempos dos alfinetes gigantes<strong>:</strong></p>
<p><strong>- </strong><strong><em>&#8220;Tô com bolinhas no <span style="color:#800080;">c*</span>&#8220;</em>, falei pra minha mãe.</strong></p>
<p>Alívio quando <em>mamãe sabe-tudo</em> explicou que era normal. Pânico quando ela engatou no papel de <em>enciclopédia materna</em> e deu nome pra´quele fenômeno: <em>&#8220;São <strong>hemorróidas</strong>, algumas mulheres tem isso na gravidez. Eu mesma tive, mas sumiram depois do parto&#8221;.</em> Mais pânico quando ela disse que em alguns casos a coisa complica e uma prima havia até passado por uma cirurgia pra resolver o problema.  Imaginei num futuro não muito distante meu destino de humilhação:  uma sala de cirurgia, minha bunda pelada, arreganhada e erguida e um bando de médicos costurando meu fiofó. <strong>Pânico master blaster.</strong></p>
<p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/gravidabanheiro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-915" title="gravidabanheiro" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/gravidabanheiro.jpg?w=162&#038;h=168" alt="gravidabanheiro" width="162" height="168" /></a>Mas nem assim consegui ligar pra médica. Mamãe aconselhou e eu aumentei a ingestão de fibras e água. Comprei litros do tal iogurte que prometia desentupir minha saída. <strong>Nada adiantou</strong>. Uma semana depois tive consulta com a obstetra e fiquei surpresa com a minha dificuldade em falar do assunto. Aquela mulher já havia me visto pelada, já havia enfiado até a mão na minha vagina, daqui a algum tempo vai trazer meu filho ao mundo&#8230; e eu ali com vergonha de falar que tinha uns carocinhos no fiofó. <strong>Parecia que a garganta ( não o c*) estava entupida.</strong> Tá certo que o fiofó é feinho demais, tadinho. E faz um serviço que não cheira nada bem. Mas o assunto era importante, eu sentia dor e aquela situação estava atrapalhando minha vida. Mesmo assim a reclamação não saía. Dei algumas voltas até conseguir chegar ao assunto e falei baixinho, olhando para o lado:</p>
<p><em>- Acho que estou com uns&#8230;umas&#8230;é&#8230;.alguma coisa&#8230;lá&#8230;(comicamente apontei para trás com o dedão) sabe&#8230; minha mãe falou que é normal, que ela teve, que sarou depois, que chamam de&#8230;é&#8230;acho que é&#8230;são &#8230;ahn&#8230;hemorróidas.</em></p>
<p>Achei que a notícia teria um impacto tremendo sobre a médica. Fiquei esperando uma mexida incomodada na cadeira ou uma pigarreada para disfarçar o constrangimento.</p>
<p>- <em>Sangra</em>?</p>
<p><strong>Lembra o pânico mega blaster? Foi promovido a chefe e demitiu todos os meus pudores:</strong></p>
<p><em>- Essa porcaria pode sangrar, doutora????</em></p>
<p>Depois de um verdadeiro tratado sobre o que são hemorróidas, o tratamento, as possíveis complicações e a necessidade de manter o fiofó em ordem para a hora do parto normal, a médica prescreveu um medicamento fitoterápico para auxiliar no funcionamento do intestino e uma pomadinha que deve ser aplicada no fiofó toda noite, antes de dormir. Tudo de uso permitido na gravidez.</p>
<p>Meio sem graça, entreguei a receita médica ao marido. Um <em>gentleman</em>. Não fez perguntas. Mas deixou claro que estava por dentro do problema na saída do esgoto: junto com os remédios, trouxe também ameixas, aveia e mamão para a casa.</p>
<p>O fitoterápico fez efeito quase imediato e eu voltei a sorrir e a cantar. <a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/desentupida.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-914" title="Desentupida" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/11/desentupida.jpg?w=150&#038;h=141" alt="Desentupida" width="150" height="141" /></a>Passei a ver o mundo com outros <strong>olhos </strong>-<strong> se é que você me entende.</strong></p>
<p>Não dou mais risada dos comerciais de tv. Fico emocionada com eles, num sentimento de solidariedade aos que enfrentam congestionamentos gigantescos e horas eternas e suadas no banheiro. <strong>E um viva às ameixas! Hip hip hurra!!</strong></p>
<p><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</strong></p>
<p><strong>Saiba mais sobre o assunto no</strong><strong><a href="http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/hemorroidas.asp" target="_blank"> site do Dr. Drauzio Varella</a></strong></p>
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		<title>Não sou uma grávida alienígena</title>
		<link>http://blogdagravida.wordpress.com/2009/10/23/nao-sou-uma-gravida-alienigena/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 13:27:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tive um certo receio de publicar o post anterior (sobre minhas encanações e limitações na hora do sexo). Achei que seria apedrejada. Daí pensei: &#8220;sou anônima mesmo, vão jogar pedra no vazio&#8221;. Tem sido um alívio ler os comentários. Quantas mulheres passam e passaram (passarinho e passarão) por situações parecidas! Depois de ver (ler) a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=906&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tive um certo receio de publicar o <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/10/20/metodo-de-alargamento-para-o-parto-natural/" target="_blank"><em>post</em> anterior</a> (sobre minhas encanações e limitações na hora do sexo). Achei que seria apedrejada. Daí pensei: <em>&#8220;sou anônima mesmo, vão jogar pedra no vazio&#8221;.</em> Tem sido um alívio ler os comentários. Quantas mulheres passam e passaram (passarinho e passarão) por situações parecidas! Depois de ver (ler) a reação da maioria, me senti menos só, menos alienígena, anormal, esquisita, <em>freak</em>. <strong>Obrigada a todas (os) pela sinceridade!</strong></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogdagravida.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogdagravida.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogdagravida.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogdagravida.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogdagravida.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogdagravida.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogdagravida.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogdagravida.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogdagravida.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogdagravida.wordpress.com/906/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=906&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Método de alargamento para o parto natural</title>
		<link>http://blogdagravida.wordpress.com/2009/10/20/metodo-de-alargamento-para-o-parto-natural/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 01:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogdagravida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que fique claro que isso foi ANTES da travada. Aliás, bem antes (ou seja, não foi isso que causou a dor na coluna). Na cama, num momento raro de sexo selvagem durante a gravidez (lá pelo final do 7.o mês de gestação), eu de barrigão para cima e meu marido em cima, todo empolgado numa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=902&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Que fique claro que isso foi ANTES da <a href="http://http://blogdagravida.wordpress.com/2009/10/19/o-dia-em-que-a-gravida-travou/" target="_blank">travada</a>. Aliás, bem antes (ou seja, não foi isso que causou a dor na coluna). Na cama, num momento raro de sexo <span style="text-decoration:line-through;">selvagem </span>durante a gravidez (lá pelo final do 7.o mês de gestação), eu de barrigão para cima e meu marido em cima, todo empolgado numa performance que quase me fez esquecer minhas formas atuais. <strong>Tentando me sentir pelo menos um pouco sexy, </strong>fixei bem o olhar no rosto lindo do meu marido e procurei não abaixar os olhos para o meu corpo.</p>
<p><em>Lembra de como você sempre achou uma delícia fazer isso. Concentra em como esse homem é gostoso e apaixonado por você. Finja que não tem uma barriga enorme, dois peitos soltando colostro e um par de <span style="text-decoration:line-through;">pães </span>pés inchados. Ignora suas toneladas a mais,mulher.  Aproveita!Vai saber quando é que vocês vão ter tempo e ânimo pra isso depois que o bebê nascer e a vida for uma sequência de noites mal-dormidas, fraldas sujas e visitas ao pediatra.<br />
</em></p>
<p>Já tinha acatado a ordem da sexóloga Marta Suplicy <strong>e estava no maior clima &#8220;Relaxa e Goza&#8221;</strong>, aproveitando cada momento do rala e rola com o maridão, quando <strong>senti um chute bem no meio da barriga e uma cabeçada na altura da bexiga.</strong> Instintivamente <strong>olhei </strong>para a barriga.</p>
<p>(Sabe nos filmes e desenhos animados, quando tem alguém no alto de um prédio ou penhasco e dizem para não olhar para baixo? Daí a personagem olha para baixo, é tomada pelo medo e acaba despencando? Foi mais ou menos assim.)</p>
<p><strong>Olhei para baixo e houve um efeito especial instantâneo: </strong>sumiu música, desapareceu tesão, perdi o rumo. A cada cutucada do bebê, menos vontade eu tinha. E o bebê não parava de mexer. Meu umbigo subia e descia como se fosse um balão sendo inflado e esvaziado. Marido percebeu, é claro, e perguntou se estava tudo bem.</p>
<p>Apontei o calombo na barriga, ele riu (sem parar o que estava fazendo).</p>
<p><em>- Será que ele tá sentindo alguma coisa?</em></p>
<p><em>- Deve estar gostando do balanço, né?  &#8211; respondi.</em></p>
<p><em>- É isso aí, filhão. Aprenda com o papai! Já vai nascer sabendo das coisas.</em></p>
<p><strong>Depois de uma conversa dessas, quem é que continuaria o sexo como se nada tivesse acontecido? </strong></p>
<p><strong>Resposta óbvia: um <span style="text-decoration:underline;">homem</span>, é claro.</strong></p>
<p>Eu já tinha perdido o interesse, só conseguia prestar atenção nos movimentos do bebê, que parecia ainda mais empolgado depois do papo com o pai. Marido percebeu:</p>
<p><em>- Não quer mais? Quer que eu pare?</em></p>
<p><em>- Ah, eu não consigo me concentrar com o bebê chutando assim&#8230;</em></p>
<p><em>- Se você quiser eu posso continuar. Assim vou alargando tudo aqui embaixo pra facilitar quando o bebê for sair.</em></p>
<p>Aí foi o fim, né? Comecei a rir, ele riu mais ainda, deitou do meu lado e foi aquela <strong>gozação</strong>. Mas <strong>não </strong>no sentido sexual da palavra.</p>
<p><span style="color:#ff9900;">*************************************************************</span></p>
<p><span style="color:#ff9900;"><strong>Sexo na gravidez</strong><br />
</span></p>
<p>-&gt; A não ser que haja alguma razão específica, os médicos liberam o sexo durante toda a gravidez. Alguns podem recomendar que não haja relação sexual a partir do oitavo mês, mas isso varia.</p>
<p>-&gt; Algumas grávidas tem muita vontade de fazer sexo. <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/06/23/falta-de-sexo-na-gravidez/" target="_blank">Outras perdem totalmente o interesse.</a> Isso também varia. O que não varia é a mania que as grávidas ninfomaníacas tem de ficar falando sobre como ficaram taradas durante a gestação.</p>
<p>-&gt; Até uma certa fase, a posição de &#8220;conchinha&#8221;, com papai e mamãe deitados lado a lado (papai atrás da mamãe) é muito confortável. Depois o barrigão pode incomodar. Papais com braços fortes conseguem ficar por cima até o final da gestação (mas precisam ser realmente sarados, pois precisam apoiar todo o peso em seus braços, para não apertar a barriga da mamãe). Outra posição possível é a mamãe por cima, esmagando o papai (é ótima, pois assim papai tem a chance de descobrir como é que a mamãe normalmente se sente e decide fazer um regime).</p>
<p>-&gt; Os médicos dizem que um pouquinho de sangramento ou dor após a relação é normal.</p>
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		<title>O dia em que a grávida travou</title>
		<link>http://blogdagravida.wordpress.com/2009/10/19/o-dia-em-que-a-gravida-travou/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 03:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogdagravida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de grávida]]></category>
		<category><![CDATA[bebês]]></category>
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		<category><![CDATA[grávida]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui sair do carro e não consegui. Travei. Não conseguia ir pra frente, nem pra trás.  Tentei colocar uma perna para fora, mas uma dor aguda irradiou do rego em direção à coxa esquerda. Minha reação imediata foi recolher a perna. Doeu mais ainda. Então fiquei assim, sozinha, sentada no banco do carro, olhando para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=893&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Fui sair do carro e não consegui. <em>Travei</em>. Não conseguia ir pra frente, nem pra trás.  Tentei colocar uma perna para fora, mas uma dor aguda irradiou do <a href="http://www.dicionarioinformal.com.br/definicao.php?palavra=rego&amp;id=1336" target="_blank">rego</a> em direção à coxa esquerda. Minha reação imediata foi recolher a perna. Doeu mais ainda. Então fiquei assim, sozinha, sentada no banco do carro, olhando para a parede da garagem, com uma perna para fora, à espera de um pouco de coragem para enfrentar a dor e levantar. Afinal, não poderia passar o resto do dia ali, naquela posição. Ou poderia? Olhei para os lados e vi a garrafa d´água que sempre carrego comigo, um pacote de biscoitos que havia comprado no caminho, um livro&#8230; Bom, talvez não fosse má ideia ficar ali imóvel durante algumas horas, até meu marido chegar e me tirar dali. Claro que cogitei isso por apenas alguns segundos. Era incômodo demais e, para piorar, eu estava com vontade de fazer xixi (como sempre).</p>
<p><em> Ok, colega, no três. E um&#8230;e dois&#8230;e dois e meio&#8230;e&#8230;</em></p>
<p>Quem depila a própria perna, virilha, buço.. ou o saco e as costas, no caso dos meninos, sabe o que eu senti. Foi igual ao momento em que a gente passa a cera, coloca o papelzinho (ou plástico) sobre a pele, segura a pontinha e precisa respirar fundo antes de puxar&#8230; Às vezes falta coragem. Se outra pessoa puxasse seria tão melhor.</p>
<p>Como numa depilação mal acabada fiquei ali cogitando: <em>vou ou não vou?</em></p>
<p>Tentei sair devagar, mas a dor era muito forte e eu não conseguia vencer a barreira que ela criava. Acabava voltando para a posição anterior. Então levantei de uma vez só e dei um grito. Caminhei no melhor estilo<em> Concurda de Notre Dame </em>até o banheiro e fiz xixi praticamente em pé (na medida do possível), pois tinha medo de sentar e ficar travada lá na privada.</p>
<p>Sempre com dor, andando devagar e mancando, segui para a minha cama e lá fiquei até meu marido chegar. Só conseguia deitar de lado e não podia me mexer muito. Adormeci. Acordei uma hora depois com vontade de fazer xixi. Esqueci da coluna (bexiga de grávida sempre tem prioridade) e levantei de uma só vez. Gritei de dor. O ritual durou dois dias: deitada o tempo todo, com pausas apenas para ir ao banheiro e dificuldade imensa para sentar e comer alguma coisa.</p>
<p>No início da semana consegui uma consulta de emergência no ortopedista conhecido do meu irmão. Me apalpou, fez mil perguntas.</p>
<p><em>- É o cóccix. Provavelmente está trincado ou inflamado. Você levou algum tombo?</em></p>
<p>Não recentemente, pois fiquei muito cuidadosa na gravidez. Mas ao longo da minha trajetória foram vários: lavando banheiro, descendo escada, correndo em dia de chuva. Sou praticamente campeã da modalidade e a favorita do esporte nas Olimpíadas de 2016.</p>
<p>Seria preciso um raio-x pra confirmar. E remédios para amenizar a dor.</p>
<p>-<em> Não, de jeito nenhum, não pode remédio, não pode exame.<br />
</em></p>
<p>Então conviva com isso. Bolsa de água quente na região dolorida, um pouco de massagem podem aliviar (vai, marido, trabalha!) e fisioterapia. Receitou também uma <a href="http://www.corpoperfeito.com.br/produto/%C3%93rtese_Abdominal_Gestante_Mercur" target="_blank">cinta ortopédica específica para grávidas, que serve para aliviar a coluna</a> (minha mãe apelidou de &#8220;barrigueira de égua&#8221;).</p>
<p>No dia seguinte decidi procurar uma segunda opinião. Apalpou, fez mil perguntas.</p>
<p><em>- É lombalgia. É <a href="http://brasil.babycenter.com/pregnancy/pre-natal/saude/costas/" target="_blank">comum</a></em><em> na gravidez.</em></p>
<p>Deve ser uma lombalgia no cóccix trincado. E se eu procurasse uma terceira opinião acabaria diagnosticada com uma lombalgia ciática no cóccix trincado da quinta vértebra. Melhor parar de entrar em carro e sair de carro para ir ao médico e ficar quieta em casa.</p>
<p>Pelo menos em uma coisa os dois médicos concordaram: engordei demais e o <strong>sobrepeso</strong> pode ter desencadeado o problema ou simplesmente revelado um problema que já existia, mas eu não tinha me dado conta ainda. Diagnóstico: <em>a gula da grávida estava pesando no lombo velho de guerra.</em></p>
<p>Agora ainda sinto um pouco de dor se fico tempo demais sentada ou em pé. Mas voltei a caminhar normalmente sem mancar. <strong>A boa notícia é que finalmente, agora na 31.a semana de gestação, consegui a desculpa perfeita para <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/06/23/falta-de-sexo-na-gravidez/" target="_blank">não fazer sexo</a> e contratar uma faxineira. Não necessariamente nessa ordem. Arranjar uma faxineira é sempre mais importante que qualquer coisa. </strong></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogdagravida.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogdagravida.wordpress.com/893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogdagravida.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogdagravida.wordpress.com/893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogdagravida.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogdagravida.wordpress.com/893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogdagravida.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogdagravida.wordpress.com/893/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogdagravida.wordpress.com/893/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogdagravida.wordpress.com/893/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=893&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cem gramas II, a missão</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 10:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blogdagravida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação na gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de grávida]]></category>
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		<category><![CDATA[Gestação]]></category>
		<category><![CDATA[gorda]]></category>
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		<category><![CDATA[grávida]]></category>
		<category><![CDATA[rir é o melhor remédio]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuo a divagar sobre o post Cem gramas (ou a Dança da Balança):
Quando engravidei pesava 60 kg. Não era nenhuma top model, mas as poucas gordurinhas estavam bem distribuídas. Tinha barriga tanquinho, coxas torneadas, bumbum sarado. Treze quilos a mais (e cem gramas&#8230;não vamos esquecer dos cem gramas!) em sete meses têm uma consequência direta e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdagravida.wordpress.com&blog=7426250&post=868&subd=blogdagravida&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/10/exercicio.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-881" title="exercicio" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/10/exercicio.jpg?w=171&#038;h=225" alt="exercicio" width="171" height="225" /></a>Continuo a divagar sobre o post <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/09/30/cem-gramas/" target="_blank">Cem gramas (ou a Dança da Balança):</a></p>
<p>Quando engravidei pesava 60 kg. Não era nenhuma top model, mas as poucas gordurinhas estavam bem distribuídas. Tinha barriga tanquinho, coxas torneadas, bumbum sarado. <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/09/30/cem-gramas/" target="_blank"><strong>Treze quilos a mais</strong> (e cem gramas</a>&#8230;não vamos esquecer dos cem gramas!) <strong>em sete meses</strong> têm uma consequência direta e dolorida nas pernas, na circulação e nos ossinhos de uma vertebrada acostumada a carregar bem menos peso. Sem falar na falta de equilíbrio (emocional e físico).</p>
<p>Para me defender das broncas da médica (que esperava que eu engordasse 12 kg em 9 meses), desenvolvi muitas teorias e apresentei algumas para a minha <strong>obstetra-puxadora-de-orelha-de-grávidas-gordinhas</strong>.</p>
<p><span style="color:#800080;"><strong>&gt;&gt;&gt; Pausa para um adendo</strong></span></p>
<p><span style="color:#800080;">Tenho uma teoria sobre a obstetra também. <span style="text-decoration:line-through;">Esbelta</span> magrela como é, certamente ela tem raiva das pessoas carnudas e gostosinhas como eu. Aposto que sempre sonhou em ter estas coxas de mulher-melancia (melancia um tantinho &#8220;passada&#8221;, é verdade), estes peitos bovinos (existe <em>vaquinos</em>?) e esta anca de rinoceronte. Então a gente não pode levar muito a sério quando ela dá bronca por conta de <strong>inocentes </strong>quatro quilinhos (e cem gramas) a mais em um mês. Pessoa vingativa que é, ela dá bronca, critica a alimentação desta grávida esfomeada e ainda levanta suspeitas de doenças graves como <strong>diabetes gestacional </strong>e <strong>falta de vergonha na cara.</strong></span></p>
<p><span style="color:#800080;">A boa notícia é que a <strong>primeira foi descartada</strong> <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/08/23/doce-exame-amargo/" target="_blank">após a realização de um sádico exame </a>durante o qual a <span style="text-decoration:line-through;">vítima </span>grávida  ingere um pote de açúcar e depois é furada seguidamente. A má notícia é que a <strong>segunda doença (falta de vergonha) não tem cura. </strong>Então meu acesso à sorveteria continua liberado. Já estou estudando com meus advogados um processo por danos morais e alimentícios contra o <strong>dono da sorveteria</strong>, um dos culpados pelos meus três quilos a mais no sexto mês de gestação e pelos quatro quilos (e cem gramas) a mais no sétimo mês. Se ganharmos a causa, vamos receber o pagamento todo em <em>banana split.</em><br />
</span></p>
<p><strong><span style="color:#800080;">Fim da pausa para o adendo</span></strong>&lt;&lt;&lt;</p>
<p>Enfim, <strong>desenvolvi algumas teorias para justificar as mudanças estruturais (também conhecidas como &#8220;aumento rápido da gordura localizada&#8221; ou &#8220;como me tornei uma rolha de poço&#8221;) </strong>durante a gravidez:</p>
<p><strong>1)  Projeto Arquitetônico</strong></p>
<p>Sou muito &#8220;miudinha&#8221;. Ombros pequenos, cintura muito fina (acho que deveria ter escrito que eu <em><strong>era </strong>muito miudinha</em>), pouco bumbum. De repente, este corpo miúdo deu de cara com a grata missão de gerar, alimentar e carregar um menino que, segundo os exames já mostraram, deve nascer com um peso e uma altura acima da &#8220;média&#8221;. Como esse trabalho está sendo realizado na região do abdômen, <strong>é natural que o corpo providencie um alargamento das bases (coxas, bundas, pernas e pés) da estrutura.</strong> Afinal, não é preciso ser um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oscar_Niemeyer" target="_blank">Niemeyer</a> para entender que a base precisa ser proporcionalmente forte para suportar o peso que é colocado sobre ela. Então o que <strong>alguns chamam de gordura excessiva</strong>, eu prefiro<strong>(arquitetalmente falando) chamar de Processo de Ampliação da Base do Sistema Gestacional.</strong></p>
<p>&gt;&gt; (<em>A magra obstetra riu dessa teoria, mas acho que foi pra disfarçar o fato de que ela não entende nada sobre projetos arquitetônicos)</em></p>
<p><em><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/10/mulherpolvo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-882" title="MulherPolvo" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/10/mulherpolvo.jpg?w=252&#038;h=204" alt="MulherPolvo" width="252" height="204" /></a><br />
</em></p>
<p><strong>-2) Ritmo lento</strong></p>
<p>Sempre fui muito dinâmica. <strong>Pessoa-polvo mesmo</strong>. Fazia mil coisas ao mesmo tempo. Trabalhava o dia todo, estudava e cuidava da casa. Conseguia, simultaneamente, passar roupa, falar ao telefone, estruturar um novo projeto no computador, cozinhar feijão, matar um pernilongo, depilar as pernas, tirar as cutículas, reclamar do calor, assistir à televisão, criticar os impostos (deixem minha poupança em paz) e monitorar a máquina de lavar roupa. Além disso, fazia caminhada e natação.<strong> Quando engravidei, a médica profetizou: deitarás e gerarás.</strong> Viu? Tudo culpa daquela magrela invejosa, de novo! Durante os três primeiros meses de gravidez, por sugestão dela, reduzi o ritmo. Não corri, não pulei, não passei rodo no chão da casa. Parei com os exercícios, ingeri vitaminas e ácido fólico. <em>Os primeiros três meses da gestação são os mais frágeis, descanse e observe sua barriga crescer, </em>disse a médica. Foi o que eu fiz. Deitei no sofá com um bom livro e alguns excelentes dvds e curti. Não! Ela não tinha orientado algo do tipo <em>&#8220;aproveite que está em casa e abra a geladeira de meia em meio hora para atacar o pudim de leite condensado, o sorvete de manga e o leite gelado com cereal de chocolate&#8221;.</em> Isso foi ideia minha! Mas é preciso frisar que em nenhum momento ela deixou claro que isso poderia ser prejudicial, ela nunca disse algo do tipo:<em> &#8220;fique longe do sorvete de manga!&#8221;</em></p>
<p>Então eu pergunto: <strong>na minha inocência de grávida de primeira viagem, como eu poderia saber que aquelas doces criaturas que moravam na geladeira eram na verdade seres malignos dotados do poder de inchar coxas e bundas?</strong></p>
<p>No final das 12 semanas de gestação, quando finalmente eu pretendia retomar as atividades cotidianas e cansativas como caminhada no parque e pilhas de roupas para passar, <a href="http://blogdagravida.wordpress.com/2009/06/06/sangue/" target="_blank">houve um sangramento</a> e a médica recomendou repouso absoluto. Friso novamente que ela agiu de má fé ao não me avisar que <strong>repouso absoluto na casa da minha mãe</strong> significaria quinze dias deitada sendo cevada com os meus quitutes favoritos preparados pela melhor <em>chef </em>do mundo.</p>
<p>&gt;&gt; (<em>Essa teoria também não convenceu minha cética e invejosa médica. Ela argumentou que eu engordei pouco nos primeiros quatro meses. O ganho de peso excessivo só foi registrado a partir do quinto mês, quando eu já havia retomado minhas atividades normais e iniciara a prática de exercícios físicos)</em></p>
<p><strong>3) Exercício físico aumenta a fome</strong></p>
<p>O argumento da médica em relação à minha segunda teoria abriu meus olhos. Claro: <strong>foi justamente quando comecei a fazer hidroginástica que meu apetite aumentou drasticamente e passei a engordar sem pudor</strong> (como se outrora tivesse tido algum). Fala aí: quem é que nunca ouviu dizer que atividade na água dá fome? Viu? Culpa da médica mais uma vez. Lá veio ela, envolta em seu modelito ajustado à cintura tamaho 38, dizer que seria ótimo se eu fizesse hidroginástica. Fui para a água pular que nem um <span style="text-decoration:line-through;"><em>peixe-boi</em></span><em> </em>peixe-vaca na Piracema,<em> nadando contra a corrente, só pra exercitar todo músculo&#8230;</em> e o que aconteceu? Fome triplicada. Em vez de &#8220;comer por dois&#8221;, <strong>depois das aulas passei a comer por três:  por mim, pelo bebê e pela professora de hidro</strong>, outra magricela vingativa que me faz andar de um lado para o outro na piscina durante quarenta minutos, sob berros de<em>&#8220;mais rápido, mais força, ânimo&#8221;.</em></p>
<p><em>&gt;&gt; (Nem tive coragem de apresentar essa teoria à médica. Ainda resta alguma vergonha nesta carinha rechonchuda).</em></p>
<p><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/10/dietasorvete.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-891" title="DietaSorvete" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/10/dietasorvete.jpg?w=257&#038;h=300" alt="DietaSorvete" width="257" height="300" /></a>4) <strong>Fui vítima de um complô! </strong></p>
<p>Não tive enjoo, nem azia, nem vômitos. Todas essas coisas desagradáveis que impedem a grávida de comer. O que eu tive desde o início, e tenho até hoje, foi fome. Muita fome. Disfarçadas de amigas, mãe, cunhadas e sogra, as cúmplices da minha médica esquelética ficavam (e ainda estão aqui) à minha volta repetindo mantras gestacionais:</p>
<p><em>- você não está gorda, está grávida!</em></p>
<p><em>- você precisa comer por dois!</em></p>
<p><em>- depois que o bebê nascer você &#8220;perde&#8221; tudo rapidinho!</em></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#800080;">Conclusões do caso:</span></p>
<p>1)<strong>Fora de cogitação fazer dieta durante a gravidez</strong>, né? Meu bebê está forte e saudável graças à minha dedicação em nutri-lo diariamente com frutas, legumes, arroz integral, cereais, leite, sorvete, pudins, pães, empadinhas, esfirras e outros suprimentos calóricos. O jeito é seguir com a dieta, pois não posso modificá-la agora. Isso poderia causar um trauma grave no bebê. Ele pode decidir chutar meu estômago com muita força cada vez que eu me recusar a comer um danoninho ou um flan de chocolate.</p>
<p>2) Lá no início da gravidez, quando a médica disse que eu poderia/deveria engordar uns 12 kg no <strong>total </strong>durante toda a gestação, eu pensei:</p>
<p><em>- Gente, essa mulher é demais! Cheia de diplomas, super ocupada, profissional dedicada, e ainda encontrou tempo para desenvolver seu talento como comediante.</em></p>
<p>Só <strong>agora descobri que ela não estava contando piada.</strong></p>
<p><strong><a href="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/10/bebefortesaudavel1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-888" title="bebefortesaudavel" src="http://blogdagravida.files.wordpress.com/2009/10/bebefortesaudavel1.jpg?w=200&#038;h=139" alt="bebefortesaudavel" width="200" height="139" /></a><br />
</strong></p>
<p>4)A médica <em>má </em>se revelou boa pessoa ao me tranquilizar. Minha maior preocupação com o excesso de peso era prejudicar o bebê ou a hora do parto.  Mas a obstetra garantiu que os quilos a mais não interferem em nada. Sem falar que minha pressão está sempre baixa. Meu bebê está saudável, perfeito e muito serelepe (mexe o tempo todo!!) e isso é o mais importante para mim. Então: <em>tô nem aí, tô nem aí, tô nem aí&#8230;</em></p>
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