Arquivo para maio 2009




Sintomas de uma gravidez

Meu exame de gravidez

Meu exame de gravidez

Passei as duas primeiras semanas da minha gravidez reclamando que aquela era a pior TPM (Tensão Pré Menstrual) que eu já havia sentido na vida. Meus seios estavam inchados e doíam, até  propaganda de tv me fazia chorar e sentia um pouco de cólica do lado direito da virilha.  Decepcionei meu marido quando, numa manhã de domingo, gritei lá do banheiro, após visualizar uma pequena mancha no absorvente: “Graças a Deus essa maldita TPM vai acabar, a menstruação desceu!” Ele respondeu chateado ao saber que não seria pai: “Bom, então mês que vem a gente tenta de novo”. Mas eu não pensava em gravidez naquele momento, só queria ver o fim da pior TPM dos meus 22 anos de menstruação. 

Mas aquela manchinha foi tudo o que meus absorventes receberam daquela vez. Dois dias depois e nada mais havia acontecido, então fiquei intrigada. Comprei um teste na farmácia e descobri como usá-lo com a ajuda do balconista:

Você precisa urinar diretamente na haste, em seguida, tampe e coloque num lugar plano. Precisa esperar 5 minutos para ver o resultado.

– Como é o resultado?

– Se tiver um risquinho, é negativo. Se aparecerem dois risquinhos, você está grávida. Se não aparecer nenhum, o teste está com defeito. Geralmente os risquinhos são bem fraquinhos, mas mesmo assim o resultado vale, tá?

Em casa, no vaso sanitário, me concentrei na estranha tarefa de urinar exatamente sobre a tal haste, sem encharcar meus dedos. Assim que o primeiro jatinho de urina atingiu o teste, apareceram dois riscos super fortes. Dei um grito.

E os meus cinco minutos de expectativa? E os risquinhos geralmente fracos? Aquele balconista mentiu para mim ou eu sou uma super grávida?

Fechei a haste, coloquei o teste sobre um lugar plano e esperei seis minutos. Sei lá o que eu pensei na hora. Vai ver os risquinhos íam desaparecer logo em seguida, melhor aproveitar os minutos que eu tinha direito. Afinal, havia pago por eles lá na farmácia. Dez minutos depois e os risquinhos ainda estavam lá. (Aliás, estão até hoje, pois eu guardei o teste) É, eu estava grávida. Definitivamente. E a julgar pela rapidez com que os risquinhos apareceram e a força deles, fiquei pensando se seriam trigêmeos. Liguei logo em seguida para marcar uma consulta com a obstetra. Ela pediu vários exames de sangue que confirmaram a gravidez.

Os sintomas podem variar de uma mulher para outra. Afinal, cada organismo reage de um jeito à novidade.  Tem gente que sente azia logo de cara. Comigo ela só começou na semana seguinte à minha descoberta. Era insuportável. Meu estômago queimava. Quando a azia parou, veio o enjoo. Sim, O enjoo, no singular. Por que ele foi um só, daquele dia até o final da 9.a semana de gestação. Ininterruptamente. Era que nem uma irritante música de fundo, tocava o tempo todo dentro de mim: não era alto o suficiente pra me fazer vomitar, mas era num volume capaz de me deixar agoniada e sem vontade de comer.

Quando o enjoo se foi começaram as dores na região do cóccxis, aquele ossinho que temos no lugar onde começava o rabo dos nossos ancestrais. Agora estou aguardando os próximos desafios. Não que eles sejam totalmente desconhecidos, pois tem sempre uma “amiga” para animar a grávida com informações privilegiadas sobre os próximos sintomas: “Ai, amiga, eu morria de tantas cãimbras, você vai ver”  ou “Pior mesmo é o último trimestre, a gente tem de dormir sentada por que a barriga não deixa deitar direito”.  São histórias que me fazem sentir saudade da azia lá do comecinho dessa aventura!

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17 comentários 14/05/2009

Fila preferencial para barrigudos

barrigaÉ hora do rush no supermercado em dia de promoção de leite e cerveja.  A movimentação dentro da loja é repleta de perigos e ameaças inesperadas. Cotovelos, carrinhos e cestinhas vêm em direção à minha barriga. Enquanto protejo meu frágil pacotinho interno com o braço ou desvio heroicamente dos golpes, imagino que isso daria um videogame daqueles bem polêmicos, como os que ensinam a atropelar as pessoas. Pontos para o adolescente, ele consegue acertar as minhas costas.

Depois de pegar todas as coisas essenciais para a felicidade de uma grávida (danone, leite, frutas, legumes, verduras, sucos, creme contra estrias, sucrilhos e um pote de nutella) rumo para a última parte do desafio: conseguir sair do supermercado. As filas são imensas e cada consumidor tem um carrinho abarroado para chamar de seu. Vai demorar.  De longe vislumbro apenas três pessoas na fila preferencial. Não completei três meses de gestação ainda e a barriguinha parece mais desleixo de mulher sedentária do que resultado de uma noite sem camisinha.

Fico sem graça de entrar na fila preferencial. Podem pensar que estou fingindo a gravidez pra aproveitar, penso. Ah, mas venho aqui pelo menos uma vez por semana, eles vão ver a barriga crescer e vão se roer de remorsos por terem pensado mal de uma grávida, decido, em ritmo de vingança futura. Por sorte está muito calor e estou usando um vestido velhinho de malha que marca bem o abdomen. Estufo a barriga para garantir pelo menos mais um mês de gestão e empurro meu carrinho corajosamente até a fila preferencial.

É fim de dia, estou cansada, as costas e as pernas doem. É um alívio estar aqui e não na imensa fila ao lado. No começo da ‘minha’ fila,  uma senhora grisalha leva apenas  fubá,  algumas maçãs e um pacote de macarrão numa cestinha.  A compra dela vai passar rápido. Atrás dela um homem de uns 70 anos ou mais leva um carrinho quase cheio. Isso é hora de fazer compra do mês?

Atrás dele – logo à minha frente – um homem de cerca de 40 anos ou menos também tem um carrinho abarrotado: cerveja, petiscos, queijo, pão e outras guloseimas. Encaro bem o sujeito e ele me encara de volta. Então levo meus olhos vagarosamente até à plaquinha bem na frente dele, onde está muito bem explicadinho que ali é um lugar preferencial para idosos, deficientes, pessoas com crianças de colo e gestantes. Fizeram até desenhos, pra garantir que todo mundo entenda o recado. Ele acompanha meu olhar, visualiza a plaquinha, me olha de volta e não diz nada. Grrrr…isso por que eu, que SOU gestante, estava com vergonha de vir pra MINHA fila. É o cúmulo da cara de pau. Olho para a plaquinha e me vejo: lá estou eu desenhada, uma barrigudona em traços de azul. Bom, não sou eu ainda. Mas serei, em breve. Por enquanto sou apenas uma barrigudinha.

Fuzilo novamente o homem com o olhar, na esperança de que ele perceba que, além de grávida, minha compra é muito menor. Mas ele não se mexe. Vejo então o gerente da loja vindo em nossa direção. Não conheço o cara pessoalmente, mas o vejo sempre pra lá e pra cá no supermercado, dando ordens e broncas. Ahá, agora você vai ver o que é bom pra tosse, seu bebedor de cerveja e comedor de queijo. O gerente se aproxima e aperta demoradamente a mão do ladrão de lugar na fila preferencial. Marco Antônio, como vai? E aí, hein, o Ronaldo tá salvando vocês! Eles trocam algumas palavras no dialeto masculino futebolístico e o gerente vai embora, depois de dar uma olhada curiosa pra minha barriga. Marco Antônio, com o aval do manda-chuva do lugar, passa suas compras lentamente pelo caixa, paga com o cartão de crédito e vai embora tranquilamente, sem que nenhuma sirene toque.

Pergunto para a moça do caixa: de quantos meses de gravidez aquele cara que acabou de passar aqui está? Ela ri e não diz nada. Pergunto se ela não tem orientação pra avisar que a fila é preferencial. Tenho, mas tinha pouca gente na fila, não tem problema quando é assim. Seguro o pote de Nutella na mão quando ouço isso e penso em arremessar na sorridente funcionária do supermercado e depois colocar a culpa nos hormônios. Me controlo. É, meu bem, só que eu sou gestante e ele estava na minha frente, isso parece um problema pra mim, retruco. Mas ela dá de ombros! Pago minhas compras e ao chegar ao  estacionamento, vejo Marco Antônio encostado em um carro, tomando uma ecerveja  conversando com outro sujeito.

Só aí, ao visualizar Marco Antônio de perfil é que me dou conta da injustiça que cometi. Ele certamente está muito mais grávido que eu, a julgar pelo tamanho da barriga que carrega. Uma pança de pelo menos oito meses de gestação.

9 comentários 13/05/2009

A ordem de nascimento dos filhos

Terceiro filho precisa se virar sozinho

Terceiro filho é menos paparicado e precisa se virar mais sozinho do que os outros

Irmãos mais velhos têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados. Já os caçulas penam para achar fotos do primeiro aniversário e mal sabem a circunstâncias em que chegaram à família.

*O que vestir *
*1º bebê -* Você começa a usar roupas para grávidas assim que o exame dá positivo
*2º bebê -* Você usa as roupas normais o máximo que puder
*3º bebê -* As roupas para grávidas já ERA mesmo as suas roupas normais


*Preparação para o nascimento *

*1º bebê -* Você faz exercícios de respiração religiosamente
*2º bebê -* Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram
*3º bebê -* Você pede a anestesia peridural no oitavo mês

*O guarda-roupas *
*1º bebê -* Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta
*2º bebê -* Você vê se as roupas estão limpas e só descartas aquelas com manchas escuras
*3º bebê -* Meninos podem usar rosa, né?

*Preocupações *
*1º bebê -* Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo
*2º bebê -* Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho
*3º bebê -* Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço

*A chupeta *
*1º bebê -* Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em casa e fervê-la
*2º bebê -* Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê
*3º bebê -* Se a chupeta cair no chão, você limpa na camiseta e dá novamente ao bebê


*Troca de fraldas *

*1º bebê -* Você troca as fraldas a cada hora, mesmo se elas estiverem limpas
*2º bebê -* Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário
*3º bebê -* Você tenta trocar a fralda antes que as outras crianças reclamem do mau cheiro

*Atividades *
*1º bebê -* Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês, teatro, contação de história, etc.
*2º bebê -* Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês
*3º bebê -* Você leva seu filho para o supermercado, padaria, etc.

*Saídas *
*1º bebê -* A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa para saber se ele está bem
*2º bebê -* Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone de onde vai estar.
*3º bebê -* Você manda a babá ligar só se vir sangue

*Em casa*
*1º bebê -* Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê
*2º bebê -* Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o mais velho não está apertando, beliscando ou batendo no bebê
*3º bebê -* Você passa um tempinho se escondendo das crianças

*Engolindo moedas *
*1º bebê -* Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x
*2º bebê -* Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair
*3º bebê -* Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele.

7 comentários 12/05/2009

Dicas preciosas para mulheres de peito

O importante é a "pegada" na hora da amamentação

O importante é a "pegada" na hora da amamentação

>  Após o banho, enxugar bem os mamilos e auréolas com toalha macia. Umidade deixa a pele mais sensível, e menos resistente à sucção do bebê.

Tome banho de sol todos os dias, por 20 a 30 minutos, deixando que os raios incidam diretamente nos seios nus. Lembre-se de fazer isso nos horários em que o sol não causa danos: até as 10 horas ou no final da tarde.

> Na falta de local para tomar sol, substitua pela exposição diante de uma lâmpada incandescente de 40 watts, ficando a uma distância de 30 a 40 centímetros. Tempo: de 20 a 30 minutos, de uma a duas vezes ao dia.

> Evite o uso de cremes e pomadas no bico do seio, e também de absorventes ou lencinhos, utilizados para evitar vazamento de colostro ou leite na roupa. Isso só agrava a sensibilidade, por deixar a região úmida. Prefira trocar o sutiã.

> Deixe a região bem arejada. A dica é pegar um sutiã velho, cortar dois círculos que correspondam às aréolas, para que fiquem ventiladas, secas e para que o atrito com a roupa engrosse a área aos poucos.

>  Atenção à “pega”: como o depósito de leite fica armazenado sob a aréola, é importante que o bebê abocanhe toda a região, não apenas o bico.

> A posição correta: o queixo do bebê deve ficar bem encostado à mama da mãe, e ambos precisam estar juntos, “barriga com barriga”.

> Evite puxar o bebê do peito, pois a tendência é que ele abocanhe com mais força. Para que ele solte o seio sem machucar, introduza o dedo mínimo no cantinho de sua boca.

Leia mais: essas dicas foram publicadas em uma reportagem muito interessante do Estadão que mostra histórias de mulheres que sofreram para amamentar e formaram grupos de ajuda no Rio de Janeiro e em São Paulo, para evitar que outras mães também passassem pelo que elas passaram. Clique aqui e leia a reportagem completa.

5 comentários 07/05/2009

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