Arquivo para junho 2009




Formulário de autorização para namorar minha filha

babybeijoQuem está grávida (ou “grávido”) de uma menina, certamente já ouviu piadinhas do tipo “vai passar de consumidor a fornecedor”, “meu filho vai pegar a sua filha”, etc. Para esses pais eu sugiro que façam uma cópia do formulário que está no blog de um pai de primeira viagem que cansou das piadinhas infames dos amigos.  Ainda não sei se estou esperando menino ou menina. Se for menina, vou adotar o formulário com os pretendentes. Se for menino, vou garantir que ele não chegue nem perto da filhinha do Daniel (o tal pai, do tal blog, que publicou o tal formulário).  Para ver o formulário, clique aqui.

7 comentários 30/06/2009

Menino, menina…ou cachorrinho?

Qual o sexo do bebê?

Depende da posição…

cachorrinho

9 comentários 28/06/2009

Sintomas da gravidez que nunca devem ser ignorados

Por mais que você leia sobre gravidez ou converse com outras mães, às vezes é difícil saber se o que você está sentindo é normal ou não. Veja abaixo uma lista de sintomas que nunca devem passar em branco. Se você sentir um deles, não hesite em procurar o médico:

Você sabe que tem algo errado
Se você não tem certeza sobre algum sintoma, se está se sentindo estranha ougravidacelular inquieta, confie nos seus instintos e ligue para o médico. Se houver algum problema, você receberá ajuda. Se não houver nada de errado, você ficará mais calma. Os médicos estão acostumados a esse tipo de situação, e não devem se incomodar em tranquilizá-la. Seu corpo está mudando tão rápido que às vezes é difícil saber se o que você está sentindo é “normal”.

Dor forte na parte superior ou no meio da barriga, com ou sem náusea
Esse sintoma pode indicar má-digestão, gastroenterite causada por vírus ou pré-eclâmpsia — um problema grave que precisa ser avaliado rápido.

termometroFebre
Se sua temperatura está acima de 37,5ºC e você não tem sintomas de gripe ou resfriado, ligue para o médico no mesmo dia.

Se a febre passar de 39ºC, procure o médico imediatamente. Você provavelmente está com uma infecção. O médico pode prescrever antibióticos ou repouso. A manutenção da temperatura a níveis elevados por muito tempo pode ser prejudicial para o bebê.

Problemas de visão que durem mais de duas horas
Visão dupla, visão embaçada, pontos brilhantes ou luzes — esses sintomas podem indicar pré-eclâmpsia.

Inchaço nas mãos, no rosto e nos olhos
Se o inchaço estiver acompanhado de dor de cabeça ou problemas de visão, pode ser sinal de pré-eclâmpsia.

Dor de cabeça forte que dure mais de duas horas
Se você estiver com problemas de visão e inchaço nas mãos, nos olhos e no rosto, pode estar com pré-eclâmpsia.

Ganho rápido de peso de mais de 1 quilo, com inchaço, dor de cabeça e perturbações visuais.
O ganho de peso repentino, sem relação com a alimentação, também pode ser um sinal de pré-eclâmpsia, especialmente se acompanhado de inchaço nas mãos e nos pés, dor de cabeça ou perturbações visuais.

Sangramento vaginal, leve ou intenso
Leves sangramentos, sem dor, podem ser um sinal normal da implantação, quando o embrião vai se aninhando no útero, no comecinho da gravidez. Mas você deve procurar o médico mesmo assim, porque o sangramento pode indicar um aborto espontâneo, uma gravidez ectópica ou um problema chamado placenta prévia, que pode causar hemorragia.

O sangramento mais intenso, principalmente se acompanhado de dor nas costas ou dor abdominal, pode estar ligado a uma ameaça de aborto ou ao próprio aborto espontâneo. Nos estágios mais avançados da gravidez, o sangramento pode indicar problemas com a placenta ou trabalho de parto prematuro (antes das 37 semanas).

A perda de líquido pela vagina antes das 37 semanas de gravidez significa que sua bolsa estourou antes do tempo. O médico pode preferir que você seja internada, para evitar uma infecção. Se o líquido começar a sair depois das 37 semanas, você deve estar prestes a entrar em trabalho de parto, por isso deve ligar para o médico ou para a maternidade para saber quando ir para lá.

Aumento súbito na sede e diminuição na urina
Esses sintomas podem ser sinal de desidratação ou de diabete gestacional, um problema que pode ser perigoso para a mãe e para o bebê.

Dor ou queimação na hora de fazer xixi, com febre, calafrios e dor nas costas
Esses sinais podem indicar uma infecção no trato urinário, que tem de ser tratada com antibióticos.
Vômitos severos
Vomitar mais que uma ou duas vezes por dia pode deixar você desidratada e fraca, mas não vai prejudicar o bebê. Você precisará conversar com o médico. Se você começar a vomitar de repente e estiver com febre, pode estar com alguma infecção.

Desmaio e tontura
Pode ser sinal de que você não se alimentou bem naquele dia, mas também pode significar que você está com a pressão baixa.

Muitas mulheres sentem vertigem durante a gravidez. Se você desmaiar, fale com o médico para que outras causas sejam descartadas.
Dor forte, por exemplo no baixo ventre, ou dos lados
Pode ser que você só tenha distendido um ligamento, mas também pode ser sinal de gravidez ectópica, aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro, mioma ou descolamento de placenta, por isso é importante falar com o médico.

Ausência ou forte redução nos movimentos do bebê depois da 22a semana
Se você não tiver sentido o bebê em 24 horas, ele pode estar em sofrimento, portanto procure o médico. (Leia mais sobre os movimentos do seu bebê, incluindo explicações sobre quando procurar ajuda.)

Coceira no corpo todo no final da gravidez, urina escura e fezes claras
Esses sintomas podem indicar hepatite ou outro problema no fígado, como a colestase obstétrica. Um pouco de coceira é normal, porque a pele está se esticando para acomodar o bebê, mas é melhor verificar.

Você caiu ou levou uma pancada na barriga
Quedas nem sempre são perigosas, mas fale com o médico no mesmo dia e explique o que aconteceu. Se você escorregou na escada e bateu o cóccix, provavelmente não tem com o que se preocupar; o bebê está protegido pelo útero e pelo líquido amniótico. Em casos raros, porém, pode haver complicações. Se você sentir contrações, perda de líquido ou sangramento, ligue para o médico na hora ou vá para o pronto-socorro mais próximo.

(Fonte: BabyCenter Brasil)

14 comentários 26/06/2009

Leite de caixinha estragado

vacamagra2

Mamífera que sou, amo leite. Estou falando de leite MESMO, não esse negócio branco que vem dentro de caixinhas de papelão. Já leu o que está escrito na caixinha  do chamado leite longa vida? Tem muitas coisas ali dentro que são colocadas justamente para garantir a tal longa vida. Mas eles juram que ali dentro tem leite também (ufa! que alívio).  Mas nem sempre foi assim: tomei leite de verdade, saído diretamente da vaca para a minha casa, durante muitos anos.

Deve ter gente que leu isso aí e não entendeu nada ( o leite sai da vaca? como assim???). Para vocês, leitores modernos, que acham que vaca é só uma palavra usada para ofender a mãe do juiz de futebol, aqui vai uma dica: pesquise no Google.

Tem gente que fala mal do leite in natura, por que “não é pasteurizado, pode estar contaminado, blá blá blá”. Ah, tá? O produto pausterizado pode não ter bactérias, mas pode ter soda caústica.  O que será que é pior? Tô num mato sem cachorro pasto sem vaca: se ficar a bactéria pega, se correr a soda cáustica come. Enfim, de qualquer forma, grávida que estou não poderia mesmo tomar o leite de verdade, justamente por causa do risco de contaminação por bactérias. Nem posso consumir queijos e outros derivados in natura. Ordem da médica: grávidas só podem consumir derivados de leite que sejam pasteurizados.

Momento cultural: O que é pasteurização? O produto é aquecido a temperaturas altíssimas e, em seguida, resfriado. Esse processo mata a maior parte das bactérias normalmente presentes no leite cru, sem (garantem os entendidos) alterar suas propriedades ou características)

Voltando às vacas gordas, deixei de consumir leite integral há anos. É que vacadeoculosdepois de uma certa idade, a gordura começa a acumular em setores específicos do corpo, como o culote, a barriga e a bunda. Quando isso começou a acontecer, troquei o arroz e o pão branco pelos integrais. O açúcar refinado pelo mascavo. Os doces por frutas (nem sempre, admito). E cla-la-ro, substituí o leite integral pelo desnatado. Aí começou o problema: não inventaram ainda a vaca light. (óquêi, eu sei o motivo desse sorrisinho malicioso na sua cara, você leu vaca light e logo lembrou da vizinha magrela que paquera seu marido,né? Bom, ela não serve como exemplo, por que não resolve o meu problema do leite desnatado)

Por isso, na época em que decidi ser menos gorda mais saudável, aderi ao leite desnatado de caixinha. Meu marido que é pão-duro mais econômico que eu, sempre aparece em casa com umas marcas assustadoramente desconhecidas. Ao ler as informações sobre a origem do produto na caixinha fico com a pulga atrás da orelha (bom, de qualquer forma, melhor a pulga atrás do que dentro da orelha, pois dentro incomodaria mais). Sou mais exigente que o Tio Patinhas (meu marido) e só compro marcas mais conhecidas, que geralmente são muito mais caras. (É daí que vem o ditado “o barato sai caro”).  Sei que compar a marca mais cara não é garantia de qualidade, mas deve ser mais seguro. Afinal de contas, uma empresa que já conquistou espaço no mercado tem um nome a zelar e não vai misturar soda cáustica e água oxigenada no leite, vai? (putz…pior é que vai, né? Aliás, FOI durante muito tempo e só descobriram em 2007, lembra?)

Ferva antes de beber

batavodesnatadoQuando vou às compras, só trago para casa leite desnatado de marcas bem conhecidas como Nestlé, Danone e Batavo (entre outras top de linha).  Mas há uns dias levei um baita susto e por pouco não ingeri leite estragado. Comprei duas caixinhas de leite desnatado Batavo. Abri uma, enchi uma xícara e coloquei no micro-ondas para esquentar. Quando o leite ferveu, ouvi o barulho de uma pequena explosão. Pensei que havia algum defeito no micro-ondas, mas o problema era o leite. O produto dentro da xícara havia adquirido um aspecto diferente, estava com cara de leite “coalhado”, sabe como é? Cheio de pedacinhos (como queijo) boiando e um cheiro esquisito. Olhei a caixinha que havia acabado de abrir e constantei:

a) o leite estava dentro da validade (só venceria no semestre seguinte)

b) não havia nenhum risco, amassado ou furo na caixa, portanto a embalagem não havia sido violada

c) o produto que estava na caixinha tinha cheiro e aparência normal, se eu tivesse tomado o leite sem ferver, teria ingerido o produto estragado sem perceber Abri a outra caixa, que havia comprado junto com aquela e coloquei um pouco do leite para ferver. Normal. O leite “subiu”, o cheiro era bom, o gosto também.

Encontrei na caixinha o número de atendimento ao cliente (0800) da Batavo e liguei para lá. Comuniquei o que havia acontecido. A atendente foi simpática, fez várias perguntas sobre a compra do leite (onde havia comprado, quando, etc.) e anotou meus dados pessoais. Ela pediu para eu guardar a caixinha de leite na geladeira que um representante passaria para pegar e deixaria outra (não estragada) no lugar. Cinco dias depois foram buscar a caixinha do leite estragado e deixaram uma outra unidade no lugar. Acho que fui bem legal com o pessoal da Batavo, né? Quem mais iria gastar tanto tempo para avisar que havia algo errado com um produto? Meu marido disse para eu jogar aquilo fora e deixar pra lá. Mas pensei que seria legal se a empresa tivesse a chance de detectar um problema e trabalhar para evitá-lo no futuro.

Ninguém da Batavo entrou em contato comigo depois disso para me explicar o que houve. O que eu imagino é que aquela caixa havia sofrido algum tipo de tratamento inadequado (na produção, armazenamento oleitegarrafavidrou distribuição). Pode ter ficado guardada num lugar não muito fresco e arejado no depósito do supermercado, por exemplo.

O problema (estamos chegando finalmente à moral da história) é que na caixinha de leite está escrito  “Não precisa ferver”. Sempre levei isso a sério e tomei muito leite de caixinha sem ferver: misturava direto no achocolatado, nos cereais, na massa do bolo. Imagina só se naquele dia eu não tivesse fervido o leite? Numa época “normal” da minha vida, talvez a consequência fosse uma desinteria brava. Mas no meio de uma gravidez, ingerir um produto estragado pode ser fatal para a gestação. A partir daquele dia, passei a retirar todo o leite da caixinha, fervê-lo e guardá-lo em garrafas de vidro devidamente esterilizadas. Assim tenho sempre leite geladinho para adicionar aos sucrilhos, mas sem correr o risco de ingerir um produto estragado. Continuo comprando as marcas que considero boas, inclusive a Batavo, pois aquela caixinha provavelmente foi adulterada no armazenamento errado no supermercado. Moral da história (eba, chegou!!): ferva o leite.

Post Scriptum: Olha só que coincidência. Estava escrevendo sobre o que aconteceu e descobri que o Pai dos Trigêmeos (ele é conhecido assim) havia publicado no  Blog dos Trigêmeos (que eu adoro e visito sempre) um texto muito legal sobre o mesmo assunto: as esquisitices do leite de caixinha. Vale a pena conferir: clique aqui.

10 comentários 25/06/2009

Troca-se: conselhos por fraldas

blablablaSe em vez de conselhos as pessoas me dessem pacotes de fraldas, ajudariam muito mais. Vou lançar a campanha: “poupe seu conselho e em vez dele me dê um pacote de fraldas”. Fraldas são mais úteis. Mas como conselho é mais barato, melhor ir acostumando com a idéia de que todo mundo à minha volta vai contribuir com pelo menos um. Dizem que piora depois que o nenê nasce. Afinal, todo brasileiro é técnico de futebol. E toda brasileira é pediatra. A Letícia, do blog Mamie Bella, traduziu em palavras o que tenho experimentado em sensações desde que engravidei. Então lá vai um conselho para você, amiga grávida: vale a pena ler o que a Letícia escreveu.  Clique aqui para ir lá se aconselhar sobre conselhos.

2 comentários 25/06/2009

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iconetwitterPara seguir o Blog da Grávida no Twitter, clique no passarinho ou clique aqui.

4 comentários 24/06/2009

O parto de Naninha

Tô desidratada de tanto chorar ao ler o relato do parto de Naninha. Foi tão emocionante imaginá-la a caminho do hospital. Depois li de novo e me imaginei no lugar dela, minutos antes de finalmente ver o rostinho do meu bebê…para para para que já vou chorar de novo. Vai lá ler pra ver se você não chora também. Vai lá, então, enquanto eu tomo uns litros d´água pra repor o que perdi: Blog da Naninha.

Add a comment 23/06/2009

(Falta de) Sexo na gravidez

Tirem as crianças da frente do monitor que hoje o assunto é SEXO.

Neeeeem adianta se animar, colega, sossega o facho por que,  na verdade é sobre falta de sexo. De falta de vontade de fazer sexo. Broxante, né?

SexoNaGravidezJá ouviu falar naquela história de que mulher grávida vira ninfomaníaca, ataca o marido (ou seja lá quem for) duas ou três vezes por dia? Meu marido já ouviu e acreditou. Tadinho, mas logo descobriu que é tudo lenda. Tenho até uma teoria de como tal lenda surgiu: foi inventada por uma mulher que queria muito engravidar, mas o marido não estava de acordo. Para convencê-lo, ela mentiu e afirmou que gravidez aumenta a libido da mulher. Claro que o marido topou na hora ter quantos filhos ela quisesse parir.

Pior é que o cara deve ter cobrado isso da mulher a gravidez toda. Pior nada. Bem feito pra danada, que teve de pagar caro pela invenção. Infelizmente, as outras grávidas que sucederam aquela mentirosa cara-de-pau também pagaram a conta e continuam pagando até hoje. Como eu. Aliás, não como (se é que você entende * risadinha maliciosa *).

Como toda regra, claro que há exceções e imploro a elas que não se manifestem. Sejam solidárias à grávida assexuada que vos escreve e não entupam minha caixa postal com histórias pervertidas de como transaram como doidas durante a gravidez. Contar dinheiro na frente de pobre é maldade.

Meu marido apareceu aqui semanas atrás com uma revista Pais&Filhos, todo sorridente. Estava achando tão lindo, romântico e fofo ele lembrar de mim e trazer presente quando o tarado apontou uma das chamadas de capa da revista: “Pesquisa revela que gestação pode ser afrodisíaca”. Pedi para ele concentrar na palavra principal daquela frase. “Hmmm…hehehe…afrodisíaca?”, perguntou, já me agarrando. “Não“, empurrei o afoito. “A palavra-chave aqui, cara-pálida, é PODE. Isso quer dizer que nem sempre é assim. Aliás, quase nunca é. Pode e não pode ser, entendeu?”. Não gostou, mas entendeu. A reportagem foi a derradeira tentativa de despertar em mim o desejo tarado de transar enlouquecidamente durante a gravidez. Falhou, como todo o resto (melhor não entrar em detalhes sobre  todo o resto, fico vermelha só de lembrar).

Ô, dó! Imagino o que meu amado está passando. Desde que casamos a coisa sempre ferveu. Apaixonados de corpo, alma e chantilly. Tarada por ele, ele por mim. Aqui ninguém nunca havia passado vontade. Era um tal de fazer matinê e depois repetir à noite. Perdi as contas de quantas vezes um acordou o outro no meio da madrugada (e quem era despertado nunca reclamava).

Mas atentem para o tempo verbal: “ninguém nunca havia passado vontade”. Agora tem alguém que passa vontade todo dia. E não sou eu (se é que você me entende *risadinha irônica*). Fingir que tô a fim, não finjo. Não tenho vocação pra atriz, muito menos do estilo pornôgravidezsexo.

Fiquei preocupada com a queda repentina de interesse por sexo, ainda mais que estava contaminada pela noção errônea de que as grávidas são ninfomaníacas. Passei as primeiras semanas inteiras esperando baixar em mim essa sanguessuga sexual de marido e nada. “Baixa neste corpo que te pertence, sua tarada barriguda”. Nada. Comprei lingerie nova, acendi velas cheirosas, vi filme erótico. Nada. Ne-nhu-ma vontade de por isso naquilo e aquilo naquela outra. Daí coloquei lá na listinha de coisas que não podia esquecer de perguntar pra médica na segunda consulta: “Por que eu não tenho mais vontade de dar para aquele homem lindo, gostoso e apaixonado, que eu amo tanto? Me salva, doutora!”

Mais uma vez minha paciente médica (entendeu o trocadilho? paciente…médica..ai que bobagem..) abriu um sorriso compreensivo e carinhoso. “Seu corpo, sua mente, seu coração, você inteira está voltada para uma única missão: gestar um novo ser. É normal não sobrar espaço para nenhum outro interesse na sua vida. Sem falar na confusão hormonal que acontece.” Ela explicou ainda que essa história de grávida ninfomaníaca não é tão verdadeira quanto as pessoas pensam, depende muito de cada mulher, do quanto a gravidez foi desejada, de fatores psicológicos, físicos, dos hormônios, etc. E jurou que relatos como o meu são muito mais comuns no consultório dela. (Ahá, mas claro, né, só faltava alguém chegar no consultório reclamando que não aguenta mais tanta vontade de fazer sexo…)

Além do mais, lembrou que no início da gravidez é praticamente impossível ter desejo em meio àquela confusão de náuseas, sonolência, dor nos seios, enjoos, mau humor, vontade de chorar, fadiga. Quando tudo isso passa, a barriga já cresceu e aí vai ficando cada vez mais complicado achar posição confortável, agir com naturalidade, aceitar que a cinturinha desapareceu e se sentir sexy na calcinha tamanho G (100% algodão). calcinhaextraG


Claro que meu marido entendeu tudo, por que é compreensivo e apaixonado. Mas, em todo caso, invoquei a sagrada promessa do passado: “Fiel na tristeza, na alegria, na saúde, na doença… viu, amor? Em nenhum momento foi prometido algo como ‘farás sexo durante a gravidez’, né?” Ele entende e respeita minha falta de vontade. Assim como entendo o que ele está passando. A gravidez me deixou com muito mais peito, bunda, coxa. Imagina só a situação: o playground foi reformado, parece tão mais colorido e divertido, e ele não tem direito de brincar? Sacanagem, né? Ahá, bem que ele queria que fosse sacanagem. Mas não rola. Hoje pelo menos, não.

Dá pra contar nos dedos da mão esquerda quantas vezes transamos nos últimos quatro meses. Por um lado é bom, por que assim a mão direita  fica livre pra fazer por ele o que eu não faço (se é que você me entende) Nas poucas vezes que tive vontade, não aproveitei como merecia. Fiquei com medo. EU SEI. EU SEI. Não precisa dizer que não tem perigo para o bebê, a não ser em casos específicos, por ordem médica, no final da gestação (por que estimula contrações), blá blá blá. Também li sobre o assunto. O lado lógico do meu cérebro sabe de cor essa lição sobre como sexo na gravidez é saudável, permitido, etc. Mas só na teoria. Na hora da prática fico tensa toda vez que lembro do bebê. Bobagem? Pode até ser, mas na hora não parece. Bem que eu quero, mas não rola um “relaxa e goza”, Marta Suplicy!

Talvez isso mude mais pra frente (prometo que conto aqui se me transformar numa grávida tarada uivando na noite de lua cheia) Mas até lá, a coisa funciona da seguinte maneira:cadeado

-> Muito banho frio (pra ele, não pra mim,né?)

-> Não deixo a mulherada safada e tarada (e não-grávida, portanto) do escritório do marido saber da fase “seca” dele. Lá já fiz questão de divulgar o quanto fiquei insaciável depois que engravidei.

-> Evito sempre que possível que o marido tenha acesso a pesquisas e reportagens que incentivam a lenda da grávida ninfomaníaca. Sem acesso ao Google até o bebê nascer, portanto.

-> Matriculei o marido numa academia  pra ele gastar bastante energia lá e ficar tão exauso e desinteressado em “exercícios físicos” quanto eu. (Pesquisei antes e descobri um horário “seguro”, sem mulheres lindas-suadas-malhadas-disponíveis, por que aí o tiro sairia pela culatra, né? E não seria pela minha culatra, então não pode.)

-> Proibi o marido de ler o blog da LuBrasil, por que se ele vir as fotos do Dia dos Namorados de lá vai achar que toda grávida deve usar lingerie vermelha e fazer sexo selvagem. Como, por enquanto, aqui em casa isso é lenda, melhor restringir o acesso. Em todo caso, se ele acessar o blog,  vou apelar para a teoria de que o casal Brasil não é real, bom demais pra ser verdade. Ou que a Lu é mentirosa compulsiva. Ou que lá no Pará é diferente do resto do país, lá as grávidas transam. (não, essa não é boa, por que ele vai querer mudar pra lá e eu vou morrer de saudade de mainha..)

-> Comprar jogos novos para o Wii e o Playstation pra ele ter com o que brincar enquanto meus brinquedos estão fechados pra balanço

-> Liberar os amigos pra assistir a todos os jogos de todos os campeonatos (até o varzeano) aqui em casa, com direito a salgadinhos, cerveja gelada e muita bagunça.  Assim os amigos retornam de madrugada pra suas casas, totalmente bêbados e fedidos e no dia seguinte meu marido não é o único a reclamar que não transou com a mulher.

40 comentários 23/06/2009

Grávida e com olheiras

Grávida dormindoNo príncipio, era o sono, que agora deu lugar a uma insônia intensa. Dois sintomas originais de fábrica, que já vem instalados na grávida, conforme assuntei por aí em pesquisa informal com ex-gestantes. Mas não se desespere se você não sente ou não sentiu (sono e insônia). Não tem nada errado com você. Pois é claro que há exceções, casos em que talvez os sintomas tenham sido danificados numa batida leve ou furtados durante a noite. Mas é quase regra que grávidas tenham  esses dois acessórios acoplados: sono e insônia. Isso já não acontece com os chamados sintomas opcionais, que acometem um número reduzido de sortudas, como é o caso de coceira braba na zona sul (éééé…lááá, você sabe onde, conhecida também como “área de lazer”) ou desejo incontrolável de comer tijolo às três da manhã, por exemplo.

No início da gravidez eu só pensava em dormir. Deitava assim que anoitecia e levantava pouco antes do almoço, na marra. Só saía da cama por que sentia muita fome. Sono e fome brigavam dentro de mim até o estômago roncar tão alto que ficava impossível dormir com aquele barulho todo que vinha da minha barriga, então era obrigada a me arrastar até a geladeira. Dormia tantas horas seguidas e tão profundamente que meu marido sofria, achando que eu havia entrado em coma. De vez em quando ele abria a porta do quarto, me acordava devargazinho, tentava despertar a Grávida Adormecida. Mas não queria saber de príncipes, nem de sapos. Minha paixão eram os travesseiros. Então eu resmungava, virava pro lado e continuava dormindo. Parecia que estava dopada. Quando conseguia sair da cama, continuava  fadigada, sentindo sono, cansaço e falta de energia.

Durou pouco aquela festa na cama.Por que a super bexiga de grávida entrou em ação. Comecei a levantar várias vezes durante a noite para fazer xixi e isso cortava o sono, destruía o entorpecimento. Mesmo assim, ainda dormia muito. Mas aos poucos a sonolência exagerada foi passando e voltei ao habitual dormir cedo e acordar cedo, pelo menos 8 horas por noite.

Insônia

No início do terceiro mês de gestação comecei a sofrer de insônia. Comentei insoniacom algumas amigas e a maioria disse que teve isso também. Problema que dura até hoje, nas minhas mais de 18 semanas de gravidez. Não tenho vontade de dormir, fico lutando contra o sono, quero ficar acordada o máximo que puder. Não deito antes das 2 horas da manhã. Quando o sol aparece, já estou de pé novamente, sem precisar de despertador. Durmo no máximo quatro horas por noite. À tarde o sono bate pesado, mas não posso deitar, tenho que trabalhar. A primeira vez que isso aconteceu, passei a tarde sonhando acordada com a minha cama e me imaginando deitada em cima dela. Pensei que chegaria em casa e desabaria de sono. Mas não aconteceu. Assim que consegui deitar, o sono passou. O corpo estava cansado, mas a cabeça funcionava sem parar e não me deixava dormir.

Não tomo cafeína desde o início da gravidez, então não é isso que atrapalha. Tentei todas as dicas que ensinam para curar insônia. Mas nada adianta. E  a aflição aumenta cada vez que ouço (e as pessoas dizem tanto isso que eu estaria milionária se ganhasse um dólar cada vez que escuto) “Aproveite para dormir agora, por que depois que o bebê nascer…vixe…você nunca mais vai dormir direito”.

4 comentários 22/06/2009

Grávida contorcionista

Minha maior frustração é não conseguir beijar minha barriga. O bebê dentro dela já ganhou beijo do papai, da vovó, dos priminhos. Mas a mamãe vai ter de esperar mais de 5 meses ainda para poder realizar esse sonho. Será que as contorcionistas do Cirque du Soleil conseguem?

contorcionista

4 comentários 22/06/2009

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