Mamãe Sexy

18/06/2009 blogdagravida
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Não julgue um livro pela capa

Não julgue um livro pela capa

A máxima “Não compre um livro pela capa” ganhou novo significado para mim na terceira semana de gravidez. Se fosse pela capa e pelo nome, eu jamais teria lido “Mamãe Sexy – um guia para sobreviver à maternidade mantendo-se mulher” (Betty Londergan, Editora Gente). Só dei uma olhada por sugestão da atendente da livraria. “Mamãe Sexy” estava no topo da pilha que a atendente trouxe, depois que pedi para ver livros sobre gravidez.

Top colado ao corpo,  barrigão de fora, mini saia e  salto alto (agulha, ainda por cima) definitivamente não compõem o figurino que imagino para uma gestante. Por isso o desenho da capa serviu como repelente para mim. Mas havia uma outra cliente grávida ao meu lado e ela comentou: “Eu já li esse aí, é ótimo! Você está grávida?” Fiz que sim com a cabeça (havia descoberto fazia três dias e ainda estava me acostumando com a idéia, por isso não consegui usar palavras, deixei apenas o pescoço jogar a cabeça pra frente e pra trás, lentamente, num estranho gesto positivo). Mas a outra grávida nem pareceu perceber minha indecisão e sugeriu: “Dá uma folheadinha, o texto é divertido”.

Folheei, gostei, comprei. Estou pensando em colocar uma capa nele, daquelas de plástico, igual fazia no colégio quando era criança (faz teeeeeeempo). Por dentro o livro vale a pena. A autora, Betty Londergan, foi mãe solteira, aos 37 anos. Ela havia passado por tratamento de infertilidade durante três anos, havia recebido um diagnóstico ruim e não esperava conseguir ficar grávida. Mas aconteceu e ela teve uma menina. De forma divertida e honesta, ela dá conselhos sobre como nós, gestantes, devemos enfrentar a gravidez, os palpiteiros à nossa volta, as mudanças de humor, o aumento de peso, o parto e tudo o que vem em seguida (educar uma criança, até pelo menos ela completar 20 anos!).

Quer folhear um pouquinho o livro? Aí estão alguns trechos:

“Parabéns, você está grávida! Você não só terá uma aparência medonha nos próximos nove meses, como também poderá dizer adeus à vida como a conhece, pois ela nunca mais será a mesma. A boa notícia é que você também irá se apaixonar perdidamente por seu Pacotinho Precioso, mas, sejamos honestas, sua vida e seu corpo são um preço bem alto a pagar por esse privilégio. Entretanto, você fez sua cama e agora deve dormir nela. (É claro, se você dormisse um pouco mais e namorasse um pouco menos, não estaria nesse estado interessante.)”

“Por que as mulheres cuja gestação traz à tona a luxúria interior sempre querem compartilhar esses instintos com aquelas que só querem dormir durante os nove meses e ser deixadas em paz? (…)Apóio totalmente o direito que uma mulher tem de preferir ler a bula de uma pomada para hemorróidas a uma transa em qualquer dia da semana.”

“Do sétimo ao nono mês – o trecho final. Não vamos dourar a pílula. Essa é a parte patética da gravidez. Você fica imensa. Anda bamboleando. Suas emoções parecem uma montanha-russa. Você é um trêmulo poço de carência. É assim mesmo que deve ser. Desse modo, na hora de o bebê nascer, você não vai se importar por passar pelas indescritíveis agonias do trabalho de parto, ficar acordada com um bebê insone durante 48 horas consecutivas, nem se o leite que sai de seus seios manchar aquela sua linda blusa. Que alívio! Pelo menos você não está mais grávida!”

“A cesariana até que não foi tão ruim. Mesmo. Toma-se muita anestesia – a tal ponto que você não sente nada por baixo do lençol que colocam em seu peito, para impedir que você desmaie ao ver o que estão fazendo lá embaixo. Muitas pessoas ficam à sua volta fazendo o que parece ser a troca de um pneu do seu abdome. E depois, surpreendente, maravilhosa e repentinamente, tiram um bebê lindo, perfeito e adorável de dentro de sua barriga. Depois de todo aquele tempo eu ainda não acreditava que havia um bebê ali. Como foi que ela ficou tão rosada e brilhante naquela escuridão?”

“Mais cedo ou mais tarde, vão deixar que você saia do hospital com seu bebê. Essa é uma experiência inacreditável. Nesse lugar há centenas de pessoas importantes com diplomas médicos e muito tempo de experiência profissional e vão deixar que você saia com um bebê que conheceu há poucos dias. Em uma sequência surrealista de eventos, a expulsam de seu quarto confortável, pegam seu dinheiro, mandam-na embora e a deixam na calçada, com um bebê nos braços. “

No final do livro há ainda um capítulo especialmente dedicado às mães solteiras, com 15 regras para o que a autora chama de “voo solo”.
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Entry Filed under: Dicas de leitura,Diversão

2 Comments Add your own

  • 1. Helga  |  19/06/2009 às 10:33

    Uhn não comprei nenhum livro sobre gravidez..mas tbm quase devorava o computador lendo coisas na internet…e encontrei coisas boas que me ajudaram e coisas ruins que me preocuparam…Sobre o penultimo post seu, sobre o país da gravidas é verdade..menina eu tbm quase morri com muitos resultados de exames e não passavam de bobagens..e sabe que acredito que se engravidar de novo algum dia vou ficar asism paranóica outra vez…bjs querida

  • 2. Maura  |  20/06/2009 às 20:41

    Já adicionei à minha lista!


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