Arquivo para julho 1st, 2009




Chute oficial do bebê

bebebolaSenti um chute do bebê pela primeira vez há uns dez minutos. Havia começado a escrever sobre outra coisa que aconteceu hoje (fica pra amanhã, cla-la-ro). Havia feito uma pausa para tomar água e colocado uma das mãos sobre a barriga, logo abaixo do umbigo (já virou ação automática pra mim, isso de colocar a mão na barriga). Foi quando senti o chute. Forte e demorado. Como se ele quisesse dizer: hey, mãe, desta vez estou chutando para valer, pra você não ter dúvidas de que sou eu e não o seu intestino.

Foi uma sensação incrível. Me pegou de surpresa. Soltei uma exclamação e comecei a chorar enquanto conversava com ele e agradecia o chute. Fiquei ainda um tempo com a mão no mesmo lugar, ansiosa por outros movimentos, mas ele parece ter aquietado. Tudo o que sinto agora é o seu coraçãozinho pulsando logo abaixo do meu umbigo.

Ufa! Que alívio! Como ansiei por esse chute (grávida é tudo masoquista, à espera dos chutes e socos). No último fim de semana tive um ataque de choro depois que uma senhora perguntou pra mim se o bebê mexia muito. Na hora respondi que sim. Não foi mentira, afinal, nas ultrassonografias ele sempre estava super agitado, com bracinhos e perninhas em movimento. Ela não havia perguntado se eu sentia o bebê mexer. Havia perguntado se ele mexia. Mexe muito. Verdade. E está até gravado em DVD. Depois que respondi sorridente à pergunta, fui me enfiar no banheiro da festa e fiquei lá chorando sozinha, pensando se havia alguma coisa errada comigo, por não sentir o bebê se movendo.

É uma emoção muito grande. Como se aquele pequeno borrãozinho das ultrassonografias ganhasse formas mais nítidas. Tão nítidas que posso senti-las em movimento dentro de mim. Parece que tudo ficou mais real e fez muito mais sentido agora. Nunca imaginei que fosse gostar tanto assim de levar um chute (ou um soco, não sei bem em qual categoria de “porrada na mamãe” se encaixa o que aconteceu há pouco).

Algumas vezes eu achei que havia percebido movimentos do bebê, mas não tive certeza. Poderia muito bem ser alguma outra coisa, como gases.  Hoje na hora do almoço eu havia sentido algo bem diferente das outras vezes. Era parecido com bolhinhas de ar subindo dentro da água. Sabe quando a gente afunda uma garrafa vazia dentro de um balde cheio de água e borbulha? Era assim. Na hora pensei: desta vez é certeza, é o bebê. Mas no fundo não tinha certeza. Queria muito que fosse o bebê, mas a verdade é que ainda estava em dúvida.  Agora sei que era ele, sim. Certamente meu pequeno pacotinho estava ensaiando o grande chute oficial desta noite, uma quarta-feira, final de campeonato. O chute veio logo depois que começaram a pipocar os primeiros fogos de artifício, que já viraram tradição nas quartas-feiras. Goooooooooooool, meu amor!

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38 comentários 01/07/2009

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