ERA UMA VEZ…

11/09/2009 blogdagravida
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InfanciaFeliz…uma menina muito amada, filha de pais maravilhosos, criada entre irmãos carinhosos (que trocavam porradas diariamente entre eles, mas ai se alguém de fora tentasse fazer o mesmo com um dos irmãos, nem pensar. O lema era “só eu posso bater no meu irmão”), que cresceu ouvindo sobre como seus pais haviam desejado aquela família, haviam planejado aquela casa cheia de crianças, uma nascendo logo após a outra e formando aquela barulhenta EuComiaLivros“escadinha” infantil. Era uma vida simples,  mantida com o salário de dois professores (na época isso ainda era profissão respeitada no Brasil). Mas era organizada e feliz. Pouca TV, muitas brincadeiras, muito carinho, amor e os livros. Ah…eles estavam por toda parte: nos quartos, sala, banheiro, quintal. Tropeçávamos nos grossos volumes com histórias sobre a turminha do Sítio do Picapau Amarelo, em coleções completas de clássicos infantis e em exemplares de uma didática literatura de iniciação sexual como o divertido “De Onde Viemos?”.

A menina podia conversar sobre o que quisesse com seus pais. Eles falavam sobre namorados, sexo, bebês, camisinha, doenças, anticoncepcional. Não havia mistério. Bastava perguntar e obter a resposta honesta, a explicação real. Nada de fantasia e enrolação. Tudo isso num tempo em que ainda não havia internet e nem os programas de tv com temas pré-adolescentes. Os amigos da menina não tinham aquela liberdade com os próprios pais. Era na casa da menina que eles buscavam soluções para algumas dúvidas mortais: “beijar engravida?”, “por que minha prima ficou menstruada e eu não?”, “o que é camisinha?”, “meus peitos vão crescer um dia?”

Os pais da menina sempre entenderam que o diálogo era a melhor forma de evitar que os filhos fizessem alguma besteira por pura falta de informação.  Sabiam que deixar todas as vias de contato abertas criava uma rede de confiança dentro de casa, capaz de evitar que os filhos caíssem nas armadilhas do mundo lá fora. O maior medo dos pais era um possível envolvimento com drogas, o risco de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas.

PaiZelosoAlém de muita conversa, havia também um trabalho rigoroso de fiscalização da conduta de cada um dos filhos. As regras em relação ao horário para chegar em casa à noite, por exemplo, eram muito rígidas. Claro que isso rendeu discussões e lágrimas todas as vezes em os adolescentes foram proibidos de ir a uma festa ou viagem com a turma. Brigas históricas aconteceram quando a menina arranjou o primeiro namorado e no dia em que o caçula disse que queria usar brinco. Eram pais que exigiam muito dos filhos no comportamento, no cuidado com a saúde e nos estudos.

Grávida de seu primeiro filho, a menina pensa em tudo o que os pais fizeram e ainda fazem por ela:

– Quanto trabalho eles tiveram!

Eles realmente educaram seus filhos. E isso não é fácil. Exige alto investimento de tempo, energia, dedicação, paciência. Tudo sem retorno garantido. Um trabalho feito para benefício do mundo, já que essas crianças preparadas com tanta dedicação e carinho logo se tornaram adultas e foram trilhar seus caminhos. Quando saíram de casa, estavam preparados, tinham a “cabeça feita”. Mesmo que os “amigos” provocassem: “Ah, como você é careta!”, os irmãos não mudavam de opinião, seguiam o que acreditavam, o que haviam aprendido. Nada de drogas, nem excessos alcoólicos (ok, talvez um ou dois porres em festas da universidade). As conversas sobre sexo seguro e maternidade/paternidade responsável foram as que renderam mais frutos. Aliás, não renderam. Os irmãos se tornaram adultos, formados em boas universidades, com bons empregos, bem casados e…sem filhos.

Os pais deles pediam:

– Ok, agora chega de tanto cuidado, queremos netos!

Mas os irmãos estavam munidos de muitas informações sobre o que é ter uma família. Tinham consciência da responsabilidade que é gerar uma vida. Todos ficaram anos planejando os filhos, em busca de mais preparo emocional e financeiro. Haviam aprendido com seus pais que o primeiro pensamento no momento da descoberta de um gravidez deve ser sempre:

– Que alegria!

E nunca:

– Que merda!

Algo que só é possível quando a criança é planejada e muito desejada. Loucos de vontade de ser avós, os pais dos irmãos já estavam quase arrependidos de tudo o que haviam ensinado sobre responsabilidade e controle de natalidade:

– Chega, queremos netos!

O pioneiro foi o caçula, seguido de perto pelos outros.  A menina adorava os sobrinhos, mas ainda não sentia-se preparada. Ela já havia encontrado o amor da sua vida  e juntos eles haviam decidido que um dia teriam um filho. Mas protelavam, sempre à espera do melhor momento, que não chegava nunca.  A cada dia surgia uma nova razão para adiarem a chegada do filho: precisavam de um carro melhor, um dos dois havia ficado desempregado, uma doença que exigia cirurgia e tratamento, a pós-graduação precisava ser concluída, a possibilidade de mudança de cidade no ano seguinte.

No fundo ela sabia que o problema era outro: medo de não ser uma boa mãe, de não estar pronta para assumir a responsabilidade de ter em suas mãos a vida de outra pessoa, o futuro de alguém, o poder de moldar um destino. Receio de não ser capaz de lidar com a intensidade do amor incondicional que invadiria a sua vida e a de seu companheiro. Ela tinha os melhores pais do mundo e sonhava em ser capaz de oferecer aquilo a seu filho também. E se falhasse?

O tempo foi passando, ela tinha agora 34 anos. Teria ficado tarde? Seria melhor deixar para lá?

Perguntas respondidas numa noite de verão. Haviam acabado de completar seis anos de casados, estavam deitados lado a lado, num daqueles momentos de total cumplicidade e ternura dos amores sãos. Ele falou:

– Vamos ter um filho.

Ela queria, mas…

– …as prestações da casa…e essa  crise mundial…tem uma ameaça de demissão no ar…e eu já tenho 34 anos..não ficou tarde demais?

Ele olhou bem para ela e não precisou usar palavras. No olhar dele estavam descritas todas as razões. Era a hora de calar a mente e deixar o coração falar. Havia amor, maturidade, união e uma casa espaçosa com um bom quintal. Vai dar certo! Seremos capazes! – eles disseram um ao outro, sem precisar abrir a boca.

E então veio o melhor da festa:  fazer o filho. Duas pessoas apaixonadas e concentradas numa missão cheia de amor. O melhor sexo da vida deles. Estavam adorando a perspectiva de passar algum tempo naquele divertido e prazeroso prTestePositivoojeto:

– Ah, nós vamos ficar alguns meses nisso, tentando fazer esse filho. Certeza!

Apenas duas semanas e meia depois ela descobriu que estava grávida e contou ao marido:

– Que alegria! – exclamaram juntos.

E viveram felizes para sempre. Nos meses seguintes a alegria foi  interrompida várias algumas vezes por crises de angústia, choro, gases, incertezas, insônia, cãimbras.

E jamais será possível escrever nesta história o tradicional “FIM” dos contos que começam com “ERA UMA VEZ..”, pois a maternidade/paternidade é uma aventura sem final, é um aprendizado que começa ainda quando os futuros papais são apenas meninas e meninos.

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Entry Filed under: Gestação,Histórias de grávida

19 Comments Add your own

  • 1. Amanda  |  11/09/2009 às 19:10

    AMo seu blog, e desta vez até enviei o link para meus pais, me identifiquei muito com essa história e o medo é o mesmo. A resposta a isso provavelmente é a mesma que escutei da minha mãe: “Eu errei, seu pai errou e vocês errarão também, mas será sempre por amor”. A vida continua… bjss

    • 2. blogdagravida  |  11/09/2009 às 20:57

      Vixe…agora tem vovô e vovó lendo o blog? Vou ter de melhorar o vocabulário…kkkk Não posso mais escrever “merda”??! kkkk Obrigada pelo que escreveu, adorei! Beijo!

      • 3. Amanda  |  12/09/2009 às 8:42

        Imagina, meus pais adoraram! Você está certa, precisamos nos preparar para todos os cenários possíveis. Bjss

  • 4. naninha  |  11/09/2009 às 19:43

    Ai q merda…
    é a coisa mais seria desse mundo… é essencialmente sentimental… mas para ser realmente bem sucedida precisa ser tambem muito racional… as vezes a vontade de mandar tudo p PQP é grande e a emoçao nessa hor anõa vai educar nada… nessas horas a razao tem que vir com tudo… respirar fundo… lembrar quem é aquela criança ali e pensar quem é voce naquele momento… sim… vc é a mae daquela criança ali… voce tem a responsabilidade administrativa sobre aquela vida… eu nao sei… acho u peso muito , muito grande para pesoas tao humanas como nós…(rsrsr) mas pensando bem… nao quero ser perfeita(pq na perfeiçao nao cabe o erro) mas quero ensinnar meus filhos como voltarem atras e consertarem seus erros assim como muitas vezes fiz e ainda terei q fazer diante deles… amiga… é duro… não acho q faço o melhor que um dia poderei fazer… mas sei q tento caminhar para isso. Preciso ainda mudar tanta coisa… e o palavrao no inicio deste comentario é por isso… me olho no espelho e nao vejo a magem de mae que eu queria ser… quase toda noite vou dormir pensando q deveria ter feito diferente…
    Mas… na boa… acho q vc tera mais condiçoes para isso! rsrsr

    Continuo esse papo depois…

    bjinhos

    desculpa o desabafo

    naninha

    • 5. blogdagravida  |  11/09/2009 às 21:11

      Naninha,
      ouvi algo muito legal de uma obstetra (que não é a minha) esses dias, durante um encontro de grávidas de primeira viagem. Até comecei um post sobre isso (mais um dos posts que um dia eu vou terminar hehehe). Ela falou que as expectativas é que atrapalham. Isso vale para tudo na vida e vale também para a gravidez, para a maternidade. “Desejar muito algo ou desejar que algo aconteça de um determinado jeito quase sempre resulta em decepção”. Foi o que ela disse. É verdade. Uma coisa é a mãe que nós sonhamos em ser, outra é a que nós seremos de verdade. Uma coisa é o filho que sonhamos em ter, outra é o filho que teremos de verdade. Idealizamos a atuação do nosso marido também. E nunca é como nós imaginamos. Às vezes é melhor, às vezes é pior. Mas geralmente é muito diferente do que imaginamos. É por isso que a gente se decepciona tanto. O que ela disse faz muito sentido: nós temos que esperar para ver o que vai ser…e a partir daí trabalharmos para tentar melhorar o que não estiver bom. Mas fala: dá pra ficar grávida sem sonhar com o futuro????

  • 6. naninha  |  11/09/2009 às 19:48

    Aaaa tava me esquecendo, entra no teu email do blog vai!
    rsrsr

  • 7. Tathy  |  12/09/2009 às 9:26

    Amei o post!!! Que bom que a sua estrutura familiar foi forte e isso vai te dar segurança pra vc construir a sua família. Tenho certeza que vc será uma mãe e tanto.

    Bjssssssssss

  • 8. Juliana Pereira  |  12/09/2009 às 10:00

    Queria ter feito as coisas assim que nem vc e ter planejado melhor tudo . E sempre melhor qdo os filhos sao planejados. Mas comigo aconteceu de ficar gravida qdo era mto menina ainda e tentaram q eu casase com o pai da minha filha e e claro q nao deu certo pq eramos muito jovens e nao sabia nada da vida, so q o amor de mae e gde e agradeco a deus sempre pela filha linda q tenho.Adoro o blog e esse txt e um gde exemplo de como pai e mae precisam ter pes no chao.

  • 9. Patrícia  |  12/09/2009 às 17:03

    Bem vc já deve imaginar oq eu pensei qdo descobri q estava grávida né? rs… foi literalmente, agoraaaa fudeuuuu tudo, já eraaaa, acabei com minha vida, hahahaha. Mal sabia eu q presente mais maravilhoso estava pra chegar, adoro ser mãe, minha filha é a coisa mais fofa do mundo (pelo menos pra mim, rs) e descobri finalmente oq é amar de verdade alguém.

    Beijinhos =***********

  • 10. pridsm  |  12/09/2009 às 19:22

    Colega blog da grávida, minha história é muito semelhante à essa da “menina” que vc contou. A única diferença é que tenho 29 anos, mas eu e meu marido (vamos fazer 5 anos de casados)esperamos, pensamos, protelamos, planejamos tanto quanto. E temos plena certeza que foi a melhor escolha das nossas vidas!!!!

    beijos

    Pri

  • 11. Luciana  |  13/09/2009 às 6:32

    Amei! Tenho acompanhado seu blog desde que descobri que estou gravida (agora de 6 meses) e acho seus textos muito bem escritos e emocionantes.
    Ha 6 meses estou morando em Viena na Austria, e depois de 13 anos decidimos tentar nosso segundo filho (ou melhor agora eh uma filha). Essa gravidez tambem tem toda a carga de ansiedade, pois estou num pais diferente, sem falar alemao, com um filho adolescente (que diga-se de passagem ate agora eh um anjo) em uma escola internacional com uma sobrecarga de responsabilidade, e de certa forma cobrancas, que tento amenizar ajudando e participando da sua vida mais ativamente de quando estava no Brasil. Tambem tendo que lutar contra um sentimento de frustracao por ter largado a sua vida profissional, sua carreira, seus familiares, seus amigos, a cidade que sempre amou, no pais que ama mais ainda, para acompanhar o seu marido, cuidar da casa, da alimentacao de todos, cuidar do cachorro e acima de tudo ser mae em tempo integral. Ufa! Mas tenho certeza de que nao irei me arrepender.
    Enfim, as historias sao diferentes, mas os desafios sao sempre grandes!
    Te desejo boa sorte e muitas felicidades.
    Abracos
    Luciana

    • 12. blogdagravida  |  13/09/2009 às 11:03

      Olá, Luciana! Já é difícil criar um filho com toda a família por perto, no meio em que conhecemos. Nem consigo imaginar como seja isso na sua situação! Mas se você toma as decisões com amor, tudo acaba dando certo no final, pois o amor é o combustível ideal para superarmos os obstáculos! Você tem um blog? Suas experiências devem ser incríveis e merecem ser compartilhadas, hein! Parabéns pela menininha, que benção! Um abraço, felicidades, volte sempre!

  • 13. larissa  |  13/09/2009 às 9:19

    eehheeehheheh

    seria muito interessante essa história: num livro de conto de fadas.

    Se sua mãe falasse a verdade ela te diria sim que em algum momento disse numa dessas gravidezes “que merda”

    pais sempre carinhosos, sempre atenciosos, sempre atentos são como notas de 3 reais: NÃO EXISTEM.

    • 14. blogdagravida  |  13/09/2009 às 10:59

      Larissa, você está enganada. E nem pode falar/escrever algo assim sem conhecer minha mãe. Ela quis cada um dos filhos. Foram todos planejados e desejados. Todas as vezes, ao perceber que estava grávida, o primeiro pensamento dela foi “que bom, que alegria,que felicidade, que benção”. Tenho certeza disso. Sei o que ela sentiu, pois senti o mesmo quando soube que estava grávida. Meu primeiro pensamento foi de alegria, foi de felicidade!
      Tenho uma notícia para você: nota de 3 reais eu nunca vi mesmo, mas pais atenciosos, carinhosos e atentos eu conheço e sei que todos eles têm algo em comum: DESEJARAM ser pais. Infelizmente nem todo mundo tem o privilégio que eu tenho. Uma pena! Acho que o mundo seria bem mais equilibrado se as famílias fossem planejadas e os filhos totalmente desejados. Boa sorte para você!

  • 15. Ritinha  |  13/09/2009 às 18:29

    Que texto lindo e realista!
    Eu fui muito planejada por minha mãe e meu pai, em momento nenhum deixei de receber carinho e amor e meu irmão também foi muito planejado. Hoje, vivemos as voltas com as meninas, que caíram em nosso colo como uma benção divina, é difícil? É! Mas não há nada mais prazeroso do que amar e ser amado por aquele serzinho lindo.
    E eu espero ter consciência e tempo para planejar meus filhos, pois já os amo desde agora, mesmo sem existirem ainda e quero senti-los desde seu primeiro instante como uma benção, uma alegria.
    Beijos!

  • 16. Dri Viaro  |  14/09/2009 às 8:50

    Estou passando pra contar que fomos Top2 na categoria humor do Top Blog, obrigada a todos que votaram, em 2010 tem mais.
    As fotos do evento estão no blog
    bjssss e boa semana

  • 17. Andréia  |  14/09/2009 às 9:51

    Achei seu blog por acaso, nas minhas aventuras pela internet atras de informações s/gravidez. É a primeira vez que comento. Queria te cumprimentar pelo blog, muito legal, instrutivo, mostrando a gravidez de uma forma mais real, sem tantas fantasias. Ainda não posso comemorar meu positivo, pois ele está demorando um pouco p/chegar, mas vai chegar!
    De todos os textos, o de hoje foi o melhor, pois vi muito de mim e de minha família nele.
    Abraços,
    Andréia

  • 18. Suelem  |  14/09/2009 às 9:52

    Lindo texto! Vc é otima! Sei muito bem o que vc esta dizendo, tive a mesma educação, talves um pouo mais rigorosa, minha mãe esperou pela minha irmã durante 6 anos, eu nã vim planejada, cheguei de surpressa 2 anos depois da minha irmã, porém numa familia muito bem estruturada. Me casei aos 19 anos, por amor, e hj aos 22, planejo ser mãe, e espero por meu bb com todo carinho e anciedade de uma mãe de 1° viajem. E sei que meu marido tem o mesmo sentimento. Isso é realmente muito bom, sei que quando meu bb chegar será muito amado, e hj me sinto realmente preparada para isso, chego a sentir saudades em certa hora do dia, de um serzinho que ainda não conheço, nem existe! Sei que sera uma boa mãe, pois um filho desejado é tbm sempre muito amado!

    Bjão

  • 19. Carla  |  17/09/2009 às 11:21

    Que texto lindo!!!!!!
    Me vi em cada palavra. Estava precisando fazer uma releitura da minha vida e aí acho seu texto, que benção!!!Parabéns e OBRIGADA!!!


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