O buraco é da gestante

24/09/2009 blogdagravida
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Por qual buraco o bebê deve sair? É uma decisão que cabe somente à mãe e ao médico da mãe. Mais ninguém tem direito de interferir nessa decisão. Essa já era minha opinião e foi reforçada ao ler dois textos esta semana, em blogs grávidos de segunda viagem, ou seja, com mais experiência que eu para saber o que faz uma gestação feliz.

Recomendo a leitura: (é só clicar no link para abrir o texto)

1) “De que buraco você saiu?” – do blog Boca nu trombone

2) “Parto normal ou cesárea?” – do blog Esperando Alice

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Entry Filed under: Dicas de leitura,Parto

28 Comments Add your own

  • 1. Tathy  |  24/09/2009 às 9:55

    Penso EXATAMENTE como vc. Nada de terceiros, inclusive o pai da criança, dar pitacos ou querer exigir que o bb nasça de tal forma.

    Bjssssssssss

  • 2. Adriana  |  24/09/2009 às 9:58

    Bom, tive duas cesáres, não tive opção porque tenho a bacia estreita e de qualquer forma, a Carol, minha filha mais nova tinha DUAS VOLTAS do cordão umbilical no pescoço, parto normal a enforcaria deusmelivreeguarde.

    Mas quem tem escolha, é bom estudar bem mesmo… Ambas tem seus prós e contras.

    Boa escolha!

  • 3. Layana  |  24/09/2009 às 10:09

    Olá,

    Obrigada por ter linkado meu texto. Eu já tinha andado por aqui antes – através do blog da Tatina (esperando Alice) e lido alguns textos.
    É um prazer “conhecê-la” rsrsrs

    Beijos e boa gestação!

  • 4. Bianca  |  24/09/2009 às 11:09

    oi Grávida (hoje me dei conta de que falo com você aqui e no twitter e não sei seu nome),

    O único motivo pelo qual tanto se fala e se defende o parto normal, é que os maiores beneficiados (os bebês) não tem como fazer isso… por isso, presumo eu, quando algumas mulheres passam por essa experiência incrível, transformadora e reveladora, querem que o maior número de mulheres possíveis possam também passar pelo mesmo: Primeiro porque é melhor e mais saudável para o bebê, que infelizmente não tem voz para opinar, e segundo porque parir mostra para a classe feminina que, apesar de ter sido humilhada, subjugada e sofrer preconceito a torto e a direito ainda no século XXI, nós temos um poder que nos foi julgado e deferido e que nos faz sentir verdadeiramente MULHER, assim, no maiúsculo.

    e olha que não sou NADA feminista, muito pelo contrário, sinto um pouco de ódio daquelas loucas que queimaram sutiãs e nos enfiaram no mercado de trabalho!

    bjs e boa hora.

    • 5. blogdagravida  |  24/09/2009 às 12:17

      É justamente disso que estou (estamos, afinal os textos não são meus) falando: cada mulher tem SUAS próprias razões para querer um ou outro tipo de parto. Cabe a médico dizer se é possível realizar o sonho da gestante. As outras pessoas não têm direito de opinar, pois a experiência não é delas. A experiência é da mãe (que vai parir) e do médico (que vai dar o suporte). Só! São eles os envolvidos. Claro que seria maravilhoso saber o que o bebê prefere, mas a tecnologia não chegou lá ainda (não duvido nada…do jeito que anda), então como o bebê não tem capacidade para decidir, precisa acatar as decisões da mãe. Aliás, como vai acontecer na vida dele por um loooongoooo tempo, não é? A mãe sempre vai decidir por ele. Assim como tem mulheres que decidem que seus bebês não vão viver e praticam aborto. A decisão é DELAS. Se elas pudessem perguntar ao bebê, o que você acha que o bebê responderia? Aí me chocou muito ter lido outro dia uma mulher dizer que é contra a cesárea e a favor do aborto. Ué! Matar pode, nascer não pode? Mas entramos no que eu acredito: a decisão é dela. A opinião é dela. Se ela é feliz pensando assim, ótimo! Ninguém tem nada a ver com isso!
      Não acho que escolher parto normal ou cesárea tem a ver com feminismo, com ser boa ou má mãe, com ser verdadeiramente mulher. Acho apenas que é uma decisão pessoal, instransferível, inquestionável. Cada mulher sabe o porquê da sua decisão e cabe aos outros respeitá-la. Ela não é mais ou menos mãe por que pariu deste ou daquele jeito, por que amamentou ou não, por que teve depressão pós-parto, por que voltou a trabalhar, por que abandonou o trabalho depois do nascimento do bebê. Ela é um ser humano com direito de tomar suas decisões sem interferência dos outros. É isso. Putz…fiz um post nos comentários hahaha. Beijo, volte sempre!

  • 6. Dri Viaro  |  24/09/2009 às 11:12

    eu saí da barriga da minha mãe, meus filhos tb hehehe
    bjsss

  • 7. Denise Freitas  |  24/09/2009 às 11:46

    Olá, sou uma leitura assídua do seu blog, futura mamãe e também, blogueira.
    Concordo plenamente com você. Tem gente que quer impor sua filosofia de vida e não entende que essa decisão cabe ao médico e a mãe. Pronto!

    bjs,
    Dê Freitas – http://mamydeprimeira.blogspot.com/

  • 8. Lívia  |  24/09/2009 às 13:33

    Concordo com vc, mas infelizmente tem gente que se acha no direito de criticar a sua cesárea. No meu relato de parto coloquei que fiz streptococcus positivo, mesmo assim recebi vérios e-mails me ofendendo por cauda disso. Aff.

    Beijocas

  • 9. Ritinha  |  24/09/2009 às 13:54

    Muito bons os textos e eu acho que a escolha é da MULHER, nem coloco muito o médico no meio, pq a maioria esmagadora hoje em dia é cesarista e se a mulher que quer PN não deixa claro sua escolha, eles logo dão um jeitinho.
    Eu vejo o parto normal como algo tranquilo pq cresci rodeada de mulheres que fizeram PN e falam disso naturalmente, na minha família ninguém nasceu de cesárea e minha mãe diz que nunca vai entender como é essa tal dor de parto normal pq não sentiu tudo isso para parir a mim e ao meu irmão. A criação interfere no jeito que a mulher vê o PN também. Eu tenho simplesmente pânico de cesárea, não consigo conceber a idéia de ter 7 camadas de pele sendo cortadas e costuradas depois, tenho medo é de PONTO, não de dor. Enrolei 7 anos para arrancar os sisos não pela dor, mas pelos pontos e só parei de olhar a “cirurgia” pelo oculos dele quando ele foi costurar minha gengiva e de toda a semana de recuperação, a pior parte foi tirar os pontos. E cá estou eu, praticamente postando nos comentários do seu blog… hahahaha…
    Vou falar disso no meu blog, alias, vou começar um texto sobre isso NOW.
    Beijos.

    • 10. blogdagravida  |  24/09/2009 às 15:44

      Exatamente, Ritinha. Você tem o “perfil” de uma mulher preparada para o normal. Se suas condições e as do bebê colaborarem, você poderá realizar seu desejo. Agora imagina só se você ficar grávida e todo mundo a sua volta começar a falar mal de parto normal? Se todos começarem a querer obrigar você a escolher a cesárea? Isso vai te irritar, não vai? Por que as pessoas precisam entender que nem todo mundo está preparado para enfrentar certos desafios. Cada um sabe dos seus próprios limites, de suas próprias condições psicológicas para enfrentar alguma coisa. Já vi muita gente fazer o que não quer (inclusive parto) por que agiu impulsionada pelos outros. No caso do parto, pode ser muito perigoso. Uma amiga minha cismou que queria o normal, apesar do médico avisá-la que não era o mais indicado, por conta do tamanho do bebê, dos problemas de pressão que ela tinha, etc. Mas ela tinha esse sonho, as irmãs tinham feito normal. Todo mundo ficou falando na orelha da coitada…essa lenga lenga de que “só é mãe quem tem normal”, que “bebê de cesárea é preguiçoso” (já ouviu isso???), “nenê de normal é mais saudável”. Enfim, ela forçou a barra. Trocou de médico até achar um que aceitasse fazer o normal. QUando entrou em trabalho de parto, sofreu horas seguidas. NEm estou falando de dor, não. Estou falando de um sofrimento que vai além da dor: a incerteza de saber o que vai acontecer. O medo de perder o bebê, de morrer. Tudo por que foi cabeça-dura, maria vai com as outras. acabou tendo uma complicação gravíssima de pressão e respiração, precisou ser entubada. Aí tentaram induzir a saída do bebê, já que ele estava praticamente na “saída”, só que não teve como. Precisaram fazer uma cesárea de emergência e “puxar'” o bebê, que já estava a meio caminho da saída “normal”, mas não saía…. Claro que isso foi muito traumático pra ela, pra criança, para a família e até mesmo para os médicos, que correram o risco de perder a paciente e o bebê na mesa de cirurgia. Se ela tivesse dado ouvido às pessoas certas (os bons médicos que procurou no início), teria sido muito melhor. O bebê já estava em sofrimento, havia ingerido mecônio, enfim, foi realmente um horror. Por isso que instalei um filtro bem grande nos meus ouvidos e NENHUM argumento de amigos, estranhos, parentes, seja quem for, vai me convencer do tipo de parto que devo ter. Será uma decisão entre o médico e eu.

      Oi, Ritinha, respondi lá no blog o seu comentário, mas depois de ler o que você escreveu aqui, pensei ainda um monte de coisas…é por que esse assunto nunca chega ao fim mesmo. É que nem discutir religião, futebol e política. Cada um tem suas convicções e os outros precisam aprender a respeitá-las.

      Você tem o “perfil” de uma mulher preparada para o normal. Se suas condições e as do bebê colaborarem, você poderá realizar seu desejo. Agora imagina só se você ficar grávida e todo mundo a sua volta começar a falar mal de parto normal? Se todos começarem a querer obrigar você a escolher a cesárea? Isso vai te irritar, não vai? (Adorei a resposta “vou vomitá-lo”, tô pensando em adotar hhahahahah) Por que as pessoas precisam entender que nem todo mundo está preparado para enfrentar certos desafios. Cada um sabe dos seus próprios limites, de suas próprias condições psicológicas para enfrentar alguma coisa. Já vi muita gente fazer o que não quer (inclusive parto) por que agiu impulsionada pelos outros. No caso do parto, pode ser muito perigoso.

      Uma amiga minha cismou que queria o normal, apesar do médico avisá-la que não era o mais indicado, por conta do tamanho do bebê, dos problemas de pressão que ela tinha, etc. Mas ela tinha esse sonho, as irmãs tinham feito normal. Todo mundo ficou falando na orelha da coitada…essa lenga lenga de que “só é mãe quem tem normal”, que “bebê de cesárea é preguiçoso” (já ouviu isso???), “nenê de normal é mais saudável”. Enfim, ela forçou a barra. Trocou de médico até achar um que aceitasse fazer o normal. QUando entrou em trabalho de parto, sofreu horas seguidas. NEm estou falando de dor, não. Estou falando de um sofrimento que vai além da dor: a incerteza de saber o que vai acontecer. O medo de perder o bebê, de morrer. Tudo por que foi cabeça-dura, maria vai com as outras. acabou tendo uma complicação gravíssima de pressão e respiração, precisou ser entubada. Aí tentaram induzir a saída do bebê, já que ele estava praticamente na “saída”, só que não teve como. Precisaram fazer uma cesárea de emergência e “puxar'” o bebê, que já estava a meio caminho da saída “normal”, mas não saía…. Claro que isso foi muito traumático pra ela, pra criança, para a família e até mesmo para os médicos, que correram o risco de perder a paciente e o bebê na mesa de cirurgia. Se ela tivesse dado ouvido às pessoas certas (os bons médicos que procurou no início), teria sido muito melhor. O bebê já estava em sofrimento, havia ingerido mecônio, enfim, foi realmente um horror. Por isso que instalei um filtro bem grande nos meus ouvidos e NENHUM argumento de amigos, estranhos, parentes, seja quem for, vai me convencer do tipo de parto que devo ter. Será uma decisão entre o médico e eu.

      Não tenho preferência por nenhum dos dois. Honestamente: tenho medo dos dois, cada um por um motivo. Mas será como tiver de ser e não vou me sentir mais ou menos mãe por causa disso. Justamente por causa de mulheres como você: que ainda nem pariram, mas já são mães maravilhosas!!! As mães dessas meninas são a prova de que não é o parto normal que faz uma boa mãe. Elas pariram “normalmente” e no fim, de que adiantou? Você, que nem pariu ainda é que é uma verdadeira mãe para essas meninas lindas. Sorte delas!!! Beijo!

  • 11. Luciana  |  24/09/2009 às 14:57

    Ola.
    No meu primeiro filho tive parto normal com ajuda de anestesia ( e era uma pessoa convicta de que a cesarea era sempre melhor para mim e para o bebe). Quem me fez olhar de forma diferente sobre o assunto foi a minha medica que disse, de primeira mao, que quem determina o parto eh a gravidez e as condicoes do bebe e da gravida. Nao eh a mae ou o medico (leia-se os casos em que ha possibilidade de parto normal).
    Agora, aqui na Austria, nao existe espaco para esse tipo de discussao, eh parto normal com acompanhamento e monitoramento das condicoes da mae e do bebe. E ponto. Nao existe essa historia de que a mae decide se vai ou nao ter parto normal. Ok… tem o lado bom e ruim disso tudo. Pelo menos por enquanto, sei que lado bom eh que nao preciso me preocupar se quero ou nao quero o parto normal. Essa decisao nao eh minha. Quem vai decidir isso, como ja dizia minha medica ai do Brasil ha 13 anos atras, eh a gravidez em si.
    Bjs
    Luciana

    • 12. blogdagravida  |  24/09/2009 às 15:33

      Luciana, acho uma pena que seja assim na Áustria. Uma pessoa não deveria ser obrigada a passar por algo, se já existe uma outra opção. Isso que você contou soa para mim como quando um médico quer impor uma cesárea. Uma mulher não deve ser obrigada a fazer cesárea se ela deseja e tem condições para um parto normal. Não decidi ainda como será o meu parto. Tudo vai depender das minhas condições e das condições do bebê. Já combinei isso com minha médica (que é defensora do parto normal, mas aceita que algumas mulheres não estão preparadas para encarar o normal). Nós vamos decidir juntas, mais pra frente, quando se aproximar a hora do bebê chegar. Tenho muita vontade de que seja normal mas isso vai depender de haver dilatação, do tamanho do bebê, das minhas condições de saúde, da minha pressão, etc. Confio na minha médica e sei que ela não vai me “enrolar” pra me convencer a fazer uma cesárea. Sei que ela vai me falar a verdade e me orientar a fazer o que for melhor. Concordo com você, portanto: é a gravidez que decide. Beijo, volte sempre!

      • 13. Luciana  |  24/09/2009 às 15:55

        Pelo que conversei com varias amigas, nao eh so na Austria essa “falta” de opcao. A Europa toda tem esse procedimento como padrao. Cesarea eh somente para casos em que nao ha possibilidade de parto normal. Conheco algumas mulheres daqui que fizeram cesarea, mas exclusivamente por necessidade medica. E tambem conheco historias horrorosas de parto normal, aqui, na Holanda e na Franca. Foi o que eu comentei, tudo tem o seu lado bom e ruim. Infelizmente nao existe uma resposta correta para essa questao. Temos que confiar nos medicos que nos assistem. Nao acho que a postura da Europa seja certa, pois tb me parece xiita demais, mas tenho absoluta certeza de que a postura geral dos medicos brasileiros tb nao seja a melhor. Tudo o que fica nos extremos das questoes tem a capacidade de ser exagerado e incorreto. O que nos resta ate o fim da gravidez eh rezar para que tenhamos o melhor parto possivel para o nosso bebe e para nos mesmas.
        Bjs e pode ter certeza de que sempre estou por aqui…

  • 14. Ritinha  |  24/09/2009 às 15:45

    Escrevi sobre no meu outro blog: http://diante-do-espelho.blogspot.com/2009/09/parto.html

    Assim não fico postando nos comentários do seu, né? hahahaha.
    Beijos!

  • 15. Aline Bretas  |  24/09/2009 às 16:37

    Nao acho que serei menos mae por nao sentir dores do parto, ser rasgada “por baixo” ou por cima… e tb nao acho que meu bebe sera ‘tao’ mais saudavel por nascer de PN… Sou super a favor do PN, acho lindo, acho melhor pro bebe mas pra mae eu sinceramente acho a mesma coisa q uma cesarea. No PN se sofre antes e durante, muitas vezes depois devido a espisitomia, e na cesarea tem todo o desconforto do pos. Estou na minha primeira gestaçao, no começo defendia com unhas e dentes o PN, ate ficava assustada quando ouvia gente falando q ia marcar a cesarea pra tal dia e etc… mas agora no ultimo trimestre ja me conformei que eu nao aguento um parto normal, que nao me preparei pra ele, que os medicos no Brasil (com poucas exceçoes) nao sabem conduzir um PN como la fora que eh a primeira opçao. Entao acredito q por essas razoes a cesarea sera a melhor opçao pra mim, eh o que os brasileiros fazem bem. Ser mae esta muito mais alem que um parto, muito mais. Parir eh facil, quero ver amamentar, dar atençao, criar…

  • 16. Biusloane  |  24/09/2009 às 17:27

    só uma coisa digo – abaixo o extremismo. Esse povo natureba que prega o parto normal A QUALQUER CUSTO, e de preferencia SEM ANESTESIA , além de por o filho em risco (pela falta absoluta de flexibilidasde, qdo a cesárea pode vir a ser a unica opção), ainda obriga a existência de uma discussão que NEM deveria existir. Pensem comigo – essa necessidade toda que a gente tem de escrever sobre isso, isso NEM deveria existir!!!!!!!!

  • 17. Diana  |  24/09/2009 às 17:31

    Depois do relato de um pai frustrado, onde ele me disse que o bebê de três kilos, por parto normal “arregaçou” a esposa, e depois disso ela nunca mais tinha sido a mesma na cama…Daí eu realmente comecei a abominar o parto normal..Pelo menos a cesárea preserva a “área de lazer”.Vcs já pensaram nisso???

  • 18. Bianca  |  24/09/2009 às 18:16

    Bem, mas na realidade eu não vejo as pessoas “obrigando” as outras a ouvir sobre o parto normal, não. O que eu vejo é um povo que entra nas listas de discussão e comunidades de orkut que são claramente a favor do parto normal, dizer que querem ajuda para parir, aí as pessoas fazem de tudo e no fundo no fundo, aquela mulher queria uma desculpa para fazer uma cesárea. Eu acho que se a pessoa quer fazer a cesárea, então assume e ponto final. Qual é o problema? O corpo é dela, o filho é dela… é como no caso do aborto, que você citou. Todo mundo sabe que comer frango grelhado com brócolis é mais saudável do que um big mac, mas nem sempre optamos pelo mais saudável, certo? Só acho chato porque as pessoas querem fazer cesárea, já se decidiram por isso, convencem seus médicos e depois ficam correndo atrás da gente pedindo ajuda p/ PN, pra depois poder encontrar uma desculpa. Tá na hora de todo mundo assumir suas escolhas, certo?
    E outra coisa que acho revoltante são os médicos que enganam suas pacientes, pois muitas mulheres ingênuas querem sim um PN e não conseguem pois são enganadas por médicos que dizem que vão fazer assim e assado, e na hora dizem que teve circular, que teve sofrimento fetal, etc etc… também acho que devem se assumir, da mesma maneira que sabemos que existem (poucos) médicos que são humanizados e vaginalistas, eu acho que o médico devia mandar a real: “olha, querida, eu aqui só faço cesárea. Não gosto de perder tempo, ou dinheiro, ou simplesmente não tenho a experiência necessária. Se vc quer PN, procure outro médico”. Não ia ser mais simples e HUMANO???

  • 19. Bianca  |  24/09/2009 às 18:23

    Outra coisa que esqueci de dizer é que: ao contrário do assunto amamentação, que é uma bandeira que faço questão de divulgar e ajudar quem estiver à minha volta, eu pouco falo sobre parto. A maioria esmagadora das minhas amigas teve cesárea eletiva e eu jamais conversei sobre isso com elas. Primeiro porque elas sabem que minha opinião difere da delas e segundo porque ninguém nunca me perguntou nada e então eu também fico na minha. Não me sinto à vontade pra fazer propaganda, levantar bandeira, ao contrário da amamentação, que é um assunto melhor recebido pela maioria das mães – mas ainda assim tabú, viu? Mas a grande tristeza que eu sinto em relação ao parto normal é que infelizmente essas mulheres, mães, amigas de quem eu gosto tanto, nunca passaram e nem passarão por esta experiência reveladora, libertadora e avassaladora pela qual eu passei e que tanto significou para mim enquanto mulher. Essa é a tristeza que a gente carrega: de ter passado por uma coisa linda, que não pode ser traduzida em palavras e que, a menos que a outra pessoa vivencie também, ela nunca saberá o que é aquilo. Porque a maternidade é uma experiência única, deliciosa e engrandecedora. Mas parir é uma coisa completamente diferente, e pode parecer um pouco ingênuo da minha parte, mas é tão bom, tão fantástico e único que eu queria que todo ser humano passasse por isso, assim como eu tive a graça de passar por isso em minha vida.

  • 20. Cacau  |  24/09/2009 às 18:24

    Bom, eu não sei quem foi que sofreu a perseguição e tal… mas acho que ambas posições radicais são ruins. Mulheres que querem embasar a cesárea dizendo que normal faz mal pro bebê devem se informar mais, tanto quanto as que embasam o normal dizendo que a mulher será menos mãe por isso.
    Esse ranking só existe na cabeça das mulheres que acreditam nele.

    Acho super válido e corajoso a mulher que encara qualquer coisa pra ter o que quer, a que diz “tenho medo da dor, quero cesárea eletiva” e a que diz “quero sentir tudo, parto natural” tem que enfrentar as criticas e aceitar que é isso aí mesmo. Sempre vai ter alguém que é do contra e acho que isso é até válido pra poder fortalecer nossas convicções, de alguma forma nos faz pensar.

    Eu quero muito parir, sei que vou conseguir e não penso de outro jeito. Todos ao meu redor acham que eu deveria marcar a cesárea logo porque pensam que o produto final será um bebê mesmo, então pra que sofrer por isso?.

    Pra mim é uma oportunidade única e eu QUERO passar por tudo isso, aprendi ao longo desses quase 4 anos que ser mãe é sentir dor. São dores muito piores que as fisícas, mas acredito que fortalece, que muda, amadurece. Não quero ficar pensando no “e se” pra não sofrer por antecipação.
    Estou otimista, pensando positivo e batalhando pra conseguir parir… Se eu não conseguir? Ai eu vou chorar minhas dores, lamber minhas feridas e procurar me recuperar. Aí são outros 500. Até lá eu prefiro acreditar em mim, no meu corpo e na minha capacidade. Não me acho mais, nem menos por isso.

    Mas é o que eu SEMPRE digo, cada um sabe da dor e da delícia de ser o que é… eu não vou perder meu tempo e minha saliva tentando convencer alguém de que estou certa e nem vou ficar gastando meus ouvidos pros que dizem que estou errada.

    Beijos querida!

  • 21. Mari  |  24/09/2009 às 19:23

    “Grávida”,
    vou admitir q hj não li tooooodos os comentários, mas fico feliz em ver q, pelo menos aqui, o pessoal sabe respeitar a opinião/opção dos outros.
    Afinal de contas, cada caso é um caso, acontece de uma forma e eu acho que, apesar de toda a emoção, este assunto deve ser tratado com racionalismo. Nenhum extremismo vale a pena.
    Fui 1x só a um grupo de gestantes pensando em me preparar para o parto normal e desisti. Desisti simplesmente pq vi q as orientadoras eram mtooo extremistas. Eu QUERIA PN, mas, se ñ fosse possível, teria uma cesariana, sem problemas – o q fosse melhor para a minha filha e para mim. No fim, fiz uma cesárea mesmo. Nunca senti uma contração sequer, dei à luz com 39 semanas. Foi uma indicação da médica e eu acatei. Muito menos pela conveniência (a Lara nasceu no dia 12, no dia 13 meu marido viajou pra Suíça a trab e no dia 16 a médica ia viajar tb..) e mto mais, é claro, pq a médica indicou. O meu liquido amniotico tinha caído para o limite mínimo mto rápido e em nenhum momentoeu me perguntei o qto aquilo poderia influenciar na indicação, apenas confiei nela. E foi o melhor. Depois do parto, voltei a ela e ela viu q era indicação de cesárea MESMO. O exame da placenta acusou “hipoxemia aguda”, o q significa q já estava faltando ar na placenta e, em pouco tempo, poderia faltar ar para o bebê. Mas, como não tive nenhum probleminha mínimo na gravidez, poderia ter batido o pé, né?! Achado q ela tava forçando a barra pq tinha visto q seria conveniente pra mim e tal..
    De qualquer forma, acho q as coisas acontecem como têm q acontecer.. A gnt só precisa tomar decisões e acreditar nelas.
    Aliás, falando nisso, vcs conhecem o “destino ou escolhas”? É um perfil do twitter de uma mãe q fala justamente sobre isso.. Ela quis tanto PN, a todo custo, q terminou não sendo a melhor escolha..
    Ai, acho q falei mto! rs
    Desculpem, meninas, mas tb queria deixar registrada a minha opinião!=)
    Beijos

  • 22. Thaty  |  24/09/2009 às 23:24

    Oi! Obrigada por ter linkado o meu post aqui e o da amiga Lay (fomos colegas de faculdade).

    E só complementando o que já foi dito lá e aqui, a Mari tocou num ponto em que penso todos os dias e não quis tocar lá no blog por ser um assunto pessoal: o “Destinos ou Escolhas”. Ela não sabia que a médica dela era radical e não apresentou as opções e os riscos como deveria. Hoje ela sofre pq não tem o filho ao lado dela.

    Então radicalismo dos dois lados é péssimo!

  • 23. Carol  |  25/09/2009 às 0:46

    nossa, esse assunto é compleeexo mesmo. primeiro deixa eu comentar que adorei suas visitas e os comentários nos blogs! Ri demais com o causo da cola, colita, colón na Argentina! Ótemo!!

    Agora, sobre o teu post, os comentários e os posts das mommys mais experientes: é muito dificil decidir mesmo. Eu nem tô grávida e já penso bastante nisso, leio sobre o tema, penso nas decisões que a minha família tomou (alguém falou aqui nos seus comentários que o contexto influencia muito, acho que foi vc mesma!). Logo que comecei a pensar no assunto, queria parto em casa, na banheira, sem medicamentos, tudo bem natural. Aí comentei com Maridón, que se apavorou com a idéia e quer ir pro hospital de qualquer jeito. Td bem, entendo e deixo ele opinar. Mas só até aí. Concordo totalmente com vc: daí pra frente será problema meu e dos meus buracos. Ainda quero parto normal e aqui na Argentina, assim como as meninas contaram da Europa, parto normal é padrão, cesárea só em caso de urgência. A única diferença é que, se vc fizer questão da cirurgia, os médicos são mais flexíveis e te apoiam. Mas depois de muito pensar, já não sei se quero seguir sem anestesia, principalmente pelo que a Thaty (do esperando alice) falou da nossa sociedade ser baseada na coisa de evitar a dor. Mexeu comigo tb esse texto dela. Mas tô amando a discussão, é bom saber que tem muito mais gente por aí pensando parecido, né? Por mais que a gente evite se basear na opinião dos outros, dá um conforto não se sentir sozinha brigando por uma opinião.

    beijos!

  • 24. Carol  |  25/09/2009 às 0:48

    só mais uma coisa (bobinha, senão não sou eu): a vibe do momento é fazer post completo no espaço de comentário das colegas! adooouro, compartilho o sentimento. Tô achando que tô indo ler um post, mas abro os comments e descubro vários outros!

    rs

  • 25. Manu  |  25/09/2009 às 10:13

    Adorei os textos no meu caso eu escolhi qual seria o buraco, o pai queria ecolher a data mas não deu certo..kkk

    Amiga tem selinho para vc lá no blog..

    beijosssssss

  • 26. Alê  |  25/09/2009 às 11:13

    Amiga, adorei sua colocação: Quem decide isso é a mãe e seu médico! Concordo com isso… E a minha decisão, que julgo ser a melhor para mim, não me dá direito de criticar aquelas que optaram por outro “buraco”…rsrsrsrsrs Grande beijo

  • 27. Ministério da Saúde  |  21/04/2010 às 18:02

    Caro blogueiro,

    A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza H1N1 está em andamento e pretende vacinar 91 milhões de brasileiros. Mas, até agora só foram vacinadas pouco mais de 20 milhões de pessoas. Para isso, contamos com sua ajuda para divulgar a vacinação das gestantes, que poderão se imunizar até 21 de maio. A vacina é segura, como confirrma o Dr. Dráuzio Varella no vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Dmw687ThZbU .

    Preparamos diversos materiais que podem ser usados em seu blog para ajudar o Brasil nessa tarefa tão importante.

    Para mais informações sobre como se tornar um parceiro, escreva para fernanda.scavacini@saude.gov.br .

    Atenciosamente,
    Ministério da Saúde

  • 28. deise  |  30/07/2010 às 10:22

    Eu concordo com você. Dr. Pedro Immig diz que parto normal é o parto bom para a mãe e para a criança.


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