Posts filed under: ‘Dicas de leitura‘




Treinamento para futuros papais e mamães

PreparadoParaIssoRecebi por e-mail antes de engravidar e divido com vocês:

EXERCÍCIOS PRÁTICOS PARA TREINAMENTO DE FUTURAS MAMÃES E FUTUROS PAPAIS

1. Vestindo a roupinha
Compre um polvo vivo de bom tamanho. Vá vestindo a criatura,sem machucá-la, nesta ordem: fraldas, blusinha, macaquinho,casaquinho, sapatinhos e touquinha. Converse com o polvo bem baixinho enquanto o veste. Não é permitido amarrar os tentáculos. Tempo de execução da tarefa: uma manhã inteira.
2. Tomando sopinha
Faça um buraquinho num melão, pendure o melão no teto com um barbante comprido e balance-o vigorosamente. Agora tente enfiar a colherinha com a sopa no buraquinho. Levante a mão mantendo a colher cheia e aproxime-a do melão como se a colher fosse um aviãozinho. Não é permitido gritar. Insista até ter enfiado pelo menos metade da sopa pelo buraquinho. Limpe o melão, limpe o chão, limpe as paredes, limpe o teto, limpe os móveis à volta. Tempo para execução da tarefa: uma tarde inteira.
3. Passeando na pracinha
Vá para a pracinha mais próxima e sente-se em um dos bancos. Levante-se, agache-se e pegue uma bituca de cigarro. Atire longe a bituca, dizendo com firmeza: NÃO. Sente-se outra vez. Levante-se, agache-se e pegue um palito de picolé sujo. Atire longe o palito, dizendo com firmeza: NÃO. Sente-se outra vez. Levante-se, agache-se e pegue um papel de bala. Atire longe o papel de bala, dizendo com firmeza: NÃO. Sente-se outra vez. Faça isso com todas as porcarias que encontrar no chão da pracinha. Os mais rígidos em matéria de educação deverão levar apressadamente cada porcaria encontrada à lixeira mais próxima antes de se sentar. Tempo para execução: o dia inteiro.
4. Passando a noite com o bebê
Pegue um saco de arroz de 5 Kg e passeie pela casa com ele no colo das 20 às 21 horas. Deite o saco de arroz. Às 22h pegue novamente o saco e passeie com ele até as 23h. Deite o saco e vá se deitar.Levante à 1h30 e passeie com o saco até às 2:h. Deite o saco e você. Levante às 2h15 e vá ver a sessão corujão porque não consegue mais pegar no sono.Deite às 3h. Levante às 3h30, pegue o saco de arroz e passeie com ele até as 4h15. Deite de novo. (Cuidado paTreinantera não usar o saco como travesseiro). Levante às 6h e pratique o exercício de alimentar o melão. É permitido chorar. Freqüência: pelo menos 3 vezes por semana.

5. Repita tudo o que disser pelo menos cinco vezes.
6. Repita a palavra NÃO a cada 10 minutos, fazendo o gesto com o dedo indicador.
7. Destaque uma parcela significativa do seu orçamento e não ouse tocar nela; destina-se ao leite em pó, às frutinhas, às fraldas, aos brinquedos, às roupinhas…
8. Não transe, não vá ao cinema, não beba, não saia com amigos.
9. Faça os exercícios durante uma semana, descanse um dia e recomece. Faça então durante duas semanas, descanse um dia e recomece. Vá progressivamente aumentando o número de semanas.
10. Nem cogite enlouquecer.

Quantos bebês mesmo você dizia que gostaria de ter???

17 comentários 04/10/2009

O buraco é da gestante

Por qual buraco o bebê deve sair? É uma decisão que cabe somente à mãe e ao médico da mãe. Mais ninguém tem direito de interferir nessa decisão. Essa já era minha opinião e foi reforçada ao ler dois textos esta semana, em blogs grávidos de segunda viagem, ou seja, com mais experiência que eu para saber o que faz uma gestação feliz.

Recomendo a leitura: (é só clicar no link para abrir o texto)

1) “De que buraco você saiu?” – do blog Boca nu trombone

2) “Parto normal ou cesárea?” – do blog Esperando Alice

28 comentários 24/09/2009

Grávida que rouba (ex-)grávido tem 100 anos de perdão

BebePlantaFurtei mais um post. Já é o segundo esta semana, então acredito que em breve serei eleita para algum cargo importante no Congresso e terei de rumar grávida e serelepe para Brasília. Pelo menos quando tasco a mão no post alheio tenho a decência de identificar o autor e fornecer links diretos para criatura e criador. Desta vez usurpei um texto de um ex-grávido, agora já papai de uma menininha linda. Adoro ler o que os meninos escrevem sobre gestação e afins, pois é sempre uma ótica totalmente nova (e geralmente bem  menos dramática) da minha.  Leia abaixo e diga se não dá vontade de furtar:

Uma bebê é como uma planta, exceto que não combate zumbis.

Você tem que regar bastante mas não demais, pra não afogar.
Você tem que conversar sem esperar resposta, mesmo que te achem louco.
Você tem que evitar que seja esburacada por bichos.
Sua vida envolve lidar com adubo.

mas olha como é legal:
Tinha uma sementinha com peso insignificante que morava no meu saco.
Nove meses depois disso aparece um brotinho barulhento de quase três quilos.
Em menos de um ano ela triplica de peso e vira uma linda flor.
E florzinha, às vésperas de completar onze meses, aprendeu a dar abraço!
Dá vontade de chorar de tão bom que é…

(Clique aqui para conhecer o blog Diário de Um Grávido, dono do texto)

12 comentários 17/09/2009

@Cardoso é que era mulher de verdade…

mariamariana“Parto normal é que nem piscina gelada. Depois que entrou seu único consolo é chamar os manés de fora pra pularem também”.Péééééraaaa, segurem as pedras mais um pouco que é pra dar tempo de avisar que não escrevi a frase acima. Esse foi um dos dardos que o polêmico @Cardoso disparou hoje no Twitter depois que descobriu aquela entrevista da Maria Mariana (que achava que era mulher de verdade que nem a Amélia….) na qual ela distribuiu rótulos e ressuscitou mantras machistas que julgávamos decompostos a esta altura do milênio. Na época as declarações dela me irritaram  – como a tantas outras mulheres que batalham para triunfar em seus turnos.

Como hoje passei a manhã limpando a casa desenvolvendo uma vacina para curar a gagueira e a tarde passando roupa no meu MBA, não marquei presença no Twitter e perdi todo o bafo. Tive de me contentar com o rescaldo da polêmica. Melhor que passar fome é comer um zoiudo requentado,  por isso me deliciei com o que encontrei nos arquivos do Twitter e dos blogs. Saboreei as tiradas ácidas do @Cardoso e também a forma como a maioria das pessoas reagiu à entrevista da Maria Amélia Mariana. A melhor de todas as respostas veio de uma mãe blogueira que traduziu em palavras alguns pensamentos e sentimentos que ainda não encontram a saída pelas minhas mãos e continuam presos em mim, à espera de um dia ser texto.

Um trecho do que ela escreveu:

Passei toda minha gestação ansiando por um parto normal.
Normal mesmo!
Meu sonho, na época, era ter uma vó parteira, dessas que fazem o parto em casa com uma tesoura que passa de geração para geração.
Louca?
Pode ser.
Mas eu achava que isso reforçava a importância de ser mãe.
Louca mesmo.
Também acreditava que pra ser mãe tinha que amamentar.
Sonhava em amamentar minha filha até uns dois anos de idade.
Achava lindo. Ainda acho.
Quando eu ouvia alguma mãe contando que não tinha leite ou que o bebê não pegou o peito eu pensava, quietinha, “coitada, essa aí não nasceu pra ser mãe”.
Resumindo a história, eu paguei por toda a minha ignorância.
Minha filha nasceu 20 dias antes do prazo, numa cesariana feita às pressas em decorrência de pré eclâmpsia.
Quase morri e, pra piorar, o médico não pode esperar nem 15 minutos pra anestesiar fazer efeito e eu, por vias tortas, senti as piores dores do parto. Dor de navalha cortando a carne.
Mas, como a maternidade é um verdadeiro milagre e quase sempre que nasce um filho nasce também uma mãe, seja de parto normal ou cesariana, o chorinho da pequena diluiu a minha dor e a lembrança que ficou do momento, apesar dos riscos, é de amor.
Pra melhorar a brincadeira ou, se preferirem, pra diminuir meu carma e minha arrogância pré-maternal, meu leite só durou duas semanas.

Clique aqui e leia o texto todo da Maitê, no blog Penso em Tudo, que descobri hoje e já está nos meus Favoritos.

14 comentários 14/09/2009

Oito…comer biscoito

selinho10A linda grávida Catharina, do blog  O Bebê e Eu,  está quase no final de sua aventura gestacional. Matheus chega a qualquer momento. No alto de sua felicidade maternal, ela distribuiu presentes para as coleguinhas blogueiras.  Recebi dela o selinho abaixo e as orientações para participar da brincadeira. Obrigada! Então…lá vai:

Escrever uma lista com 8 características minhas:
1. feliz
2. intuitiva
3. impaciente
4. família
5. atrapalhada
6. sincera
7. mandona
8. apaixonada

Convidar 8 blogueiros para receber o selinho:

1. Coisas da Maura
2. Quatro Vezes L
3. Encomenda da Cegonha
4. Esperando Alice
5. Minha Vida Meu Bebê
6. Sinceramente Grávida (Lu Boury)
7. Histórias de Mateus
8. O Astronauta

Comentar no blog de quem deu o selo.

Comentar nos blogs que vão receber o selo.

8 comentários 08/08/2009

O parto de Béatrice

beatriceUm dos relatos mais emocionantes de parto que eu já li está no blog Journal de Béatrice, da Ana Paula, uma mãe brasileira que mora na França. Me fez chorar e pensar muito sobre o amor que temos pelos nossos filhos quando ainda estão no nosso ventre. Conheci hoje o blog. Vale a pena ler: http://journalbebe.blogspot.com/2009/07/voltei-ou-melhor-voltamos.html

6 comentários 06/08/2009

Mamãe Sexy

Não julgue um livro pela capa

Não julgue um livro pela capa

A máxima “Não compre um livro pela capa” ganhou novo significado para mim na terceira semana de gravidez. Se fosse pela capa e pelo nome, eu jamais teria lido “Mamãe Sexy – um guia para sobreviver à maternidade mantendo-se mulher” (Betty Londergan, Editora Gente). Só dei uma olhada por sugestão da atendente da livraria. “Mamãe Sexy” estava no topo da pilha que a atendente trouxe, depois que pedi para ver livros sobre gravidez.

Top colado ao corpo,  barrigão de fora, mini saia e  salto alto (agulha, ainda por cima) definitivamente não compõem o figurino que imagino para uma gestante. Por isso o desenho da capa serviu como repelente para mim. Mas havia uma outra cliente grávida ao meu lado e ela comentou: “Eu já li esse aí, é ótimo! Você está grávida?” Fiz que sim com a cabeça (havia descoberto fazia três dias e ainda estava me acostumando com a idéia, por isso não consegui usar palavras, deixei apenas o pescoço jogar a cabeça pra frente e pra trás, lentamente, num estranho gesto positivo). Mas a outra grávida nem pareceu perceber minha indecisão e sugeriu: “Dá uma folheadinha, o texto é divertido”.

Folheei, gostei, comprei. Estou pensando em colocar uma capa nele, daquelas de plástico, igual fazia no colégio quando era criança (faz teeeeeeempo). Por dentro o livro vale a pena. A autora, Betty Londergan, foi mãe solteira, aos 37 anos. Ela havia passado por tratamento de infertilidade durante três anos, havia recebido um diagnóstico ruim e não esperava conseguir ficar grávida. Mas aconteceu e ela teve uma menina. De forma divertida e honesta, ela dá conselhos sobre como nós, gestantes, devemos enfrentar a gravidez, os palpiteiros à nossa volta, as mudanças de humor, o aumento de peso, o parto e tudo o que vem em seguida (educar uma criança, até pelo menos ela completar 20 anos!).

Quer folhear um pouquinho o livro? Aí estão alguns trechos:

“Parabéns, você está grávida! Você não só terá uma aparência medonha nos próximos nove meses, como também poderá dizer adeus à vida como a conhece, pois ela nunca mais será a mesma. A boa notícia é que você também irá se apaixonar perdidamente por seu Pacotinho Precioso, mas, sejamos honestas, sua vida e seu corpo são um preço bem alto a pagar por esse privilégio. Entretanto, você fez sua cama e agora deve dormir nela. (É claro, se você dormisse um pouco mais e namorasse um pouco menos, não estaria nesse estado interessante.)”

“Por que as mulheres cuja gestação traz à tona a luxúria interior sempre querem compartilhar esses instintos com aquelas que só querem dormir durante os nove meses e ser deixadas em paz? (…)Apóio totalmente o direito que uma mulher tem de preferir ler a bula de uma pomada para hemorróidas a uma transa em qualquer dia da semana.”

“Do sétimo ao nono mês – o trecho final. Não vamos dourar a pílula. Essa é a parte patética da gravidez. Você fica imensa. Anda bamboleando. Suas emoções parecem uma montanha-russa. Você é um trêmulo poço de carência. É assim mesmo que deve ser. Desse modo, na hora de o bebê nascer, você não vai se importar por passar pelas indescritíveis agonias do trabalho de parto, ficar acordada com um bebê insone durante 48 horas consecutivas, nem se o leite que sai de seus seios manchar aquela sua linda blusa. Que alívio! Pelo menos você não está mais grávida!”

“A cesariana até que não foi tão ruim. Mesmo. Toma-se muita anestesia – a tal ponto que você não sente nada por baixo do lençol que colocam em seu peito, para impedir que você desmaie ao ver o que estão fazendo lá embaixo. Muitas pessoas ficam à sua volta fazendo o que parece ser a troca de um pneu do seu abdome. E depois, surpreendente, maravilhosa e repentinamente, tiram um bebê lindo, perfeito e adorável de dentro de sua barriga. Depois de todo aquele tempo eu ainda não acreditava que havia um bebê ali. Como foi que ela ficou tão rosada e brilhante naquela escuridão?”

“Mais cedo ou mais tarde, vão deixar que você saia do hospital com seu bebê. Essa é uma experiência inacreditável. Nesse lugar há centenas de pessoas importantes com diplomas médicos e muito tempo de experiência profissional e vão deixar que você saia com um bebê que conheceu há poucos dias. Em uma sequência surrealista de eventos, a expulsam de seu quarto confortável, pegam seu dinheiro, mandam-na embora e a deixam na calçada, com um bebê nos braços. “

No final do livro há ainda um capítulo especialmente dedicado às mães solteiras, com 15 regras para o que a autora chama de “voo solo”.

2 comentários 18/06/2009

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