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Ansiedade

Sobre O Tempo

(Pato Fu)

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada

Só me derrube no final…
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

—————————————————————————————–

Essa é a música que toca dentro da minha cabeça enquanto zanzo pela casa, todas as noites, insone e gasosa, como uma alma penada tamanho GG. Em vez de correntes, arrasto meus pés gordos e inchados, enfiados nas sandálias velhas herdadas de uma amiga ex-grávida. Canso logo e deito de novo. Mas os pensamentos vêm todos de uma só vez até a minha cabeça. Me atacam como moscas varejeiras sobre uma manga madura caída no meio da grama.

Quando será? Como será? Vai doer? Estarei sozinha? Saberei que é a hora? Vai correr tudo bem? Meu bebê será perfeito? Saberei cuidar dele? Será que aquela camisola vai servir? Eu não devia ter comido aquela tigela de sorvete com granola por que se eu parir no meio da noite vou vomitar tudo. Ele vai ter cólicas? Como é mesmo que limpa o saquinho do bebê? Ainda bem que não é menina, todo mundo fala que limpar pererequinha é mais complicado. Será que é melhor depilar amanhã pra garantir? Será que eu coloquei calcinhas em número suficiente na mala? Eu derrubo tudo no chão, como é que vou segurar uma coisinha tão pequena e frágil? Que vontade de comer comida chinesa…aff…são 3h da manhã já…hmmm…será que alguém entrega nesse horário? Olha esses pés…olha esses pés… Ai, uma pontada, será que é… ah…era um pum… Nossa, esse cara na tv me lembra aquele ex-namorado…ainda bem que eu não casei com ele, já pensou um filho cabeçudo assim no parto normal? Quando será que vou fazer sexo de novo? Será que ele vai ter alguma alergia? Nossa, que ansiedade, será que é hoje? Pensando bem, aquela manta…hmm…melhor checar a mala do bebê…de novo. Será que ele é cabeludo? Ai, que céu lindo, muito lindo…será que é hoje? Tô com premonição…ou são gases? Será que ele vai mamar numa boa, sem problemas? Pensamento positivo…pensamento positivo…se concentra, só pensa em coisas boas para atrair coisas boas… Melhor imaginar o pior acontecendo, melhor ser realista, assim se acontecer o pior estarei preparada… Meu Deus, vou dormir, não aguento mais ver esse filme no Universal Channel, há 4 madrugadas só dá ele na programação. Que saudade eu vou ter desta barriga. Olha esses pés!!! Não tem ninguém no Messenger!  Será que ele vai ter cólicas? Como é mesmo que limpa o umbiguinho?

36 comentários 24/11/2009

Parto em partes

Há meses só penso nele. Já passei noites em claro por não conseguir parar de imaginar os detalhes, os sons, cheiros, movimentos. Leio sobre ele, converso com todo mundo sobre ele. Aguardo sua chegada com ansiedade. Quando será? De madrugada? À noite? No meio do almoço? Vai doer ? (ah, essa resposta eu sei: vai, vai doer muito) Vou chorar? (essa resposta eu também sei).

O parto.

No início da gravidez ele era um tema secundário. Mas conforme a barriga foi crescendo, o parto ganhou espaço na minha lista de assuntos preferidos e ultimamente lidera o ranking da ansiedade.

Li e ouvi todo tipo de coisa sobre todo tipo de parto. Relatos tristes, dolorosos e assustadores. Histórias lindas, tranquilas e inspiradoras.  Algumas ajudam a decidir o que ainda não foi definido e colaboram para eu me preparar para esse momento tão especial e, ao mesmo tempo, tão desconhecido. Outras me oprimem e fazem tudo parecer mais difícil.

Sinto  medo e ao mesmo tempo estou curiosa e ansiosa. Como  tivesse sido acordada no meio da noite por um som distante. Então caminho na penumbra, sozinha,  por esse corredor silencioso. Não sei mais se despertei mesmo ou se ainda estou sonhando. No fim do corredor meu futuro me espera. Tantas pessoas já seguiram por aqui e me contaram como é. Mas nenhum final foi igual ao outro. São histórias parecidas, mas totalmente diferentes. E elas não eram como eu sou. Não há como prever o final da minha caminhada. Não caio na armadilha de fazer comparações. Somos seres únicos e cada linha da nossa história é escrita com uma tinta inimitável. As diferenças não nos tornam melhores ou piores, mas nos fazem singulares.

O medo do desconhecido acena para mim durante todo o trajeto. Isso me assusta  e me fascina. Será totalmente diferente de tudo o que já fiz na vida. Tenho medo do que terei de enfrentar. Mas não quero (e nem tenho como) voltar.

Sigo em frente. Transpiro coragem e medo. Sou frágil e valente. Volto a ser menina e me emociono como somente as crianças são capazes de fazer. Deixo a imaginação me carregar, mas mantenho meus adultos pés no chão. Somos muitas mulheres em uma só, que caminha na direção de uma nova e definitiva identidade: mãe. No final do corredor todas nós seremos fundidas nesse novo e mágico ser, dotado de poderes especiais. Passo a passo me aproximo da minha verdade. Raras vezes o medo me faz desejar ir mais devagar. Já a ansiedade me apressa e atormenta: os ponteiros não se movem. O corredor parece ainda maior. A sombra do medo disputa espaço com as luzes da fé e do amor.

Serei capaz? Qual o melhor caminho? Como será depois?

As dúvidas se dividem e multiplicam num louco balé, como células. Algumas se agarram aos meus cabelos, sobem pelas minhas pernas, se enroscam na minha garganta. Numa batalha cansativa e necessária – que me fortalece – esmago uma a uma. Mas outra surgem e o combate nunca termina. Uma luta gratificante que me transforma passo a passo.

Me aproximo aos poucos do momento em que vou parir meu filho e minha vida vai parir a mãe que meu filho gerou. Quando chegar lá, descobrirei enfim o segredo universal do amor.

16 comentários 28/09/2009

Mãevó

DuasBarrigasSala de espera lotada. É dia de atendimento apenas de gestantes, então as cadeiras acomodam principalmente barrigudas, algumas acompanhadas, outras sozinhas (como eu). Sempre levo um livro para suportar a longa espera, mas geralmente não tenho tempo de abri-lo. Alguém acaba puxando papo e o tempo passa rapidamente enquanto trocamos informações sobre a gravidez. O assunto quase sempre começa do mesmo jeito monótono:

– De quanto tempo você tá?

– É menino ou menina?

– Primeiro filho?

Encaro com resignação essa primeira parte por que sei há chance da coisa  ficar interessante depois. É como almoçar um prato de legumes de olho na sobremesa. Histórias pitorescas costumam acompanhar aquelas barrigas na sala de espera e gosto de ouvi-las.

Na última consulta uma jovem de 18 anos puxou papo comigo. Ela estava acompanhada pela mãe, que de vez em quando fazia algum comentário, mas sem participar muito da conversa.  Durante o interrogatório preliminar eu soube que aquele era o primeiro filho, sete meses de gestação, era uma menina, ainda não havia escolhido o nome, a gravidez não havia sido planejada, ela e o namorado não queriam casar, nem morar juntos.

No meio da conversa, a secretária da obstetra vem até a porta da sala de espera e chama mais um nome. A fila anda. A mãe da jovem levanta e diz:

– Eu! Aqui! – e  acompanha a secretária.

Tentei entender a situação. Era dia de consulta apenas de gestantes. Nesse dia, a médica não atende pacientes que não estejam grávidas. A filha era a barriguda da família. Por que a mãe entrou e a grávida ficou sentada ali na minha frente, sem se mexer? Acho que tinha um ponto de interrogação gigante na minha cara ou a menina lia pensamentos:

– Hoje eu não tenho consulta, é só a minha mãe.Ela até queria que eu entrasse com ela, mas acho que sozinha ela fica mais à vontade, né?

Ela voltou então a falar de enjoos, berços ideais e estrias. Cerca de 20 minutos depois a mãe voltou e sentou ao lado dela. A jovem grávida perguntou:

– E aí, mãe? Está tudo bem?

É…está, né? – a mãe suspirou.  Depois de um tempo ela acrescentou:  – De acordo com exame, estou de 15 semanas.

Não me controlei:

– Você também está grávida???

A expressão da mãe era um misto de vergonha, orgulho e resignação. Então ela contou em detalhes a história da sua vida. Tinha 47 anos, havia casado muito cedo. Mãe de três filhos, havia enfrentado na última gestação uma grande complicação e os médicos garantiram que ela nunca poderia engravidar novamente. Nunca mais se preocupou com métodos contraceptivos. A menstruação era irregular, praticamente inexistente. Nos últimos meses seu peso havia aumentado, estava sentindo muita fadiga e o corpo parecia inchado. Sem falar no calor insuportável. Deduziu que era a menopausa que chegava acompanhada da notícia de que ela seria avó. Procurou a médica, que indicou alguns exames. O resultado surpreendeu a família toda:

Loucura, não é? Eu aqui  feliz, me preparando para ser avó e recebo uma notícia dessas.

A filha sorriu:

Não é o máximo? Tio e sobrinho vão ter quase a mesma idade.

Nossa conversa foi interrompida pela secretária, que chamou meu nome dessa vez. Me despedi e entrei no longo corredor da clínica, encantada. Como sempre, a sala de espera não havia me decepcionado.

13 comentários 27/09/2009

Empurra de volta

DáUmaMãoMarido e mulher deitados um ao lado do outro na cama. Ela então com cerca de 25 semanas de gestação do primeiro filho deles:

Aiiii! – mulher leva as mãos até o ventre.

Que foi??!

Nossa! O bebê deu uma mexida tão forte agora…

– Doeu?

Vontade de responder “não, senhor Perspicácia, eu sempre gemo, franzo a testa e faço cara de dor quando alguma coisa é gostosa, vai ver sou masoquista“, mas mulher se controla, faz que sim com a cabeça, comprime os lábios num misto de dor e alegria (tão bom saber que o nenê tá forte assim, pulando na cama elástica do útero logo de manhã) e se prepara para a próxima investida do tourinho. Afinal, ele nunca bate uma vez só.

– AAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIII! – a segunda pirueta é bem mais intensa e a mulher sente um empurrão bem forte lá embaixo, próximo à futura área de saída do bebê.

Vixe, amor, essa doeu, hein?

Ela quer dividir o momento, descrever as sensações para o pai do bebê:

– Não é só dor…é que dá um pouco de aflição…parece que ele esticou o bracinho todo dentro do canal da vagina e colocou a mãozinha pra fora. É estranho. Será que ele tá tentando sair, amor? brinca a gestante

Marido senta na cama, atônito:

O quê? Sair? Agora? VOCÊ SENTIU ELE TENTANDO SAIR? (voz de pânico paternal) Não é melhor ligar pra médica? Ou empurrar ele de volta, sei lá?

Acreditem ou não: ele estava falando sério.

22 comentários 19/09/2009

ERA UMA VEZ…

InfanciaFeliz…uma menina muito amada, filha de pais maravilhosos, criada entre irmãos carinhosos (que trocavam porradas diariamente entre eles, mas ai se alguém de fora tentasse fazer o mesmo com um dos irmãos, nem pensar. O lema era “só eu posso bater no meu irmão”), que cresceu ouvindo sobre como seus pais haviam desejado aquela família, haviam planejado aquela casa cheia de crianças, uma nascendo logo após a outra e formando aquela barulhenta EuComiaLivros“escadinha” infantil. Era uma vida simples,  mantida com o salário de dois professores (na época isso ainda era profissão respeitada no Brasil). Mas era organizada e feliz. Pouca TV, muitas brincadeiras, muito carinho, amor e os livros. Ah…eles estavam por toda parte: nos quartos, sala, banheiro, quintal. Tropeçávamos nos grossos volumes com histórias sobre a turminha do Sítio do Picapau Amarelo, em coleções completas de clássicos infantis e em exemplares de uma didática literatura de iniciação sexual como o divertido “De Onde Viemos?”.

A menina podia conversar sobre o que quisesse com seus pais. Eles falavam sobre namorados, sexo, bebês, camisinha, doenças, anticoncepcional. Não havia mistério. Bastava perguntar e obter a resposta honesta, a explicação real. Nada de fantasia e enrolação. Tudo isso num tempo em que ainda não havia internet e nem os programas de tv com temas pré-adolescentes. Os amigos da menina não tinham aquela liberdade com os próprios pais. Era na casa da menina que eles buscavam soluções para algumas dúvidas mortais: “beijar engravida?”, “por que minha prima ficou menstruada e eu não?”, “o que é camisinha?”, “meus peitos vão crescer um dia?”

Os pais da menina sempre entenderam que o diálogo era a melhor forma de evitar que os filhos fizessem alguma besteira por pura falta de informação.  Sabiam que deixar todas as vias de contato abertas criava uma rede de confiança dentro de casa, capaz de evitar que os filhos caíssem nas armadilhas do mundo lá fora. O maior medo dos pais era um possível envolvimento com drogas, o risco de doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas.

PaiZelosoAlém de muita conversa, havia também um trabalho rigoroso de fiscalização da conduta de cada um dos filhos. As regras em relação ao horário para chegar em casa à noite, por exemplo, eram muito rígidas. Claro que isso rendeu discussões e lágrimas todas as vezes em os adolescentes foram proibidos de ir a uma festa ou viagem com a turma. Brigas históricas aconteceram quando a menina arranjou o primeiro namorado e no dia em que o caçula disse que queria usar brinco. Eram pais que exigiam muito dos filhos no comportamento, no cuidado com a saúde e nos estudos.

Grávida de seu primeiro filho, a menina pensa em tudo o que os pais fizeram e ainda fazem por ela:

– Quanto trabalho eles tiveram!

Eles realmente educaram seus filhos. E isso não é fácil. Exige alto investimento de tempo, energia, dedicação, paciência. Tudo sem retorno garantido. Um trabalho feito para benefício do mundo, já que essas crianças preparadas com tanta dedicação e carinho logo se tornaram adultas e foram trilhar seus caminhos. Quando saíram de casa, estavam preparados, tinham a “cabeça feita”. Mesmo que os “amigos” provocassem: “Ah, como você é careta!”, os irmãos não mudavam de opinião, seguiam o que acreditavam, o que haviam aprendido. Nada de drogas, nem excessos alcoólicos (ok, talvez um ou dois porres em festas da universidade). As conversas sobre sexo seguro e maternidade/paternidade responsável foram as que renderam mais frutos. Aliás, não renderam. Os irmãos se tornaram adultos, formados em boas universidades, com bons empregos, bem casados e…sem filhos.

Os pais deles pediam:

– Ok, agora chega de tanto cuidado, queremos netos!

Mas os irmãos estavam munidos de muitas informações sobre o que é ter uma família. Tinham consciência da responsabilidade que é gerar uma vida. Todos ficaram anos planejando os filhos, em busca de mais preparo emocional e financeiro. Haviam aprendido com seus pais que o primeiro pensamento no momento da descoberta de um gravidez deve ser sempre:

– Que alegria!

E nunca:

– Que merda!

Algo que só é possível quando a criança é planejada e muito desejada. Loucos de vontade de ser avós, os pais dos irmãos já estavam quase arrependidos de tudo o que haviam ensinado sobre responsabilidade e controle de natalidade:

– Chega, queremos netos!

O pioneiro foi o caçula, seguido de perto pelos outros.  A menina adorava os sobrinhos, mas ainda não sentia-se preparada. Ela já havia encontrado o amor da sua vida  e juntos eles haviam decidido que um dia teriam um filho. Mas protelavam, sempre à espera do melhor momento, que não chegava nunca.  A cada dia surgia uma nova razão para adiarem a chegada do filho: precisavam de um carro melhor, um dos dois havia ficado desempregado, uma doença que exigia cirurgia e tratamento, a pós-graduação precisava ser concluída, a possibilidade de mudança de cidade no ano seguinte.

No fundo ela sabia que o problema era outro: medo de não ser uma boa mãe, de não estar pronta para assumir a responsabilidade de ter em suas mãos a vida de outra pessoa, o futuro de alguém, o poder de moldar um destino. Receio de não ser capaz de lidar com a intensidade do amor incondicional que invadiria a sua vida e a de seu companheiro. Ela tinha os melhores pais do mundo e sonhava em ser capaz de oferecer aquilo a seu filho também. E se falhasse?

O tempo foi passando, ela tinha agora 34 anos. Teria ficado tarde? Seria melhor deixar para lá?

Perguntas respondidas numa noite de verão. Haviam acabado de completar seis anos de casados, estavam deitados lado a lado, num daqueles momentos de total cumplicidade e ternura dos amores sãos. Ele falou:

– Vamos ter um filho.

Ela queria, mas…

– …as prestações da casa…e essa  crise mundial…tem uma ameaça de demissão no ar…e eu já tenho 34 anos..não ficou tarde demais?

Ele olhou bem para ela e não precisou usar palavras. No olhar dele estavam descritas todas as razões. Era a hora de calar a mente e deixar o coração falar. Havia amor, maturidade, união e uma casa espaçosa com um bom quintal. Vai dar certo! Seremos capazes! – eles disseram um ao outro, sem precisar abrir a boca.

E então veio o melhor da festa:  fazer o filho. Duas pessoas apaixonadas e concentradas numa missão cheia de amor. O melhor sexo da vida deles. Estavam adorando a perspectiva de passar algum tempo naquele divertido e prazeroso prTestePositivoojeto:

– Ah, nós vamos ficar alguns meses nisso, tentando fazer esse filho. Certeza!

Apenas duas semanas e meia depois ela descobriu que estava grávida e contou ao marido:

– Que alegria! – exclamaram juntos.

E viveram felizes para sempre. Nos meses seguintes a alegria foi  interrompida várias algumas vezes por crises de angústia, choro, gases, incertezas, insônia, cãimbras.

E jamais será possível escrever nesta história o tradicional “FIM” dos contos que começam com “ERA UMA VEZ..”, pois a maternidade/paternidade é uma aventura sem final, é um aprendizado que começa ainda quando os futuros papais são apenas meninas e meninos.

19 comentários 11/09/2009

Ser mãe é dureza

maeHeroinaSer mãe é desdobrar fibra por fibra o coração
É não pregar o olho a noite inteira no serão
É andar na correria preparando mamadeira
Ao som de uma tremenda choradeira

É fralda toda noite todo dia pra trocar
Porém na poesia esqueceram de contar
Ser mãe é muito bom para um poeta inocente
Mas ele se quiser que experimente

Ir ao cinema já perdi a esperança
Não tenho em casa uma babá de confiança
E tome fralda e mamadeira pra lavar
Enquanto papaizinho vai pra rua passear

Pra meu castigo, meu consolo vejam só
Um belo dia sou chamada de vovó
Mas a verdade é prova de juízo
A gente por vontade padecer num paraíso

(Inezita Barroso)

6 comentários 24/07/2009

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